14
jan
Poluição no mar

Infelizmente, a poluição é uma das mais terríveis doenças do planeta. Os lixos que os humanos geram todos os dias afetam a terra e as águas. Em diversas cidades do Brasil, por exemplo, resíduos são despejados indevidamente sem tratamento nos rios. Detritos e até objetos como móveis e eletrodomésticos viajam pelos córregos e chegam no oceano. E como se não bastasse, nas praias, principalmente nesta época de férias de verão, muito lixo é deixado nas areias.

Canudo, o vilão da atualidade

Canudo, o vilão da atualidade

Latas de bebida, canudos, garrafas, tampinhas, embalagens de biscoito… Estes resíduos são os mais “esquecidos” no chão atualmente.

Por mais que exista coleta nas praias, a total responsabilidade é de quem os consome. Para quem gosta de curtir o mar durante o verão, mergulhar em águas limpas, ser surpreendido por peixinhos e tartarugas nadando e gaivotas voando, é preciso praticar o instinto de proteção ao meio ambiente e também difundir esta forma de respeito.

Sendo assim, a forma mais objetiva de respeitar a natureza é levando de volta o próprio lixo para ser descartado em lugares adequados, ou seja: na lixeira!

Tampinha com corais

Tampinha com corais

Tampinha de refrigerante com algas

Tampinha de refrigerante com algas

Aprendemos desde a infância que cada matéria tem o seu tempo de duração/decomposição. Quanto a latinha ou a tampinha, assim que é jogada no meio ambiente, ela some da nossa vista, mas não desaparece do planeta. Permanece ali por décadas ou até mesmos séculos.

Confira a tabela abaixo e veja o tempo de decomposição de cada resíduo:

  • Casca de frutas ___________ De 1 a 3 meses
  • Papel ___________ De 3 a 6 meses
  • Pano ___________ 6 meses a um ano
  • Chiclete ___________ 5 anos
  • Filtro de cigarro ___________ 5 a 10 anos
  • Tampa de garrafa ___________ 15 anos
  • Nylon ___________ Mais de 30 anos
  • Sacos plásticos ___________ 30 a 40 anos
  • Latas de conserva ___________ 100 anos
  • Latas de alumínio ___________ 200 a 500 anos
  • Plástico ___________ 450 anos
  • Fralda descartável ___________ 600 anos
  • Garrafas de vidro ___________ Tempo indeterminado
  • Pneu ___________ Tempo indeterminado
  • Garrafas de plástico (PET) ___________ Tempo indeterminado
  • Borracha ___________ Tempo indeterminado

É preciso estar atento a estes números. Imagine a bebida que foi consumida no máximo em 30 minutos e, em seguida, arremessada do barco de passeio diretamente na água? Ela continua viajando nas correntes por muitos e muitos anos…

Lata de bebida em início de decomposição, com algas fixadas no alumínio

Lata de bebida em início de decomposição, com algas fixadas no alumínio

Lacre de lata encontrado na praia. Este estilo de abridor pertenceu a uma lata de bebida dos anos 70.

Lacre de lata encontrado na praia. Este estilo de abridor pertenceu a uma lata de bebida dos anos 70.

Se pesquisarmos por animais marinhos e lixo no Google, imagens assustadoras aparecem. A maioria dos animais confundem os detritos com alimentos. Isso põe em risco a vida e o desenvolvimento dos seres, pois ao ingerir, se engasgam ou ficam doentes, uma vez que o organismo dos nossos amigos do mar não digerem os objetos.

Com objetos que não pertencem ao mar, algas que servem de alimento para muitos seres se fixam onde não deveriam, contribuindo para a extinção tanto das plantas quanto dos animais que os consomem.

Como Sereias e Tritões conscientes que somos, vamos proteger este maravilhoso reino aquático e difundir as informações para quem ainda não está atento para estes fatos tão graves e a importância de tamanho respeito. Afinal, quem ama cuida!

Nosso oceano está sufocando. Oito milhões de toneladas de plástico entram em nossos oceanos todo ano. Até 2050, haverá mais plástico do que peixes no mar. Isso é assustador, principalmente sabendo que plástico não se decompõe. Ele pode se desfazer em minúsculos pedaços, mas sempre estará lá. Milhares de animais morrem por causa do plástico. Aqui vão algumas dicas que pode fazer com que você ajude a evitar isso: 1. Reduza ou elimine seu uso do plástico. Não é necessário usar sacolas de plástico, por exemplo, já que hoje em dia existem outras opções sustentáveis. 2. Converse com os seus representantes locais, sugira que o uso do plástico seja banido. Para a mudança realmente acontecer, é preciso que haja mudanças nas leis. 3. Não use microesferas. Eles estão em algumas pastas de dente e em cosméticos para o rosto. São de plástico e não deveriam estar em sua pele ou boca. 4. Apoie organizações que combatem a poluição de plástico. Algumas delas são @surfrider @surfrideroahu @sustainablecoastlineshawaii Nesses perfis há dicas diárias da luta contra o plástico e com opções que sejam mais ecológicas. 5. Participe de mutirões de limpeza de rios e praias. 6. Reutilize e recicle tudo que seja possível. 7. Compartilhe essa ideia! Quanto mais pessoas saberem, mais conscientização teremos para pararmos de poluir nosso planeta. Texto: @latinosensation Foto: @projectmermaids

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Por Tati Bello










5
jan
Desmitificando o monofin e a cauda de sereia

Recentemente, muitos portais e até mesmo programas de TV estão publicando matérias que alertam os riscos do uso do monofin (o pé de pato unificado usado em caudas de sereia) e deixou muita gente preocupada (pra não dizer em pânico). Aqui no Sereismo nós sempre mencionamos que essa atividade deve ser supervisionada, mas é extremamente exagerado quando demonizam o uso do acessório, a ponto de quererem proibir a venda e uso. 

Minha monofin que veio junto com a minha cauda da Miami Beach Mermaids

Como as sereias povoam a mente das crianças, as reportagens focam o uso da cauda por parte do público infantil. Eles ressaltam que com os pés unidos e as pernas juntas, a criança fica impossibilitada de se movimentar e corre o risco de se afogar silenciosamente. Ainda é salientado que é necessário que um adulto esteja em um espaço de 1 braço de distância da criança no momento da atividade. O que, primeiramente, queremos levantar aqui é que a supervisão de um adulto deve ser imprescindível com ou sem o uso de monofin. A criança SEMPRE possui risco de se afogar e, mesmo que saiba nadar, ela nunca deve estar sozinha em uma piscina e, principalmente, em mar aberto, sem a supervisão de um adulto.

Foto por Seth Casteel.- Veja mais aqui

Foto por Seth Casteel.- Veja mais aqui

A segunda questão é desmitificar o uso do monofin. Falar sobre quando ele realmente deve ser usado e dar dicas de segurança é sempre bom e útil, e sim, é possível combinar segurança com diversão! monofin é um acessório que auxilia a desenvolver a ondulação do corpo, muito usado para treinar o nado borboleta e nado de costas, exercitando abdômen, glúteos e pernas. Para nós, entusiastas do Sereismo, os monofins que possuem barbatana desenhadinha são os favoritos. Para mergulhadores profissionais, o monofin reto possui uma maior superficie de contato com a água e resulta em um impulso maior.

monofin

É claro que uma criança não vai usar monofin para treinar profissionalmente, mas é importante ressaltar a funcionalidade do acessório para que não seja visto como só “mais um resultado perigoso de uma moda passageira”. O monofin existe e é vendido e usado livremente há anos! Vendo o acessório como um potencializador de performance no nado, acho que podemos retornar ao uso infantil falando da natação. A natação é um esporte que respeita nosso organismo e é indicada por todos os médicos, sem contraindicações, para todas as idades.

Foto: Divulgação (Ana Nogueira)

Foto: Divulgação (Ana Nogueira)

Muitos especialistas sugerem que a natação deva ser inserida em uma rotina infantil por proporcionar diversos benefícios. O recomendado é após os seis meses de idade, quando o ouvido do bebê já está mais desenvolvido para não entrar água. A natação melhora a respiração, pois faz com que a criança desenvolva as habilidades de respiração correta. O esporte também melhora circulação, as habilidades cognitivas e motoras, proporciona alongamento dos músculos e tonificação dos mesmos, combate o sedentarismo, proporciona autoconfiança e um sono melhor.

A natação infantil se divide em 4 fases:

  • 6 meses a 2 anos – A criança se acostuma com o meio líquido e aprende a mexer na água. Cria reflexo ao molhar o rosto.  
  • 3 a 4 anos – Fase em que a criança aprende a se deslocar de um ponto ao outro.
  • 5 a 6 anos – Estilos de nado (crawl, costas) e respiração lateral.
  • 7 a 12 anos – Aperfeiçoamento dos estilos.

O uso do monofin é permitido somente para crianças que já estão na última fase, pois além de mais velhas, elas já possuem o contato e habilidade de nadar desenvolvida. Assim como nadar no mar contém seus riscos até para os que sabem nadar – pois a criança pode ser arrastada pela correnteza ou não conseguir respirar em uma vinda contínua de ondas – utilizar o monofin requer uma prática em águas paradas, com delimitações e paciência.

Mirella Ferraz em seu workshop - Florianópolis, Dezembro 2017

Mirella Ferraz em seu workshop – Florianópolis, Dezembro 2017

O ideal é que a piscina seja rasa e dê pé para a criança levantar mesmo com o adulto supervisionando. Se possível, pode ser aquela parte da piscina em que a criança brinca sentada, pois estar com as pernas juntas não fará diferença uma vez que ela é capaz de sentar no ambiente. Assim, é possível iniciar a experiência primeiramente boiando de costas,  pois você começa a aprender a flutuar com o corpo unido. Com o domínio da flutuação, será possível aprender a bater a perna, iniciando os deslocamentos. Segurar na beira da piscina enquanto bate perna também é uma ótima dica para o início. O mergulho só deve ser praticado depois de muita prática, pois envolve, além da habilidade de nadar, a respiração embaixo d’água (leia aqui o nosso post sobre apneia).

Todas essas dicas são válidas, também, para adultos que querem se aventurar com o acessório e não sabem nadar propriamente. Respeitando os limites, estando sempre acompanhado e estar em águas paradas fica possível unir segurança à muita diversão, e quem sabe transformar o hobby em algo mais sério no futuro. Até onde sabemos, nunca houve acidente fatal envolvendo cauda de sereia e os representantes poderiam se preocupar com coisas mais prejudiciais ao invés de tornar uma simples brincadeira em algo sensacionalista.

Por Camila Piccini










11
dez
Como fazer uma guirlanda de conchas para o Natal

Dezembro é marcado pelas festas de fim de ano. Com a chegada do Natal, vem aquela vontade de decorar a casa. Assim como cada elemento de nossa morada tem um significado pessoal, que tal fazer um enfeite natalino que tem tudo a ver com nós, Sereias!?!

As guirlandas são usadas nas portas das casas a milhares de anos (muito antes do nascimento de Cristo). No hemisfério Norte, a chegada do inverno acontece em 20 ou 21 de dezembro, e a sua tradição nas antigas civilizações trazia o significado de proteção. Uma guirlanda na porta era um sinal de que os deuses pudessem entra e proteger o ambiente familiar em uma época do ano em que o frio era muito intenso, e também um período quando o plantio e a caça passava pela fase de escassez. Acreditava-que os deuses trariam serenidade, conforto, paz, tranquilidade, esperança e sabedoria para enfrentar as dificuldades. Com o passar dos anos, a guirlanda foi incorporada as tradições Natalinas pela época coincidir com o inverno e o sentido inicial continuar sendo o mesmo: receber o espírito do Natal e a bênção de Cristo.

Não se sabe quando surgiu a guirlanda de conchas, rsrsrs! Mas ano passado eu decidi fazer uma com a temática mar! Segui a seguinte teoria: moramos no Hemisfério sul e dias antes do Natal, por aqui chega o verão. Portanto, vou fazer uma guirlanda para saudar e receber os deuses do mar!!!

Pelo que eu sei da existência do Redentor, Jesus viveu perto do mar, tendo muito de seus milagres acontecido junto as águas: caminhar na superfície, ajudar na pesca, na multiplicação dos peixes, e o único “escrito” que Jesus fez foi o desenho de um peixe com traços simples na areia. Tudo está interligado! Sem contar que a maioria dos apóstolos eram pescadores. Há uma passagem bíblica muito interessante que mostra um pouco disso:

“E levantou-se grande temporal de vento , e subiam as ondas por cima do Barco , de maneira que já se enchia. E ele estava na popa, dormindo sobre uma almofada, e despertaram- no dizendo lhe: ‘Mestre, não se te dá que pereçamos?’. E, ele despertando, repreendeu o vento e disse ao mar: ‘Cala-te , aquieta-te’. E o vento se aquietou, e ouve grande bonança. E disse -lhes: ‘Por que sois tão tímidos? Ainda não tendes fé?’. E sentiram um grande temor, e diziam uns aos outros: ‘Quem é este, que até o vento e o mar lhe obedecem?’.” (Marcos 4: 37-41)

  • Isso não é uma evangelização; respeitamos todas as crenças e religiões!

A citação do versículo é apenas uma demonstração que a existência de Jesus e suas histórias coincidem com o nosso respeito e admiração pelo mar.

cristo-na-beira-mar

Voltando para a Guirlanda de conchas e o intuito deste post… Irei ensinar o passo a passo de como fazer o enfeite natalino de Sereia! Para a guirlanda de 2016 eu usei folhas artificiais, pérolas, cristais, conchinhas e peixinhos de biscuit feitos com forminhas (já falamos sobre isso nesse post aqui). Quando eu pendurei o meu enfeite na porta, mentalizei positividades. Convidei os deuses do mar para entrar em meu lar e trazer “boas ondas “, e confesso que deu super certo!

Este ano resolvi fazer uma diferente! Primeiro escolhi o que seria a minha base da guirlanda. Optei por cipós, mas vocês podem usar arame trançado em círculo ou aros de MDF.

Cipo praia sereismo diy naturaltati

Em seguida escolhi os elementos a serem usados: conchas e algas naturais.

Materias guirlanda concha diy sereismo naturaltati

Existe um receio em colher estes elementos na praia. Cada litoral tem a sua biodiversidade e rotina, todos os dias as marés sobem e descem. Com isto, conchas e algas de diversas espécies chegam na areia. Em uma observação, podemos ver que a maioria deles já chega sem vida.

Concha alga mar sereismo naturaltati

O agitar das ondas desprende as algas das rochas e também trazem conchinhas vazias do fundo do mar até a areia.

Mix de conchas sereismo naturaltati

E por falar em areia, já pararam para observar de que os seus grãos são feitos? Conchas e pedras trituradas pela força das ondas ao longo dos anos!

Bolacha do mar sereismo naturaltati

Tudo é questão de consciência. Um exemplo: jogar lixo na praia é muito mais prejudicial ao oceano do que retirar uma concha que já não serve mais como “casinha” para outros seres.

Continuando o DIY… Enrolei uma linha grossa, tipo barbante, no aro de cipó para ajudar na fixação da cola.

Cipo sereismo diy guirlanda de concha naturaltati

Usei três bastões de cola quente para colar os elementos. A função da cola quente é apenas posicionar as conchas, pois as peças são lisas e pesadas e soltam com muita facilidade. Mais adiante iremos usar outra cola de maior aderência. Esta etapa exige bastante atenção! Além de lidar com um material que fica quente, a cola seca bem rápido, por isto não consegui fotografar detalhadamente a colagem. As conchas são concavas, então somente as extremidades irão tocar no aro. Capriche na quantidade de cola para fixá-las. Depois de preencher toda a volta, a sua guirlanda estará quase pronta. Tenha cuidado para nenhuma peça cair! Depois disso usaremos uma cola mais forte.

Colainstantanea diy guirlanda sereismo naturaltati

Ela é líquida e adere muito bem, quase permanente. Eu super indico o seu uso também para a produção de coroa de conchas. Já testei diversas: cola quente, cola universal, cola de silicone e ela ganhou disparado! Um ótimo investimento! Só tome cuidado para não colar os dedos!

Vá girando a guirlanda e aplicando a cola entre as conchas e o aro, sempre por cima. Depois que terminar este processo, apoie a guirlanda “em pé” para a cola deslizar e fixar totalmente os elementos. Quase pronto!!!

Eu optei por prender algas para preencher os espaços vazios. Usei uma linha de costura para prende-las. É bem simples, basta você dar voltas com a linha na alga e no aro.

Alga gurlanda conha sereismo diy naturaltati

Lembrando que você pode usar o material que quiser, desperte a sua criatividade de Sereia! Busque o que tiver a sua disposição e crie um portal de positividade do seu jeitinho!

Guirlanda conchas sereismo naturaltati

O passo a passo será sempre o mesmo: aro, colas e elementos. A guirlanda pronta é só pendurar e deixar a positividade do mar iluminar o seu lar!

Guirlanda conchas sereismo naturaltati sea

Vejam abaixo mais inspirações que retirei do Pinterest:

guirlandasinspiracao

Boas festas!!!

Por Tati Bello

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