16
maio
Resenha – Cauda de sereia da MS-Fins
em: Compras

Ontem recebi a melhor encomenda de todas: minha tão sonhada cauda roxa! Eu já tinha duas, uma azul e outra verde, e o desejo de ter uma roxa/lilás vinha crescendo cada vez mais. Porque sereia tem dessas! rs. Para minha sorte, não precisei importar como das outras vezes. Tudo porque a nossa sereia preferida, Mirella Ferraz, reabriu a sua loja de caudas MS-Fins! *barulho de fogos*

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O site veio todo repaginado, assim como as próprias caudas  que são todas sob medida com opções para adultos e crianças. Logo quando a Mi me mostrou como seria, a ansiedade já bateu forte para adquirir uma. A estampa é maravilhosa, tem efeito 3D (em foto e vídeo fica super realista, parece escama de verdade!) e vem em cinco cores – pra ninguém botar defeito e diferenciada de todo mercado internacional! A nadadeira mesma coisa. Nunca havia visto um formato assim, me lembrou golfinhos <3

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O tecido é neoprene summer, o mesmo usado para roupas de mergulho e surf. A monofin é exclusiva e já vem acoplada, ou seja, não dá pra tirar. Para vestir a cauda é preciso baixar todo pano até os pés, encaixá-los na monofin, e só depois subir o pano novamente. Provavelmente você precisará da ajuda de alguém, mas ela se ajusta perfeitamente ao corpo. Vale a pena!

COMPARAÇÕES COM OUTRAS CAUDAS

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Minhas caudas verde e azul da Miami Beach Mermaids foram compradas em 2013 e são de lycra (ah, vale ressaltar que por serem antigas, já não estão mais no catálogo da loja). Portanto, minha única experiência são com caudas de lycra e, agora, neoprene. Comparando uma a outra, achei a da Mirella milhões de vezes mais confortável, tanto a cauda como a monofin. Sério, quando ela chegou fui correndo vestir, tirei uma foto no sofá e depois continuei ali, sentada, usando cauda, numa boa! kkkkk. Dá até pra dormir com ela! #alok

não quero mais tirar!!! 😩💜🌨🐚 #msfins

Uma foto publicada por Camila Gomes (@gs.camila) em

Detalhe: a entrega foi super rápida! Quando eu menos esperava, a Mi me mandou o código de rastreio. Ainda não tive a oportunidade de nadar com a cauda nova, mas como não sou sereia profissional, tampouco mergulhadora, acho que nessa questão minha opinião não contaria muito, kkkkkk.

Visualmente, achei também as caudas da Mirella mais bonitas, por exemplo, do que as das lojas gringas mais baratinhas e até mesmo do que as de tecido do Eric Ducharme (Mertailor), que é o tailmaker mais famoso do mercado. Outra vantagem é que por ser um produto 100% nacional, o custo benefício é excelente. Para quem chegou agora, pode até achar R$400 um preço alto, mas esse é mesmo o valor de uma boa cauda, com material de qualidade e duradoura. Com o dólar estando nas alturas e as milhares de taxas, optar por uma cauda nacional é a saída mais econômica. Para vocês terem noção, uma cauda de silicone pode chegar a mais de dois mil dólares!

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E falando nas de silicone… Essas são desejo de consumo de muita sereia e tritão, e você pode até se esforçar economizando e fazendo vaquinha para comprar uma, mas tenha em mente que são caudas extremamente pesadas e com o tempo podem esticar e não ficar mais tão justinhas. São mais indicadas para quem pretende seguir profissão ou para quem é muito rico. Conclusão: mais um ponto para as caudas da Mirella!

ONDE COMPRAR?

Acesse www.mirellaferraz.com. No site tem toda informação necessária para os cuidados com a cauda. Ao comprar, envie suas medidas para o e-mail lá indicado. A tabela de medidas é facilmente encontrada na barra de menu superior. E não deixem de tirar fotos usando a MS-Fins marcando na hashtag #msfins pra gente poder ver 😀

Eu sei que atualmente, com a moda das sereias bombando, surgiram muitas lojas brasileiras de caudas, mas eu sempre faço questão de destacar o trabalho da Mirella simplesmente porque ela foi pioneira nesse mercado. A MS-Fins existe desde 2012 e estava desativada desde 2014, mas agora voltou com tudo e vocês podem confiar, afinal é um trabalho feito com amor por quem sabe o que faz. Podem ter certeza também que esse post não é publicidade e nem papo de amiga, o que fazemos por ela é por amor e afinidade, sem esperar nada em troca, e ficamos felizes de verdade em ajuda-la e acompanha-la em mais essa conquista <3

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* Obrigada Bruna Tavares pela coroa Gofferco deusa!!! <3 Agradecimentos também ao Yuri Antunes pelas fotos da minha nova cauda!





Camila Gomes





13
abr
Resenha de livro – Surfistas, Beijos e um Pé de Pato por Carolina Cequini
em: Cultura

“Beijos, Surfistas e um Pé de Pato” é o primeiro livro da jovem brasileira Carolina Cequini. Apesar de ser considerada estreante, ela já tinha experiência em escrever fanfics na internet, como afirma o prefácio de sua obra.

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A trama conta a história de Celine, uma carioca de 15 anos que vive dramas típicos de adolescentes, ao mesmo tempo em que descobre ser de uma família real de sereias.

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Essa deve ser a resenha mais difícil que já escrevi. Simplesmente porque seria injusto eu dar minha opinião por não fazer parte do público alvo, que são exclusivamente garotas que estão entrando na adolescência. Além da protagonista ser uma adolescente mimada do bem – que tem como preocupações somente os estudos, fugir da patricinha do mal e chamar a atenção do menino popular da escola – a linguagem usada também é totalmente voltada para os jovens dessa idade, que podem facilmente se identificar com Celine e suas amigas.

Obviamente, a única parte que me chamou atenção foi o fato de ter sereias no meio, mas infelizmente o assunto não é abordado da maneira como eu acho que deveria. Acontece que Celine descobre ser de uma família real de sereias, graças a um pé de pato mágico que encontra nas coisas de sua avó e tem o poder de a transformar em uma sereia. Mas mesmo assim, ela continua colocando em primeiro plano a sua vontade de dar o primeiro beijo ideal no garoto dos seus sonhos. A história é rasa e o final é previsível, porém a leitura não é cansativa. 

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O livro é escrito em primeira pessoa e algumas páginas contam com ilustrações fofinhas dos personagens, assim como mostra na capa. Algumas informações que constam na narrativa são um tanto equivocadas, como por exemplo a parte em que Celine diz ter medo de orcas por serem assassinas (quem assistiu o documentário Blackfish sabe que não é bem assim!), mas por ser uma obra nacional, recomendo para quem pretende presentear alguma debutante que curte ler! Afinal, sou a favor de influenciar a leitura e, principalmente, valorizar nossos autores. Sabemos o quanto é difícil a carreira de escritor, então desejamos que a Carolina Cequini continue seguindo seus sonhos e melhore cada vez mais! <3

Onde comprar?

Uma última observação: totalmente coincidência eu publicar a resenha de um livro que fala sobre primeiro beijo logo no Dia do Beijo! 😛





Camila Gomes





17
fev
Resenha de livro – A Sereia por Kiera Cass
em: Cultura

“A Sereia” é um livro da escritora Kiera Cass, famosa pela sua série “A Seleção”, publicado esse ano no Brasil. Apesar de ser atual, a autora confessa que a obra, na verdade, foi a primeira de sua carreira. Na época, ele foi publicado independentemente, sendo, agora, relançado e reescrito com sua nova editora.

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A história gira em torno de Kahlen (pausa dramática: o nome se lê ‘Kellen’ e a única coisa que lembrei durante toda leitura foi do vídeo do Porta dos Fundos! kkkk), uma garota de 19 anos que vivia na década de 30 e se envolve em um naufrágio com sua família. Por causa de sua vontade de viver, a Água resolve poupá-la, e a transforma em uma de suas sereias. As garotas que trabalham para a Água são sempre escolhidas em um momento de vida ou morte, e como forma de pagamento, elas devem viver como suas servas por 100 anos. Sua única função é alimentar a Água atraindo pessoas para a morte através de suas vozes. Depois do período de um século, elas podem ter a sua vida de volta. Kahlen foi a sereia mais obediente que já existiu, e faltando apenas 20 anos de sua pena, ela conhece um rapaz chamado Akinli, por quem se apaixona perdidamente. Sua voz mortal a impede de manter diálogos com o seu amado e sereias são proibidas de se apaixonarem. A trama se desenvolve a partir desse impasse, entre Kahlen manter sua obediência ou seguir o seu coração, arriscando até mesmo a própria vida.

A tal Água – sim, em letra maiúscula mesmo – não se limita a apenas um elemento. Ela é uma personagem que pensa, algo como um espírito ou deusa. As sereias a veem como uma espécie de mãe, mas sua personalidade autoritária e possessiva a afasta de suas escolhidas. Ela também sofre com as mortes que tem que causar, mas é a única maneira para manter-se existente no mundo.

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Vendo esse resumo, a gente pode até esperar um romance previsível e água com açúcar. Para muitos, ele até pode ser isso mesmo, mas Kiera faz jus ao seu sucesso. Sua escrita prende o leitor, é um livro muito gostoso de ler e ela dá destaque a todos os personagens, então não fica uma história totalmente centrada em apenas um casal. Minha única ressalva é na falta de detalhes, mas nada que tire o prazer da leitura.

Apesar do título nacional ser “A Sereia”, no original, na verdade, ele se chama “The Siren”, que traduzindo corretamente fica “A Sirena”. Pode parecer uma mudança boba, mas faz a diferença, afinal sirenas e sereias são seres míticos diferentes. Ambas são conhecidas por sua beleza e canto, mas enquanto a sereia é metade humana e metade peixe, as sirenas são metade humana e metade pássaro. No livro de Kiera, as sirenas/sereias são chamadas assim, mas são inteiramente humanas e vivem normalmente na civilização. O que as difere das pessoas normais é que elas passam 100 anos sem envelhecer, suas vozes são venenosas e conseguem respirar embaixo d’água. Aliás, ao entrarem na água, a única mudança que ocorre em seus corpos é um vestido de areia que surge e as envolve. Ou seja, a capa do livro faz bastante sentido!

Essa falta de cauda pode afastar os fãs mais radicais de sereias. Isso aconteceu comigo na série “Sereia”, de Tricia Rayburn (resenha aqui!). A propósito, no início foi impossível não remeter uma história a outra, pois nas duas as protagonistas são humanas que respiram embaixo d’água, chamadas, originalmente em inglês, de sirenas (apesar de no Brasil ser traduzido também para sereias). Outra semelhança é que elas são seres mortais, mas enquanto no romance de Kiera a morte serve para sustentar a Água, no de Tricia é para manter a saúde e beleza das próprias sirenas/sereias. E isso nos leva a outra série, “Watersong”, de Amanda Hocking (resenha aqui!). Uma das minhas preferidas! Nela, as personagens são conhecidas como sereias, mas se autointitulam sirenas e podem ter tanto cauda como asa de pássaro! Minha conclusão nessa confusão toda é que norte-americanos veem sirenas como humanas belas e mortais e editoras brasileiras não sabem distinguir “siren” de “mermaids”! hauhuahua

Para finalizar, é um livro que recomendo para qualquer público! Jovens, adultos, amantes de sereias e mitologia ou não. Mesmo porque dá para aprender algumas coisas com ele. Em certo momento, é citado um famoso conto de Franz Kafka, que diz:

“As sereias entretanto têm uma arma ainda mais terrível que o canto: o seu silêncio.”

E é a partir dessa frase que Kahlen e suas irmãs de alma conseguem desvendar muitos mistérios 😉





Camila Gomes