19
jan
As sereias do mundo de Harry Potter

J.K. Rowling criou um universo mágico inteiro, cheio de criaturas fascinantes, mitológicas, lendárias, e as sereias não poderiam ficar fora. Recentemente, para alegria de todos os Potterheads (incluindo eu mesma), foi lançado nos cinemas a narrativa de Newt Scamander.

newtscamander

Newt Scamander é o autor de “Animais Fantásticos e Onde Habitam” na saga principal. Ou seja, o personagem é o responsável por algumas informações dos sereianos pertencentes ao mundo mágico mais famoso da Terra. Vamos conhecer? Coloca a sua capa, pega a sua varinha e vem comigo!

ANIMAIS FANTÁSTICOS

Em seu livro, Newt dividiu os sereianos em três subespécies:

  • Sirens – As nossas belas sereias famosas em nossa literatura, originadas na Grécia.
  • Selkies – São os sereianos da Escócia e também a espécie que habita o Lago Negro de Hogwarts.
  • Merrows – São considerados os menos belos com uma aparência mais próxima dos peixes. Eles são comuns na Irlanda.
Merrows no mundo de Harry Potter

Merrows no mundo de Harry Potter

O primeiro grande dilema do mundo bruxo em relação aos animais era dividir o que era “ser” e o que era, de fato, um animal. A primeira tentativa foi no século XIV, quando o Conselho Bruxo definiu como “ser” todo membro da comunidade mágica que caminhasse em duas pernas. Isso deu uma tremenda confusão, pois o salão de encontro lotou de criaturas bípedes que não estavam tão interessadas nas regras do governo bruxo.

A segunda tentativa foi a declaração de Madame Elfrida, que definiu como ser todo membro capaz de falar a língua humana. Os centauros, que outrora foram considerados animais, agora eram seres, mas se recusaram a comparecer ao conselho como protesto, pois como os sereianos tinham uma linguagem própria, o serêiaco, ainda se encontravam na categoria de animais.

Somente em 1811 que o Ministro da Magia definiu como ser toda criatura dotada de inteligência. Contudo, os sereianos rejeitaram essa condição e decidiram que administrariam seus negócios independentemente dos bruxos.  Por esse motivo, seus hábitos e costumes são um mistério, embora eles saibam que existam comunidades organizadas.

ONDE HABITAM?

Com a caça às bruxas que se deu na Idade Média, os bruxos decidiram se reunir para decidir quais criaturas mágicas deveriam ser escondidas dos trouxas (os humanos comuns). Os sereianos foram persuadidos a participar e fazem parte das 27 espécies que foram ocultadas (isso explica muita coisa). Há milhares de lagos com sereianos lotados com feitiços anti-trouxas, além das áreas impermeáveis que não podem ser traçadas em mapas.

“Onde ouvir da nossa voz o tom

Na superfície não há som.

Durante uma hora deve buscar,

E o que quer vai encontrar”

Canção serêiaca – Filme Cálice de Fogo – 2005

Na saga principal, onde Harry Potter é o protagonista, os sereianos aparecem no livro Cálice de Fogo, na segunda tarefa do torneio tribruxo. Após abrir o ovo conquistado na primeira tarefa embaixo d’água, Harry Potter conseguiu desvendar a pista ao olhar para a sereia no vitral do banheiro dos monitores.

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Preocupado em respirar embaixo d’água, Harry encontrou sereias (Selkies), muito diferente das que estava habituado a encontrar.

“Os sereianos tinham peles cinzentas e longos cabelos desgrenhados e verdes. Seus olhos eram amarelos, como seus dentes quebrados, e eles usavam grossas cordas de seixos no pescoço. Lançaram olhares desconfiados quando Harry passou. Um ou dois saíram das tocas para examiná-lo melhor, seus fortes rabos de peixe prateados golpeando a água, as lanças nas mãos.”

Na versão cinematográfica, os produtores do filme usaram aspecto de peixe por todo o corpo dos sereianos. A expetativa era criar uma criatura ameaçadora, então houve a mescla da figura humana com esturjão, priorizando os olhos esbugalhados e a boca protuberante. O rabo dos sereianos apresentam uma nadadeira dorsal e outra pélvica. A movimentação, ao contrário de sereias convencionais, não é de cima para baixo e sim de um lado para o outro, fazendo que com os sereianos permaneçam em uma posição vertical. O resultado é assim:

sereianos01

A flutuação dos cabelos foi pensada usando o comportamento de anêmonas-do-mar transparentes.

sereianos02

Harry descreveu a líder dos sereianos como uma fêmea de aspecto feroz e selvagem, quando ele a observou conversando com Dumbledore a beira do lago. Dumbledore era um dos bruxos que sabia falar serêiaco e aparentemente era muito respeitado pela comunidade dos sereianos.

Dentre as adptações para os filmes, o corte de cena que mais gerou protesto foi quando os fãs souberam da ausência do velório do diretor de Hogwarts no sexto filme da saga. Era um dos momentos que mostrava o luto do mundo bruxo e esse luto também se estendeu para os habitantes do lago do castelo.

“Então ele os viu nas águas verdes banhadas de sol, a centímetros da superfície, lembrando-o aflitivamente dos Inferi; um coro de sereianos cantava em uma língua que ele não entendia, seus rostos pálidos ondeando, seus cabelos arroxeados boiando à volta. A música deixou arrepiados os cabelos na nuca de Harry, embora não fosse desagradável. Falava muito claramente de perda e desespero. Ao olhar os rostos ferozes dos cantores, o garoto teve a sensação de que os sereianos, pelo menos, lamentavam a morte de Dumbledore.”

Sabemos que a saga de Harry Potter já teve seu fim, mas sabemos também que há muito no mundo bruxo ainda a ser explorado por J.K. Rowling. Será que em sagas futuras saberemos mais sobre as sereias do universo Harry Potter?

Observações: Em lendas do nosso mundo real, os termos Selkies, Merrows e Sirens também são conhecidos, denominados para espécies semelhantes a sereias. Saiba mais clicando aqui e aqui.

Por Camila Piccini










10
jan
Resenha de livro – Oceano Perdido por Johanna Basford
em: Cultura

Saudações irmãos do Mar!!!

Imagino que a maioria de vocês já conhecem os livros de colorir para adultos, obras repletas de ilustrações que prometem aliviar o stress através da arte-terapia. Centenas de livros invadiram as livrarias do Brasil em 2015 e conquistaram bastante gente com seu poder calmante através da arte, remetendo a memórias da infância quando passávamos horas de nossos dias em meio às canetinhas coloridas e lápis de cor.

Esta mania começou a ganhar força quando a ilustradora Johanna Basford lançou o seu primeiro livro, o Jardim Secreto. O exemplar fez tanto sucesso, vendendo milhares de cópias mundo afora, que novos temas foram surgindo. Até hoje Johanna lançou cinco livros de temáticas diferentes. Porém, é o terceiro lançamento da ilustradora que tem tudo a ver com nós, Sereias e Tritões. Falo do livro Oceano Perdido.

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Com desenhos detalhados, toda a inspiração vem do Universo marinho, então todas as páginas são repletas de algas, peixinhos, estrelas-do-mar, conchas, navios, baús de tesouros e, é claro, Sereias!

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Eu tenho este livro a pouco mais de um ano, e vocês acreditam que eu só tive coragem de colorir um desenho?! (Quero deixar as ilustrações do jeitinho original 😉💙) Escolhi para pintar um peixe lindo, com uma cauda repleta de detalhes. Quando fiz a pintura tive a ideia de registrar o passo a passo através de um Time Lapse (fotos tiradas em sequência, que juntas formam uma animação). O resultado deste feito está neste vídeo:

Como todos nós sabemos que o Sereismo tem uma força estrondosa por todo o mundo, este livro fez  tanto sucesso que autora também lançou uma maravilhosa caixinha de cartões postais para colorir, e também o calendário de 2017 com a temática Lost Ocean (nome original do livro). Infelizmente ainda não chegou no Brasil, mas está disponível para venda no Amazon.

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E quem ainda não tem o livro Oceano Perdido, hoje em dia ele está custando metade do valor da época de seu lançamento. Que tal fazer uma pesquisa e adquirir o seu também?! E por não ser nenhuma novidade, acredito que a maioria de vocês que acompanham o Sereismo devem ter os seus exemplares, então que tal nos marcar nas redes sociais para mostrar os seus “coloridos de Sereia”?

Até mais Sereias e Tritões!!!

Por Tati Bello

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26
dez
Resenha de livro – A Fábula de Dualina por Arnaud Mattoso
em: Cultura

A Fábula de Dualina é um conto publicado pelo autor e jornalista Arnaud Mattoso pela Chiado Editora. A história é contada em primeira pessoa pelo protagonista, um surfista que sofre um acidente enquanto surfava e é salvo por uma sereia chamada Dualina. 

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O personagem, então, descobre um mundo aquático de sereias que também surfam e, além de estarem em busca da onda perfeita, também procuram pelo ser humano ideal que possa reproduzir com todas elas, a fim de criar uma nova espécie anfíbia. Essa nova espécie seria capaz de transitar em terra e água, e seria a solução para acabar com a poluição e outros problemas do meio ambiente causados pelo homem. O tal surfista escolhido para essa missão acaba se apaixonando por uma das sereias e, agora, deve decidir se aceita ser o chefe do harém, quiça salvador da Terra, ou voltar a sua vida humana comum.

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Eu achei a capa do livro bonita, atrativa, e ele conta com apenas 55 páginas. A narrativa é bem escrita e a descrição da sereia principal, a Dualina, difere da maioria das sereias de outras histórias. Ela é uma sereia oriental. Entretanto, eu sinceramente não gostei da trama. Basicamente mostra que as sereias existem a milhares de anos protegendo os oceanos, porém precisam de um único homem no qual a única função é surfar, ser mimado pelas sereias como um verdadeiro rei e reproduzir com elas. Meio nonsense, né?!

Onde comprar?





Camila Gomes