10
abr
Resenha – O seriado Siren

O último dia 29 foi marcado pela estreia do seriado Siren, do canal norte-americano Freeform. Como já havíamos adiantado em outros posts sobre a produção, o lançamento veio com uma pesada divulgação, envolvendo até mesmo um museu de sereia montado especialmente pra isso. O museu contava com alguns painéis informativos e locais para tirar fotos, além de um tanque com uma sereia se apresentando. Ele foi feito em parceria com o portal Pop Sugar e ficou aberto apenas durante um fim de semana, em Los Angeles.

Eline Powell (Ryn) no Museu da Sereia

Eline Powell (Ryn) no Museu da Sereia

Outra “homenagem” foi que nomearam a data como o Dia Internacional da Sereia, no qual até a Disney celebrou em suas redes sociais, já que o canal Freeform faz parte do grupo televisivo da empresa do Mickey. Além disso, também lançaram uma edição limitada de um “suco de sereia” em parceria com a marca norte-americana Pressed Juicery.

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Com tanta propaganda assim, obviamente estávamos esperando algo realmente grandioso e, pelo que pudemos assistir do especial de lançamento de duas horas (o episódio 1 e 2 foi ao ar no dia 29), eles conseguiram atingir o objetivo. Segundo as estatísticas, a estreia já chegou batendo recorde na emissora, que não via um sucesso tão estrondoso desde 2016. Foram mais de 1,5 milhões de telespectadores curiosos para conhecer a sereia assassina Ryn, vivida por Eline Powell, o que resultou no título de programa de maior audiência da TV paga dos Estados Unidos no horário em que foi transmitido.

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[ALERTA SPOILER]

A história se passa na cidade litorânea de Bristol Cove, onde a economia gira em torno principalmente da pesca. O dono da maior empresa de pesca local é pai do biólogo marinho Ben e descendente de Charles Pownall, o fundador da cidade. O local também atrai turistas por sua cultura e lendas envolvendo sereias, já que Charles teria parado ali por ter se apaixonado por uma dessas criaturas que vivia na região. No primeiro episódio, inclusive, acontece um grande evento para inaugurar a nova estátua de sereia, com muitas pessoas indo as ruas fantasiadas – o que lembrou bastante a Mermaid Parade que realmente acontece anualmente em Coney Island (saiba mais lendo esse post aqui!).

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Tudo começa quando a tripulação do barco pesqueiro de Xander, amigo de Ben, consegue capturar um ser marinho misterioso e violento, que ataca um deles, Chris. Mas antes que qualquer outro se aproxime, um helicóptero militar aparece de repente e leva dali a criatura e a vítima. Depois do ocorrido, ninguém mais consegue ter notícias de Chris ou do suposto animal. Isso atiça a curiosidade de Xander, que preocupado com o amigo resolve fazer de tudo para saber o que aconteceu com ele e pede ajuda a Ben. Ambos descobrem, mais tarde, que o barco estava sendo monitorado por um aparelho desconhecido.

Enquanto Xander está em sua busca por Chris, Ben acaba se deparando com uma estranha garota recém-chegada na cidade, que se apresenta como Ryn. Não demora para ele se dar conta de que se trata de uma sereia. Juntando as peças, ele conclui que a sereia veio procurar a outra de sua espécie que foi raptada, e constata que há muito mais sereias vivendo no oceano do que os humanos podem imaginar. Ele, então, divide o segredo apenas com Maddie, sua namorada, colega de profissão e filha do xerife de Bristol Cove. O casal também conta com a ajuda de Helen Hawkins, uma senhora conhecida na cidade por alimentar muitos dos mitos que rondam o local. Assim que ela bate o olho em Ryn, já a identifica como uma sereia. A mulher também suspeita e teme o real motivo pelo qual Ryn está ali, uma vez que tem consciência que, no passado, houve um grande genocídio dessas criaturas.

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Num primeiro momento, Ryn parece inofensiva em sua forma humana, com baixa estatura e rosto angelical. Ela chega a sofrer uma tentativa de estupro, mas ao se ver em perigo, mata brutalmente o criminoso com apenas um golpe. Todos que a conhecem se encantam e se sentem atraídos por ela, inclusive Maddie, porém Ryn pode ser uma grande ameaça se confrontada, pois possui uma força física descomunal e, dentro da água, se torna uma predadora mortífera.

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A sereia capturada no início do primeiro episódio é irmã de Ryn e sofre inúmeros testes e maus-tratos pelos militares e cientistas em uma base secreta, onde também escondem Chris, mantido desacordado. A ganância dos envolvidos fica maior quando atestam que o DNA da sereia tem o poder da cura, mas um deles já está enfeitiçado pela criatura e tenta protege-la.

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Por enquanto, é o que sabemos de Siren que já vai para o seu quarto episódio. A primeira temporada já teve seus 10 episódios gravados e ainda não há notícias sobre uma segunda temporada, mas podemos esperar mais sereias e até tritões! É uma série de suspense bem cativante, você fica hipnotizado assistindo e até agoniado em algumas cenas. Ryn não magnetiza apenas os personagens, mas também os telespectadores. Eu estou amando o trabalho da atriz, adoro as cenas em que ela tenta falar em inglês e ela realmente se parece com um ser místico! Ah, e vale deixar bem claro que não é indicado para crianças, uma vez que há cenas de sexo e outras violentas com muito sangue, indicando até mesmo estupro e pedofilia.

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Siren vai ao ar toda quinta-feira a noite no canal norte-americano Freeform. Não há previsão de estreia em nenhum canal do Brasil ou serviço de streaming, como a Netflix. Entretanto, você pode acompanhar online pela página Siren Brasil, que publica os episódios toda sexta-feira a noite com legenda em português.

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Camila Gomes





2
abr
Resenha – adaptação nacional de A Pequena Sereia, o musical da Broadway
em: Cultura

Semana passada foi a grande estreia de A Pequena Sereia, o musical da Broadway em sua versão brasileira (ou seja, o oficial da Disney). Eu e a Bru estávamos lá na primeira fila e agora vamos contar tudo que achamos do espetáculo! [alerta de spoiler]

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A palavra é essa mesmo: espetáculo. Apesar de, anteriormente, ter assistido aos vídeos que já tinham pela internet (sou curiosa e ansiosa, então amo um spoiler), eu fiquei muito impressionada positivamente em todos os sentidos. Concluí que nenhuma foto ou filmagem fazem jus ao que é presenciado ao vivo. Entramos e já damos de cara com o palco de bordas douradas com conchas nos cantos e no centro. Todos os assentos possuem o nome da peça escrito atrás. Uma experiência única!

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A peça começa no fundo mar, uma apresentação ao público do reino de Tritão (Conrado Helt). O rei dos mares está em cima de uma concha gigante inclinada e há muita cor ao seu redor, figurantes encenando a água e outros seres marinhos. A iluminação azul dá o toque final. Logo aparece no centro a nossa amada Ariel (Fabi Bang) abrindo o musical com “Céu Azul”. Os personagens marítimos ondulam o corpo o tempo todo, o que dá a impressão de que realmente estão embaixo d’água. A atriz Fabi Bang faz isso com maestria, seus movimentos são extremamente delicados.

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Em seguida, nos é apresentado o Príncipe Eric (Rodrigo Negrini) e seus marinheiros no navio. Ali conhecemos a personalidade do príncipe, que não quer reinar e prefere ser apenas um marujo, para desgosto de seu tutor Grimsby (Fabio Yoshihara). Ele menciona, também, que se for pra casar, prefere que seja com uma mulher que ame tanto o mar quanto ele. Enquanto isso, Ariel está em uma pedra observando o navio de longe e começa a cantar para brincar com os homens. Eric fica encantado com a voz, mas a tripulação se assusta. Ela está com o seu amigo Linguado (Lucas Cândido) que, na história, é adolescente e tem uma quedinha pela sereia. Juntos, eles conseguem pegar um garfo que caiu do navio e vão até Sabidão (Elton Towersey) para saber o que é aquele objeto. O pássaro fala um português errado e inventa palavras.

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Voltando ao fundo do mar, temos a música “Princesas dos Mares” com as irmãs de Ariel que, no musical, tem bem mais participação do que no filme. Eu amei a relação entre elas, porque quem tem irmã se identifica com as briguinhas e intrigas, e dá boas risadas. Elas são muito engraçadas e se você, assim como eu, já gostava delas, com certeza vai amar ainda mais. Todas tem cabelos coloridos e são lindíssimas. Aquatta (Nay Fernandes) é a líder. Também somos apresentados ao Sebastião de Tiago Abravanel, que tem sotaque nordestino (no filme original, o personagem tem sotaque jamaicano). Depois que Ariel leva a bronca por não ter comparecido ao coral, Tritão lamenta a morte da esposa cantando “Quem Dera”. A melodia da música acompanha vários outros números , é como se fosse o tema da produção. O rei acredita que a rainha tenha morrido pelas mãos de humanos, por isso não confia neles.

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A narrativa segue como no filme, e Ariel aparece em sua gruta cantando “Meu Lugar” (a adaptação da peça para “Parte do Seu Mundo”). Em seguida, somos surpreendidos pela melhor cena do musical. A tempestade se abate sobre o navio de Eric e ele é lançado ao mar – é quando fazem uso, pela primeira vez, dos cabos de suspensão. O palco é invadido por uma luz azul enquanto Eric está no centro se debatendo, tentando voltar a superfície. Nisso, Ariel surge também suspensa, nadando a seu encontro para salva-lo e os dois sobem juntos. O público inteiro faz “Uau”!

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Depois que Eric é resgatado por Grimsby na praia, delirando pela voz que acabou de ouvir cantar e que o salvou, voltamos ao fundo do mar com as filhas de Tritão e Linguado conjecturando sobre a nova paixão de Ariel, cantando em grupo a música “É Amor”. Depois, é a vez de Sebastião especular o romance e tentar por as ideias de Ariel no lugar, com a canção “No Nosso Mar” (a adaptação da peça para “Aqui No Mar”). Como já sabemos, ele não convence a sereia, ainda mais depois de Tritão descobrir tudo e destruir toda a coleção de cacarecos humanos de sua caçula. Ariel canta a sua versão de “Quem Dera”, lamentando por seu pai não a compreender, e é flagrada por Limo (Lucas de Souza) e Lodo (Marcelo Vasquez), as enguias de Úrsula (Andrezza Massei).

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Eles levam Ariel ao esconderijo de sua tia – a essa altura do musical, já sabemos que Úrsula é irmã de Tritão e foi banida por ter cometido crimes para se manter no poder. A bruxa tem o figurino mais bem elaborado de todos e a performance de Andrezza no papel é incrível, nível Broadway gringa mesmo. A composição do cenário com os figurantes deixa tudo realmente bem sombrio. A vilã canta “Escravos da Dor” (a adaptação da peça para “Corações Infelizes”) e consegue persuadir Ariel a aceitar sua proposta em transforma-la em humana em troca de sua voz. Neste momento também descobrimos que Úrsula possui uma concha mágica que retém todo o seu poder e que, uma vez destruída, a bruxa também tem seu fim.

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Mais uma vez é usado o cabo de suspensão que mantem Ariel pendurada no centro do palco, e ali também percebemos o porque do figurinos de sua cauda é feito com várias faixas verdes. Enquanto ela está suspensa, essas faixas se desprendem e a envolvem como se fossem algas, e assim acontece a sua transformação de sereia para humana. É uma cena bem dramática e que encerra o primeiro ato.

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O segundo ato tem início com o solo de Sabidão, “Positívico”, e o público fica ainda mais entusiasmado com todo o seu carisma e humor. Ariel está vestida apenas com algas e, sendo ruiva, me lembrou muito a Poison Ivy e tenta aprender a usar suas pernas propriamente quando Eric a encontra e a leva para o castelo. Os cenários da morada de Eric ficam alternando entre os cômodos a cada cena. Quando eu achava que não tinha como me encantar ainda mais, eles vão lá e provam o contrário. A cada aposento mostrado eu ficava boquiaberta com os caprichos dos detalhes, dá vontade de morar ali!

Apesar de Ariel estar sem sua voz, há várias performances suas que contam o que passa em seus pensamentos, como é o caso de “Além Do Que Eu Sonhei” que ela canta enquanto toma banho de banheira. Depois, somos transportados para a cozinha e apresentados para o Chef Louis (Arízio Magalhães). Ele é o centro de uma das cenas mais fantásticas, cheia de movimento, cor e ação, com a música “Les Poissons” – que faz até referência a “Be Our Guest” de A Bela e a Fera. Como estávamos na primeira fila, perdemos alguns detalhes da apresentação, que envolve a perseguição do Chef Louis a Sebastião. O caranguejo se esconde embaixo da mesa e faz uma grande confusão na sala de jantar com os criados. Essa foi a única parte que foi prejudicada pela proximidade do nosso assento ao palco, de resto foi tudo perfeito!

Outro ponto que me chamou atenção foi a confirmação do quanto Eric é apaixonado pela Ariel, mesmo ela não tendo a voz que ele procura. Quando a sereia pega o garfo de cima da mesa para pentear os cabelos, como Sabidão anteriormente lhe ensinou, Eric acha graça e, para não deixa-la sem graça, também começa a pentear os cabelos com o seu garfo. Detalhes fofos que fazem a diferença! Em seguida, ele a ensina a dançar, explicando que é possível se comunicar apenas com a dança. Ao mesmo tempo, ela tenta conversar com ele através de LIBRAS (Linguagem dos Sinais) e eu achei isso genial.

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Na segunda noite de Ariel como humana, ela é levada a um passeio de barco com Eric. Sebastião, Linguado, Sabidão e outros bichos tentam criar um clima romântico com “Um Beijo Seu” (a adaptação da peça para “Beije a Moça”) e é, sem dúvidas, a melhor performance de Tiago Abravanel! A este ponto, nós já estamos completamente maravilhadas com a simpatia do ator. Infelizmente, o tão estimado beijo não acontece por causa de Limo e Lodo que viram o barco. De volta ao castelo, temos novamente a canção “Quem Dera”, dessa vez interpretada por Ariel, Sebastião, Tritão e Eric, todos juntos no palco, cada um em seu cantinho divagando sobre seus anseios.

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O terceiro dia de Ariel com pernas é marcado por uma espécie de audição inventada por Grimsby. O tutor de Eric dá a ideia de fazer um concurso de música com todas as donzelas do reino, a fim de encontrar a voz misteriosa pela qual Eric se encantou. É quando a ruiva aparece com o seu lindo vestido verde (aliás, todos os vestidos que ela usa – o verde, o rosa e o azul – são muito bonitos!) e faz o príncipe deixar pra lá a tal voz e se entregar ao amor da pequena sereia. Porém, no momento do beijo, Úrsula surge e leva Ariel de volta ao mar. Ao chegar lá, Tritão já a espera e aceita trocar de lugar com a filha que estava prestes a se tornar escrava da bruxa.

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Enquanto a vilã está distraída com a sua nova conquista, a sua concha mágica é levada pelas águas até Ariel. Então, Úrsula deixa escapar que é a verdadeira culpada pelo sumiço da rainha. Isso desperta a raiva na princesa, que mais uma vez é suspensa no centro do palco e destrói a concha, matando Úrsula. Confesso que senti que faltou um pouco mais de emoção exclusivamente nessa cena, que é sucedida por outra um tanto confusa, onde elementos e personagens do mar e terra se encontram. Vale ressaltar que isso não é culpa da montagem brasileira, já que é extremamente fiel a da Broadway dos Estados Unidos e a mesma enfrentou críticas pelo roteiro na época em que esteve em cartaz. Mas não é nada que atrapalhe o nosso sentimento pela peça, pois em seguida acontece o grand finale, quando Tritão aceita conceder pernas a sua filha para deixa-la viver como bem entende, e então ela se casa com o seu amado numa cerimônia reunindo todo elenco. No filme, pai e filha se declaram um para o outro, e no musical isso acontece com os dois cantando, tornando tudo ainda mais comovente.

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E assim se encerra o espetáculo, com um público com lágrimas nos olhos e um elenco que esbanja carisma do início ao fim. Uma dica que tenho para dar é que, indo na última seção do dia, é possível conhecer e tirar fotos com alguns, ou quem sabe, todos os atores no final da peça. Basta aguarda-los na porta do local! Se eu já estava encantada por eles vendo no palco, depois de conhece-los fiquei ainda mais! Passa pro lado pra ver minhas fotos com eles <3

Falando em fotos, o teatro tem um monte de espaços legais pra isso. Além de dois pôsteres na entrada, também tem um aquariozinho que basicamente pede um boomerang, huahua (vide acima). Eu espero voltar em breve por inúmeros motivos. Um deles é que eu quero muito assistir as performances dos covers, especialmente da Ariel (Marisol Marcondes) e do Sebastião (Willian Sancar). Em musicais, cover é o nome que se dá aos “substitutos” quando o elenco original não pode se apresentar. No caso de Sebastião, o ator Willian não chega a ser cover, e sim alternante de Tiago Abravanel. Já Marisol, além de cover da Ariel, é a Adella no elenco original.

Nosso #ArielSquad

Nosso #ArielSquad

Outro motivo para querer retornar é que, em breve, disponibilizarão a venda o programa da peça, que nada mais é que um livro contendo fotos e informações do show e dos bastidores. Uma lembrança que vale muito a pena adquirir! E por último, mas não menos importante, é que a gente sai do local querendo voltar e assistir tudo de novo e de novo! *-*

Sobre a mudança das letras, nós já explicamos nesse post aqui. Acessem e vejam também as mesmas na íntegra e vídeos dos principais números. Confesso que estava preocupada em não aceitar muito bem essas novas versões, mas o conjunto da obra é tão impecável que a gente até esquece das nossas nostalgias. Os figurantes interpretando a água também eram preocupações que logo a gente nota serem bobas, pois na verdade eles trazem um conceito diferente e combinam com todo o espetáculo. O uso dos cabos de suspensão, tão desejados pelos fãs mais exigentes, são usados nos momentos certos, tornando esses momentos ainda mais valiosos e excepcionais.

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MAIS INFORMAÇÕES:

A Pequena Sereia fica em cartaz até o dia 29 de julho. As seções acontecem de quinta e sexta-feira às 21h, sábados às 16h e às 20h e aos domingos às 15h e às 19h.

Duração: 2h30 minutos (com intervalo de 15 minutos)

Vendas:

Como chegar:

O Teatro Santander fica localizado no Shopping JK Iguatemi, na Av. Juscelino Kubitschek, 2041 – Itaim Bibi/SP.





Camila Gomes





26
fev
Resenha de livro – Antologia Por Baixo D’Água
em: Cultura

Semana passada foi o lançamento oficial da antologia Por Baixo D’Água da Editora Rouxinol. Esperei ansiosa por essa obra, afinal acompanhei de perto todo o processo, uma vez que duas grandes amigas fazem parte da lista de autores: a sereia profissional Mirella Ferraz e a nossa colaboradora do blog, Camila Piccini. Contamos nesse post aqui um pouco sobre a tarde de autógrafos e agora trago a resenha do mesmo :)

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Por Baixo D’Água é um projeto criado por Daniela Garcia Bezerra, que teve a ideia de publicar uma antologia de contos sobre seres mitológicos aquáticos depois de avistar estátuas de Netuno e Iemanjá numa praia e sentir uma forte conexão com a água. Juntamente com Gustavo Rosseb, autor da trilogia As Aventuras de Tibor Lobato, eles convidaram Mirella Ferraz, autora de O Segredo das Águas e Quando as Sereias Choram, para fazer parte do time e organizaram a obra selecionando os autores que enviavam seus contos pela internet.

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Eu gostei muito dessa iniciativa da Editora Rouxinol de publicar antologias, pois é uma grande oportunidade para pessoas que sonham em ser escritores. Sempre que uma é lançada, eles promovem uma tarde de autógrafos em alguma livraria, e isso se torna um enorme incentivo. Para vocês terem ideia, Por Baixo D’Água esgotou no mesmo dia do lançamento e eu, por sorte, consegui o último exemplar. A diagramação também é muito bem elaborada – as páginas com os títulos dos contos vêm com um efeito “turvo”, como se você tivesse lendo algo submerso mesmo. Muito legal e criativo!

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Ao todo são 29 contos que, em sua maioria, narram histórias com sereias, krakens, protagonistas apaixonados pela água ou divindades já conhecidas, como Yemanjá, Iara e o boto. Alguns também trazem mensagens de cunho ambiental, como por exemplo o Povos de Terra e Mar (Daniela Garbez). Por serem curtinhos, muitos deixam mistérios no ar e a conclusão fica a critério da interpretação do leitor. Entre os meus preferidos estão Os Tesouros Vêm do Mar (Mirella Ferraz), Minha História (Camila Piccini), De Volta ao Lar (Melissa Borges), Minha Pele (Meg Mendes), A Vila dos Botos (Rodrigo Ortiz Vinholo), Consciência Aquática (Diogo Toledo), A Dança das Águas (Marina Miranda), Sereias e Sirenas (Fernanda Filgueiras) e Pedro e o Mar (Marcílio Albuquerque).

Onde comprar?

No site da Editora Rouxinol ou no site da Livraria Martins Fontes.





Camila Gomes