25
abr
Jodi Benson reprisará seu papel como Ariel em musical de “A Pequena Sereia”

O teatro Hollywood Bowl irá receber o musical “A Pequena Sereia”, baseado na animação da Disney, nos dias 3 e 4 de junho, com Sara Bareilles como a protagonista. O evento ainda contará com concurso de fantasias e show de fogos de artifício.

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Mas por causa da enorme demanda, foi adicionada mais uma data para o espetáculo, e dessa vez contando com uma super novidade: a presença de Jodi Benson, a voz original da Ariel, reprisando seu papel!

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É isso mesmo! Jodi Benson, que fez a voz da sereia da Disney no filme de 1989, se juntará ao elenco para cantar as músicas do clássico com orquestra ao vivo, enquanto o longa é transmitido em uma enorme tela. Benson se apresentará exclusivamente no dia 6 de junho ao lado de Rebel Wilson como Úrsula, John Stamos como Chef Louis, Tituss Burgess como Sebastião, Norm Lewis como Rei Tritão, Darren Criss como Eric e Joshua Colley como Linguado. Que time!!!

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“Eu estou tão animada e me sinto incrivelmente abençoada por ter sido convidada para cantar no Hollywood Bowl interpretando novamente a minha amada Ariel durante essa comemoração única do filme. É uma honra celebrar meus 30 anos de carreira com a Walt Disney Company me apresentando com a brilhante canção de Howard Ashman e Alan Menken. Eu sou realmente muito grata a esses dois e aos diretores Ron Clements e John Musker, por me permitirem dar vida a Ariel e fazer ‘parte de seu mundo’ por todos esses incríveis anos.” – Jodi Benson

Se você estiver passeando pelos Estados Unidos no início do mês de junho, os ingressos para a apresentação exclusiva com Benson começam a ser vendidos nessa quarta-feira, dia 27 de abril, no site do Ticket Master 😉

Para aquecer, assista abaixo dois vídeos dela em ação! O primeiro são os bastidores da gravação original de “Part Of Your World” e o segundo é de 2011, quando Benson cantou a faixa em uma convenção da Disney <3





Camila Gomes





3
mar
O filme chinês “The Mermaid”
em: Cultura

Mês passado estreou nos cinemas chineses o filme “The Mermaid (em chinês Mei Ren Yu e em português A Sereia). A produção oriental conseguiu desbancar as bilheterias dos hollywoodianos “Star Wars – O Despertar da Força” e “Deadpool”, alcançando 432 milhões de dólares em duas semanas de exibição.

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A trama conta a história de um magnata imobiliário, Liu Xuan, que compra um enorme pedaço de terra. O que ele não sabia é que o terreno era protegido por sereias. Elas, então, resolvem tentar seduzi-lo para mata-lo e, assim, salvar seu habitat. Para o plano dar certo, as sereias resolvem escolher uma delas – a mais sexy – para ser devidamente treinada para a missão. A escolhida é a sereia Shan.

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Todos acreditavam que Liu Xuan era um homem perverso e ganancioso, mas quando Shan o conhece, acaba descobrindo que, na verdade, se tratava de um rapaz humilde e romântico. Como uma boa comédia romântica, Shan se apaixona por ele e bota todo plano a perder. O romance desperta a fúria da líder das sereias, Octopus, que começa a fazer de tudo para expulsar Liu Xuan da vida de Shan.

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O diretor do longa é o aclamado Stephen Chow. Como na China tudo que ela faz chama atenção, então chegou a rolar até um concurso de sereias para escolha da protagonista, em 2014.

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Quando a gente fala em sereia apaixonada por ser humano, fica meio impossível não remeter ao conto “A Pequena Sereia”. Mas o filme chinês é muito mais que isso, simplesmente porque passa uma mensagem ambiental muito clara. No próprio trailer, o narrador pergunta o que o espectador desejaria, caso não restasse mais nenhuma gota de água no mundo. A China é o país que mais emite gás carbônico no planeta, então um filme de sucesso que fale sobre o tema e alerte sobre os riscos da poluição é de extrema importância. E tudo fica mais especial quando envolvem sereias, afinal é esse o papel de uma sereia mesmo: cuidar do meio ambiente <3





Camila Gomes





17
fev
Resenha de livro – A Sereia por Kiera Cass
em: Cultura

“A Sereia” é um livro da escritora Kiera Cass, famosa pela sua série “A Seleção”, publicado esse ano no Brasil. Apesar de ser atual, a autora confessa que a obra, na verdade, foi a primeira de sua carreira. Na época, ele foi publicado independentemente, sendo, agora, relançado e reescrito com sua nova editora.

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A história gira em torno de Kahlen (pausa dramática: o nome se lê ‘Kellen’ e a única coisa que lembrei durante toda leitura foi do vídeo do Porta dos Fundos! kkkk), uma garota de 19 anos que vivia na década de 30 e se envolve em um naufrágio com sua família. Por causa de sua vontade de viver, a Água resolve poupá-la, e a transforma em uma de suas sereias. As garotas que trabalham para a Água são sempre escolhidas em um momento de vida ou morte, e como forma de pagamento, elas devem viver como suas servas por 100 anos. Sua única função é alimentar a Água atraindo pessoas para a morte através de suas vozes. Depois do período de um século, elas podem ter a sua vida de volta. Kahlen foi a sereia mais obediente que já existiu, e faltando apenas 20 anos de sua pena, ela conhece um rapaz chamado Akinli, por quem se apaixona perdidamente. Sua voz mortal a impede de manter diálogos com o seu amado e sereias são proibidas de se apaixonarem. A trama se desenvolve a partir desse impasse, entre Kahlen manter sua obediência ou seguir o seu coração, arriscando até mesmo a própria vida.

A tal Água – sim, em letra maiúscula mesmo – não se limita a apenas um elemento. Ela é uma personagem que pensa, algo como um espírito ou deusa. As sereias a veem como uma espécie de mãe, mas sua personalidade autoritária e possessiva a afasta de suas escolhidas. Ela também sofre com as mortes que tem que causar, mas é a única maneira para manter-se existente no mundo.

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Vendo esse resumo, a gente pode até esperar um romance previsível e água com açúcar. Para muitos, ele até pode ser isso mesmo, mas Kiera faz jus ao seu sucesso. Sua escrita prende o leitor, é um livro muito gostoso de ler e ela dá destaque a todos os personagens, então não fica uma história totalmente centrada em apenas um casal. Minha única ressalva é na falta de detalhes, mas nada que tire o prazer da leitura.

Apesar do título nacional ser “A Sereia”, no original, na verdade, ele se chama “The Siren”, que traduzindo corretamente fica “A Sirena”. Pode parecer uma mudança boba, mas faz a diferença, afinal sirenas e sereias são seres míticos diferentes. Ambas são conhecidas por sua beleza e canto, mas enquanto a sereia é metade humana e metade peixe, as sirenas são metade humana e metade pássaro. No livro de Kiera, as sirenas/sereias são chamadas assim, mas são inteiramente humanas e vivem normalmente na civilização. O que as difere das pessoas normais é que elas passam 100 anos sem envelhecer, suas vozes são venenosas e conseguem respirar embaixo d’água. Aliás, ao entrarem na água, a única mudança que ocorre em seus corpos é um vestido de areia que surge e as envolve. Ou seja, a capa do livro faz bastante sentido!

Essa falta de cauda pode afastar os fãs mais radicais de sereias. Isso aconteceu comigo na série “Sereia”, de Tricia Rayburn (resenha aqui!). A propósito, no início foi impossível não remeter uma história a outra, pois nas duas as protagonistas são humanas que respiram embaixo d’água, chamadas, originalmente em inglês, de sirenas (apesar de no Brasil ser traduzido também para sereias). Outra semelhança é que elas são seres mortais, mas enquanto no romance de Kiera a morte serve para sustentar a Água, no de Tricia é para manter a saúde e beleza das próprias sirenas/sereias. E isso nos leva a outra série, “Watersong”, de Amanda Hocking (resenha aqui!). Uma das minhas preferidas! Nela, as personagens são conhecidas como sereias, mas se autointitulam sirenas e podem ter tanto cauda como asa de pássaro! Minha conclusão nessa confusão toda é que norte-americanos veem sirenas como humanas belas e mortais e editoras brasileiras não sabem distinguir “siren” de “mermaids”! hauhuahua

Para finalizar, é um livro que recomendo para qualquer público! Jovens, adultos, amantes de sereias e mitologia ou não. Mesmo porque dá para aprender algumas coisas com ele. Em certo momento, é citado um famoso conto de Franz Kafka, que diz:

“As sereias entretanto têm uma arma ainda mais terrível que o canto: o seu silêncio.”

E é a partir dessa frase que Kahlen e suas irmãs de alma conseguem desvendar muitos mistérios 😉





Camila Gomes