17
jan
Moana: A sereia com pernas da Disney
em: Cultura

Hoje é a estreia da nossa nova colaboradora! Deem as boas-vindas a minha xará e conterrânea Camila Piccini (e sósia da Moana nas horas vagas – por isso, nada mais justo do que começar fazendo resenha desse filme!) <3

Olá, meu nome é Camila e eu sou a mais nova colaboradora do blog Sereismo. Eu nasci em Santos, tenho um pai surfista e uma mãe fissurada em praia. O que me fez crescer no meio de muitos campeonatos de surf com a minha mãe me arrancando do mar.

Quando saíram as primeira artes gráficas de Moana, eu fiquei tão feliz de ver uma personagem com um narizinho de batata, cabelo cacheado e que ama o mar, mas eu não sabia que esse filme seria tão especial para mim. A minha relação com a minha avó é algo que eu não consigo nem descrever de tão completa e intensa que era. Eu me sinto a pessoa mais feliz de lembrar tudo de bom que nós vivemos juntas. Pelos trailers eu já sabia que eu não seria capaz de assistir o filme com a dignidade intacta.

No terceiro dia depois da estréia, eu já tinha assitido ao filme duas vezes. Uma delas com a minha mãe, que reafirmou a minha lembrança de não sair do mar quando criança. Conversando com a Camila Gomes sobre o quanto o filme já tinha cativado um lugar especial para mim, ela me chamou para escrever sobre o ele e trazer algumas curiosidades, e eu não pude deixar de aceitar.

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Moana mal estreou e já quebrou recordes de bilheterias tanto nos EUA, quanto aqui no Brasil. Nós aqui do blog Sereismo já temos a licença poética de chama- la de sereia com pernas, já que como a própria personagem diz: “Sempre volto pra água, não consigo evitar“.

See the line where the sky meets the sea? It calls me.

A história da Moana se passa nas ilhas Polinésias. Elas ficam em uma área triangular compreendida entre o Havaí, Nova Zelândia e as ilhas de Páscoa. Isso explica uma certa semelhança com outra personagem conhecida nossa.

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Fan art Moana & Lilo por Judy Lavernehopps

Quando criança, o oceano escolheu Moana para encontrar o semi-deus Maui e restaurar o coração da deusa Te Fiti, evitando que a escuridão fosse espalhada pelo Pacífico. Moana cresceu, divida entre o chamado do oceano e suas responsabilidades como filha do chefe da tribo. Ao perceber que a escassez de peixes havia atingindo a costa da ilha de Motu Nui, ela sentiu que a resposta estava naquele chamado do oceano. Incentivada pelos conselhos de sua avó, Moana descobriu que seus antepassados eram navegadores e, em seguida, partiu em busca de Maui para salvar o seu povo. A jovem, então, consegue restaurar os costumes antigos de seus antepassados, retornando ao mar para descobrir novas ilhas.

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Saindo do desenho e trazendo para nossa história, a linha do tempo dessas navegações ainda não é cientificamente conclusiva. Thor Heyerdahl, um pesquisador, acreditava pela semelhança física, costumes agrícolas, que a Polinésia foi colonizada por sul americanos. Patrick Kirch, outro pesquisador, defende o oposto: os polinésios que foram de encontro aos ameríndios. Apesar da cronologia não definida, essa ligação entre os continentes existe e foi comprovada, no filme, através de um bichinho que arrancou muitas gargalhadas: Hei Hei. Em 2007, acharam em um sítio arqueológico no Chile com ossos de galinhas de DNA compatível com os galináceos da Polinésia. Como as galinhas atravessaram o Oceano Pacífico antes da colonização européia? Os arqueólogos e pesquisadores acreditam que elas eram levadas nas embarcações.

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A Disney sempre tem uma referência em suas histórias e, por isso, a nossa sereia com pernas não apenas resgatou o costume do seu povo, resgatando o costume de navegadores, mas ela também garantiu que um galo atravessasse o oceano, como na época das grandes navegações Polinésias!

E sendo uma personagem escolhida pelo mar, existem várias referências a Pequena Sereia em Moana também. Lin-Manuel Miranda, um dos compositores da trilha sonora, afirmou em seu Twitter que a música de Tamatoa, o caranguejo gigante, fala sobre caranguejos que comem humanos como uma forma de vingar Sebastião. E tem mais: quando Maui canta “You’re Welcome”, podemos ver o Linguado e, na cena pós-crédito, Tamatoa aparece de barriga para cima dizendo que, se tivesse sotaque jamaicano e se chamasse Sebastião, todos iriam ajuda-lo. Como não amar?

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Antes mesmo de estrear vários artistas criaram fan arts mostrando Moana interagindo com a Ariel. Por essas e outras, e principalmente por ter tantos elementos *sereísticos*, o novo filme da Disney mereceu ser citado por aqui, com o selo Disney de qualidade e emoção!










16
jan
Uma nova sereia é introduzida em “A Força do Querer”

Em nosso último post sobre a novela “A Força do Querer” comentamos que a ideia inicial era ter 3 personagens que fossem sereias profissionais junto com Rita, vivida por Ísis Valverde. O plano foi colocado de lado por motivos diversos, mas agora Gloria Perez voltou atrás e Ritinha terá, sim, uma colega de profissão!

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Em coletiva de imprensa realizada na semana passada, o elenco e produtores da próxima novela global apresentaram Francineide, que será interpretada por Laize Câmara (ao lado de Isis na foto acima).

As duas serão amigas de infância e crescerão juntas na mesma cidade, Parazinho. Já na fase adulta, Francineide irá buscar oportunidades de trabalho na capital, Belém do Pará, e lá conseguirá estabilidade financeira trabalhando como sereia profissional em um aquário.

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A diferença entre ela e Rita é que, enquanto Francineide vive o Sereismo como um trabalho e faz isso exclusivamente por dinheiro, Rita fará isso de coração. A personagem de Isis, que é inspirada na sereia profissional da vida real Mirella Ferraz, nem ao menos saberá sobre o movimento Sereismo. Para ela, ela nasceu e sempre será naturalmente uma sereia de alma.

Não se sabe se Laíze treinou mergulho e técnicas de apneia para viver Francineide assim como Isis, mas é confirmado que ela também terá uma cauda. Ambas já foram flagradas gravando, juntas, cenas da novela no Pará (fotos acima). Atualmente as duas estão gravando em Manaus.

Foto publicada pela Isis em seu Instastory

Foto publicada pela Isis em seu Instastory durante as gravações em Manaus

Laíze Câmara tem 25 anos e seu primeiro papel na TV foi na Rede Record. A carioca é formada em Engenharia Civil.

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“A Força do Querer” estreia em 3 de abril no horário nobre da Rede Globo.





Camila Gomes





10
jan
Resenha de livro – Oceano Perdido por Johanna Basford
em: Cultura

Saudações irmãos do Mar!!!

Imagino que a maioria de vocês já conhecem os livros de colorir para adultos, obras repletas de ilustrações que prometem aliviar o stress através da arte-terapia. Centenas de livros invadiram as livrarias do Brasil em 2015 e conquistaram bastante gente com seu poder calmante através da arte, remetendo a memórias da infância quando passávamos horas de nossos dias em meio às canetinhas coloridas e lápis de cor.

Esta mania começou a ganhar força quando a ilustradora Johanna Basford lançou o seu primeiro livro, o Jardim Secreto. O exemplar fez tanto sucesso, vendendo milhares de cópias mundo afora, que novos temas foram surgindo. Até hoje Johanna lançou cinco livros de temáticas diferentes. Porém, é o terceiro lançamento da ilustradora que tem tudo a ver com nós, Sereias e Tritões. Falo do livro Oceano Perdido.

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Com desenhos detalhados, toda a inspiração vem do Universo marinho, então todas as páginas são repletas de algas, peixinhos, estrelas-do-mar, conchas, navios, baús de tesouros e, é claro, Sereias!

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Eu tenho este livro a pouco mais de um ano, e vocês acreditam que eu só tive coragem de colorir um desenho?! (Quero deixar as ilustrações do jeitinho original 😉💙) Escolhi para pintar um peixe lindo, com uma cauda repleta de detalhes. Quando fiz a pintura tive a ideia de registrar o passo a passo através de um Time Lapse (fotos tiradas em sequência, que juntas formam uma animação). O resultado deste feito está neste vídeo:

Como todos nós sabemos que o Sereismo tem uma força estrondosa por todo o mundo, este livro fez  tanto sucesso que autora também lançou uma maravilhosa caixinha de cartões postais para colorir, e também o calendário de 2017 com a temática Lost Ocean (nome original do livro). Infelizmente ainda não chegou no Brasil, mas está disponível para venda no Amazon.

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E quem ainda não tem o livro Oceano Perdido, hoje em dia ele está custando metade do valor da época de seu lançamento. Que tal fazer uma pesquisa e adquirir o seu também?! E por não ser nenhuma novidade, acredito que a maioria de vocês que acompanham o Sereismo devem ter os seus exemplares, então que tal nos marcar nas redes sociais para mostrar os seus “coloridos de Sereia”?

Até mais Sereias e Tritões!!!

Por Tati Bello

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