5
jul
Resenha de livro (e sorteio) – Ecos, o Mar é a nova Lua por Béatrice T. Dupuy
em: Cultura

“Ecos, o Mar é a nova Lua” é a estreia literária da autora brasileira Béatrice T. Dupuy, lançado no mês passado pela Editora Arwen.

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A trama gira em torno do desaparecimento de Alfred, um renomado cientista que é perseguido por uma facção criminosa que suspeita que ele tenha descoberto a existência de sereias. Quando seu filho Alexandre se torna adulto, opta por seguir a carreira do pai como biólogo marinho e, por ironia do destino, cruza seu caminho com os mesmos humanos que seu pai teve que enfrentar e também com a mesma comunidade de sereias que seu pai conheceu, entretanto seu envolvimento acaba sendo muito mais profundo.

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O interessante da história é que vai contra a maioria em que o foco é a sereia e uma possível relação amorosa com algum humano. Em “Ecos”, os destaques são as descobertas científicas marinhas e como isso pode prejudicar interesses políticos e econômicos, travando uma batalha entre o mar e a terra.

Recebi o livro com uma dedicatória super fofa da Béatrice e li em menos de uma semana! Se você ficou curioso para ler também, se liga na novidade: iremos SORTEAR UM EXEMPLAR E BRINDES EXCLUSIVOS para um(a) sereia/tritão sortudo 😀

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REGRAS PARA PARTICIPAR:

O(a) vencedor(a) irá ganhar o livro e marcador autografado + três pingentes especiais + lápis e bloco anotações personalizados.

Pronto! Agora é só torcer 😀 O resultado sai no dia 19 de julho! BOA SORTE!!!





Camila Gomes





24
jun
Grafiteira pinta sereias idosas em muros para empoderar mulheres

Deborah Erê é uma grafiteira paulista que há cinco anos mora em Manaus. Ela começou a grafitar aos 18 anos e, aos 23, teve a ideia de unir sua paixão pela arte e o desejo de empoderar mulheres reais. Para isso, Deborah escolheu a figura das sereias. Através delas ecoa o grito da artista contra a imposição dos padrões de beleza e opressão feminina no dia a dia.

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Chamadas de “Senhoras Sereias”, as sereias de Deborah não tem belos cabelos longos e corpos esculturais. As inspirações dos rabiscos nos muros surgem da vivência da grafiteira como mulher.

“As sereias são sempre poderosas e ‘bonitas’ dentro do padrão de beleza. A gente sempre vê na rua muitas propagandas com mulheres modelos, mas nunca com uma velha, uma gorda. A ‘Senhora Sereia’ foi criada para representar essas mulheres. Eu queria que ela fosse velha, mas ao mesmo tempo demonstrasse beleza, sabedoria, poder. Uma mulher velha, mas linda e que reluz, brilha de sabedoria. A mulher é cobrada para ser perfeita, bonita, boa dona de casa, boa profissional, boa mãe. Na hora que eu vou para o muro, eu sempre penso muito nelas, no que nós passamos e isso traz reflexões. Não que o grafite retrate a opressão que a mulher sofre. A ideia é representar as mulheres de forma poética e empoderada para que elas se reconheçam e vejam que têm espaço, que a rua também pode ser delas. Quero que as mulheres se reconheçam no grafite e se sintam poderosas. É o que todas nós somos.” – Deborah Erê

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E é isso que eu quero dizer quando as pessoas perguntam “por que sereias?“. As sereias são muito mais que cabelos coloridos e compridos e enfeites de conchinhas. Sereias podem representar feminismo, mudança, empoderamento do próprio corpo. E que elas continuem inspirando muitas outras mulheres talentosas como a Deborah <3

Fonte: G1





Camila Gomes





28
abr
O Balé da Pequena Sereia – Pieni Merenneito por Kenneth Greve
em: Cultura

Olá pessoal! Pra quem não me conhece eu sou o Tritão PH, e esse é meu primeiro post como colaborador aqui no Sereismo <3

Como alguns de vocês devem saber, houve um lindo show de ballet lá na Finlândia inspirado em “A Pequena Sereia” (Pieni Merenneito coreografado por Kenneth Greve), e todos nós queríamos ver, mas além de não entendermos nada de Finlandês, não havia nenhum vídeo, nada online. Mas finalmente tiveram a bondade de postar o espetáculo completo (infelizmente sem tradução) num site streaming. Segue aqui o link para assistir, mas já que muitos não poderão comparecer ou mesmo assistir online, que tal a tradução do folhetim do balé distribuído para o público com o resumo do ballet? Vamos a ele:

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  • ATO 1

Era uma vez um escritor chamado Hans Christian Andersen, que estava incumbido de realizar uma difícil tarefa: ele tinha que criar uma história de ballet, que possuiria vários convidados reais. O príncipe e a princesa deveriam passar o mesmo tempo juntos que seria do predestinado casamento.

A parte da dança, no entanto, não lhe foi possível registrar, pois ele não era um bom dançarino. Todos os bailarinos caçoavam dele, enquanto o Príncipe era o único que entendia o deprimido escritor. Após ter uma conversa com Andersen perto da praia, o Príncipe escorrega do longo píer e cai na água.  Exatamente quando ele estava prestes a se afogar, alguém o salvou e o levou para a praia. Era a Pequena Sereia.

Seus lábios suaves sopraram ar para os pulmões do pobre príncipe inconsciente. Ao mesmo tempo, a Sereia sentiu um estranho sentimento crescer dentro de si. Ela queria ficar com o príncipe e fazer parte de seu mundo. Andersen entendeu o desejo dela e percebeu que ele mesmo também possuía o desejo de mudar. Juntos, eles foram se encontrar com a Bruxa do Mar, que tinha a capacidade de realizar desejos em troca do que Andersen e a Sereia tinham de mais valioso.

Andersen prometeu dar-lhe seus contos e lhe foi dada uma poção mágica que lhe daria o poder de fazer dele o melhor bailarino. A Pequena Sereia estava disposta a perder sua linda voz e, após tornar-se humana, ela não pôde mais expressar seus sentimentos.

  • ATO 2

A Pequena Sereia participa dos ensaios do ballet real, e o Príncipe se apaixona por ela. Os convidados bailarinos nada disseram, apenas a Princesa percebeu que teria que utilizar da magia para manter o Príncipe para si própria. Ela roubou a poção de Andersen e pôs vinho em seu frasco, fazendo que as expectativas de Andersen de se tornar o mestre da dança tornassem-se desastrosas. A Princesa dançou lindamente, deslumbrando o Príncipe e fazendo-o esquecer-se da Pequena Sereia, que não podia falar de seu amor por ele.

As irmãs sereias, então, decidiram salvá-la e foram até a Bruxa, pedindo que ela desfizesse sua mágica. A Bruxa concordou, em troca dos cabelos de uma delas e de que o Príncipe deveria ser morto. Ela apareceu no casamento do Príncipe e da Princesa e atacou o noivo.

A Pequena Sereia pulou na frente do Príncipe e o punhal, tendo uma morte devastadora. No entanto, o rosto sem vida da Pequena Sereia permaneceu com um sorriso, pois ela havia finalmente expressado seu amor pelo Príncipe.

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Apesar de não ser o que muitos esperavam, o espetáculo não deixa a desejar. Os cenários são muito bem planejados e com jogos de filmagens num telão atrás dos bailarinos, tornando o nosso envolvimento com a cena mais profundo.

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A adaptação da história não foi das mais fiéis, mas ao menos vimos trechos dos mais famosos contos de Andersen, e mantivemos a mesma aura de beleza e melancolia da história original da Pequena Sereia. Como alguns fãs disseram, é realmente uma obra impactante. Recomendo para todos que gostam de Andersen, do mundo das sereias e de um belo espetáculo de ballet.

PH <3