30
jan
Tendência capilar: Teal Hair
em: Beleza, Moda

A tendência do Sereismo não ficou só no campo da make e se estendeu também aos nossos cabelos. A nova febre do momento é tingir os fios no tom verde petróleo levemente turquesa, o famoso teal hair.

teal-3

teal-4

teal-5

teal-6

Quem gosta de acompanhar o Pinterest já deve ter reparado como as gringas estão se jogando na moda de cabelo com cor fantasia. E a nova febre do momento é esse tom bem sereia, que se adapta muito bem em diversos tons de cabelo e fica belo mesmo quando desbota.

teal-1

teal-7

teal-8

A febre pegou forte depois que a Kylie Jenner (sempre ela!) decidiu pintar suas longas madeixas no tom. Ficou tão incrível que várias meninas passaram a tingir seus cabelos da mesma cor.

Aqui a moda começou a despontar entre it girls maravilhosas como a Boca Rosa e Jade Seba. Ambas mudaram o visual com a Jessica Dannemann, uma expert no assunto tintura capilar.

teal-2

teal-9

teal-10

teal-11

teal-hair-12

Quem tiver medo de mudar radicalmente o visual pode apostar em ombré ou até mesmo mechas. Essa dica vale pra quem não quer danificar muito os fios. Lembrando que é necessário descolorir os fios pra conseguir esse efeito, viu?

Pesquisando descobri que na gringa a tinta mais usada é a da Manic Panic, na cor Enchanted Forest. No Youtube várias garotas vão direto nessa marca. Aqui no Brasil a gente só acha esse produto pelo eBay, viu?

Olha gente, depois do Rose Gold e do Teal Hair, fiquei com uma vontade de brincar com o cabelo hehe. Qual cor vocês acham que eu devo usar? E vocês, animados com essa nova tendência?





Bruna Tavares





27
jan
The Lure, o musical polonês sobre sereias assassinas
em: Cultura

The Lure é um filme musical de terror polonês dirigido por Agnieszka Smoczynska, inicialmente divulgado em um festival em 2015, mas só agora ele irá de fato ao público. Sua estreia está marcada para 1° de fevereiro nos Estados Unidos – e já está causando, sendo considerado o filme mais excêntrico do ano.

thelure_posters

Sinopse

Neste violento mashup de horror e musical, a estréia lúdica e confiante da diretora polonesa Agnieszka Smoczynska, um par de irmãs carnívoras sereias são levadas para terra em uma Polônia dos anos 80 para explorar as maravilhas e tentações da vida em terra. Suas canções de sereias tentadoras e aura de outro mundo as tornaram sensações durante a noite como cantoras de casas noturnas no mundo de fantasia meio-glam, meio decrépito de Smoczynska imaginar. Em uma reviravolta visceral, como no conto original de Pequena Sereia de Hans Christian Andersen, uma irmã se apaixona por um ser humano e, à medida que os laços de irmandade são testados, as linhas entre amor e sobrevivência ficam desfocadas. Um conto de fadas selvagem com uma trilha sonora pegajosa, conjuntos prodigiosamente sombrios e números musicais ultrajantes, The Lure explora seus temas de sexualidade, exploração e os compromissos da idade adulta com energia e originalidade.

thelure03

As sereias irmãs são interpretadas por Marta Mazurka e Michelin Olszanska. Críticos avaliam a obra como hilariante e ao mesmo tempo horrível, e oferece ao telespectador algo que ele jamais imaginaria assistir e, convenhamos, acho que nunca ninguém pensou mesmo em fazer um filme de terror musical de ópera/rock sobre sereias, huahua!

thelure01

thelure02

Assista ao trailer e teaser abaixo (contém cenas fortes!):

Só de ver a cauda delas já dá medo!

Infelizmente não há previsão de estreia no Brasil, então vamos torcer para que seja disponibilizado logo em alguma plataforma online!





Camila Gomes





25
jan
Zé Peixe, o Tritão Sergipano

Quem é  Sereia levanta a mão! Bate o cabelo, balança a cauda, sacode as conchinhas… E quem é Tritão? Se mostra também, porque não?!

Em novembro de 2016 mostramos aqui no Sereismo que existem diversos tritões espalhados pelo Oceano do Brasil e do Mundo, todos belíssimos com as suas caudas incríveis, estilos de vida e personalidade única.

tritao sereismo naturaltati

O homem também tem todo o direito de declarar o seu amor ao mar e revelar a sua Alma de Tritão para o mundo. Porque ser feliz é a melhor maneira de encarar os desafios da vida. Graças a Poseidon, a força de nosso cardume só aumenta, e a cada dia que passa, podemos expor livremente a nossas caudas ao Sol por todo o litoral do continente.

E vocês sabiam que no Brasil também existiu um incrível Tritão que amava o Mar? Seu nome era José Martins Ribeiro Nunes, nascido no Sergipe no dia 05 de Janeiro de 1927. Ele era um Tritão com pernas, nas horas em que não estava na água…

Cresceu em uma casa as margens do Rio Sergipe na cidade de Aracaju. Com a ajuda dos seus pais, aprendeu a nadar ainda criança e aos onze anos já era um exímio nadador. José adorava se aventurar nas águas – uma de suas travessuras favoritas era atravessar o rio a nado para comer caju das árvores localizadas na margem oposta. Enquanto os seus colegas iam se divertir na praia do Atalaia e usavam barcos para chegar até o destino, o menino já despertava a sua alma de Tritão e optava chegar até a praia nadando.

jose martins ribiero nunes Zé Peixe sereismo natural tati

A sua casa estava localizada bem próximo a Capitania dos Portos. Em um dia radiante, um comandante de uma das embarcações notou a incrível destreza do pequeno José Martins nas águas e, impressionado ao conhece-lo, o apelidou de Zé Peixe. E este apelido maravilhoso pegou!

Zé era o terceiro filho no total de seis crianças. E entre os seus irmãos também tinha uma Sereia, a Rita (uma coincidência incrível, pois é o mesmo nome da personagem sereia de Isis Valverde na novela A Força do Querer). A Sereia Rita também ganhou o “sobrenome” Peixe, afinal ela sempre acompanhava o irmão em suas aventuras aquáticas no Rio, mesmo durante a noite. Mas seus pais não achavam que este era um comportamento adequado para uma menina…

Como castigo, Ritinha tinha suas roupas de banho escondidas, mas isto não  adiantava  muita coisa. A Sereia e o Irmão Tritão nadavam com o uniforme da escola e, quando chegavam em casa, arrumavam um jeito de deixar as roupas secarem escondidas em algum lugar no quintal dos fundos. Coisas de crianças livres que interagiam com a natureza de forma plena!

Zé Peixe, além de nadar, adorava ir à praia e ficar observando o fluxo dos barcos da região. Gostava de desenhar navios e tinha um imenso prazer em informar aos Capitães que chegavam no Porto sobre a mudança nos bancos de areia do Rio Sergipe.

Os anos se passaram e o Tritão continuou vivendo em sua região. Completou o Segundo Grau e, ao completar vinte anos, passou a trabalhar para a Marinha através de um concurso, exercendo uma função conhecida como Prático do Estado na Capitania dos Portos de Sergipe. Na atuação, o Prático (ou Praticagem) é o profissional responsável por orientar os navegantes que precisam desembarcar mercadorias em Portos do Litoral.

Para auxiliar o Capitão, o Prático indica o melhor caminho para que o navio chegue em seu destino. E para isso, o profissional precisa estar sempre atualizado sobre informações geográficas e climáticas do local. Além disso, o Prático também deve se preocupar com a segurança dos tripulantes, embarcações, patrimônio público e também proteger o meio ambiente marinho local – atitude que as Sereias e Tritões conhecem bem!

Por conhecer detalhadamente a região onde estava localizada a Capitania dos Portos, logo Zé Peixe se destacou em seu ofício. O Tritão conhecia detalhes como profundidade, correnteza, mudança de ventos e todas  as suas características gerais. O seu mágico conhecimento contribuiu de forma exemplar para a movimentação na Barra do Sergipe, que era conhecido como uma das “piores” entradas portuárias do país.

Zé Peixe atuava como excelente guia, mas algo mágico o diferenciava dos demais profissionais. Ele exercia o seu ofício sempre a nado!

Quando um Capitão precisava de seu auxílio para sair do porto e chegar até a entrada do Oceano, Zé subia no navio, mostrava o melhor caminho a ser navegado e, quando chegava no Mar em uma altura em que o navio pudesse seguir o seu rumo, o incrível Zé Peixe amarrava os seus documentos na bermuda e em um ato de coragem admirável, saltava nas águas do parapeito do navio em uma altura de 17 metros (o equivalente a um prédio de 5 andares) e nadava 10km durante 2 horas até a praia.

Ze peixe tritao Sereismo naturaltati

Quando chegava na areia, retomava a sua forma humana  e percorria a pé mais 10km até a sede da Capitania. Existiam situações que, sabendo que alguma embarcação estava com dificuldade de chegar até a entrada do canal devido a fortes ventos ou mudanças de marés, Zé nadava utilizando como auxílio uma prancha de body boarder até uma boia que ficava localizada a 12km da praia. Lá ele subia na boia e aguardava sentado o navio aparecer no horizonte. Por vezes a espera atravessava a noite ou até mesmo durante um dia inteiro de mau tempo.

Imagine ficar sentado na superfície da água, com a maré agitada, céu acinzentado ou na escuridão da noite sozinho acompanhado pelo som das águas… Só um Ser do Mar consegue esta façanha!

Houve uma situação em que o Tritão quase foi impedido de pular. Um Comandante Russo que não sabia de seu modo diferente de exercer o seu ofício, acreditava que aquela atitude era um momento de loucura.

ze peixe pulando do navio sereismo natural tati

Zé Peixe realizou diversas façanhas que lhe renderam importantes homenagens e condecorações. Aos 25 anos, Zé estava orientando a embarcação a vela Iole Potiguar para fora da Barra. O barco virou e arremessou os três velejadores no mar revolto. O Tritão conseguiu levar os três tripulantes a salvo para a praia, e neste feito teve a ajuda da irmã Sereia Rita. Por este ato, Zé recebeu uma medalha em ouro de Honra ao Mérito do Rio Grande do Norte.

Em outra ocasião, um navio da Petrobras que saía de uma plataforma pegou fogo. Zé, então, adentrou na embarcação em chamas e orientou o navegante a conduzir o veículo até um ponto seguro, onde todos a bordo pudessem saltar no mar e nadar em segurança até a praia.

Zé Peixe recebeu a Medalha Almirante Tamandaré em homenagem aos anos de dedicação e fortalecimento das tradições da marinha do Brasil. Recebeu também a Medalha de Ordem ao Mérito de Serigy, a mais alta condecoração do município de Aracaju. Além disso, foi eleito o cidadão Sergipano do séc. XX e possui estátuas em sua homenagem em pontos diferentes da sua cidade natal.

Ele também conduziu a tocha dos Jogos Pan Americanos de 2007 em um cortejo de barco pelo Rio Sergipe, saiu em diversas reportagens em telejornais, jornais e revistas nacionais e internacionais.

Estatua Ze peixe sereismo naturaltati

Zé Peixe atuou como Prático até avançada idade e, em 2009, aos 82 anos, solicitou o seu afastamento da Marinha em definitivo.

Ze Peixe barco mar serismo natural tati

Com o tempo, passou a sofrer os sintomas do Mal de Alzheimer e teve de se afastar do mar. Faleceu aos 85 anos no dia 26 de abril de 2012, vítima de insuficiência respiratória. Se estivesse vivo, Zé Peixe teria completado 90 anos este mês.

ze peixe escamas mar sereismo naturaltati

Para finalizar, além de todas as suas incríveis e admiráveis façanhas, o Zé Peixe tinha um estilo de vida bem diferente:

  • Na parte da manhã tomava café e comia pães, e ao longo dia só se alimentava com frutas;
  • É incrível, mas ele não bebia água!
  • Não se banhava com “água doce” desde a infância, só tomava banho de água salgada pois ele só vivia no mar;
  • Apesar destes hábitos, gostava de manter os cabelos e barba sempre bem cortados;
  • Não fumava e nem consumia bebida alcoólica;
  • Dormia às 20h da noite e acordava sempre às 6h da manhã;
  • Andava descalço todo o tempo e só calçava os sapatos quando ia para a Missa;
  • Zé Peixe era o único que tinha autorização para circular sem farda nas dependências da Marinha;
  • Sua locomoção em terra era feita somente a pé ou com a sua bicicleta;
  • Morou por toda a sua vida na mesma casa simples, na margem do rio Sergipe;
  • Em sua casa guardava diversas miniaturas de embarcações, e pelas paredes colecionava diversos desenhos de navios de todos os tipos, em sua maioria desenhados pelo próprio Tritão.

Espero que tenham gostado desta história e que, de alguma forma, ela te inspire a viver perto do mar. E que todos nós, em algum momento de nossas vidas, tenhamos a chance de interagir de forma saudável, segura e plena com o universo marinho.

Fiquem com este vídeo onde é  possível ver um pouco de como era o Incrível Tritão Sergipano…

Até Breve <3

Por Tati Bello

Siga a Tati Bello no Instagram