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jul
Curiosidades sobre mergulho e apneia

Na novela A Força do Querer, a personagem Ritinha (Ísis Valverde) finalmente começou a trabalhar como sereia profissional, e ainda estamos comemorando essa notícia.

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Sabemos o quanto a atriz se esforçou para viver a personagem, tendo aulas de mergulho e apneia com a sereia profissional Mirella Ferraz.

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E hoje eu vou falar um pouco sobre a história do mergulho e as modalidades desse esporte.

Primeiro, o que é apneia?

Apneia é a suspensão momentânea da respiração, usada para praticar mergulho livre. É importante conhecer a capacidade do pulmão, o uso do diafragma e, quando for aplicar isso no mergulho, treinar estaticamente (sem nadar) para conhecer o seu tempo. Também é importante a presença de um profissional, pois ele poderá instruir como evoluir nessa prática sem causar riscos à saúde.

Existem três tipos de mergulho:

  • Autônomo – O mergulhador leva os aparelhos para respiração consigo;
  • Dependente ou semi autônomo – O suprimento de ar não é levado pelo mergulhador e é feito através da superfície com compressor de ar e uma mangueira chamada de umbilical;
  • Livre – É o mergulho em apneia. O mergulhador não usa qualquer tipo de aparelho para respiração e conta somente com a capacidade do pulmão.

O mergulho livre em apneia é o mergulho praticado pelas sereias profissionais.

A Associação Internacional para o Desenvolvimento da Apneia (Aida) define 9 modalidades esportivas dessa categoria. A maior recordista do Brasil é a atleta Karol Meyer. Ela também é conhecida como Karol “Peixe” e coleciona recordes: 8 mundiais, 2 continentais, 30 sul-americanos e 6 nacionais. Além de ter sido a primeira mergulhadora brasileira a realizar recordes mundiais para o país, se tornou também recordista absoluta (masculino e feminino) em número de recordes mundiais alcançados. Em 2010 ela se tornou a pessoa com o maior tempo de apneia do mundo e ficou 18 minutos e 32 segundos submersa, entrando para o Guiness Book.

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Como já mencionado, essa prática requer muito treino e ajuda profissional. Mas não é de hoje que o ser humano tenta descobrir os mistérios do mar. Ao longo dos anos, trajes e aparatos para ajudar o mergulhador a chegar às profundezas vem sendo aprimorados.

Como tudo começou?

O primeiro grande nome que se menciona na história do mergulho é de Alexandre, O Grande. Aristóteles menciona que o exército de Alexandre usava uma espécie de barril com a abertura para baixo, aprisionando o ar e permitindo que os soldados respirassem embaixo d’água o ar dos barris. Essa técnica é chamada de O Sino da Antiguidade, e foi usada para invasão da costa do Mediterrâneo, por volta de 332 a.C. 

No período do renascimento artístico, muitos conhecem o famoso quadro Monalisa, de Leonardo da Vinci, mas poucos sabem da contribuição do pintor (e inventor) para a história do mergulho. Ele muitas vezes não é mencionado porque os seus projetos nunca saíram do papel. Em 2014, eu fui a uma exposição em São Paulo “Leonardo da Vinci, a Natureza da Invenção”, e lá estava exposto um escafandro. O traje do mergulhador lembrava muito o de um aviador, e era feito de couro com jaqueta e um snorkel (respirador) rudimentar. A respiração acontecia através do snorkel, com longos tubos flexíveis que iriam acima da superfície terminando em flutuadores de cortiça que ficavam boiando e permitiam que a ponta desses tubos ficassem em contato com o ar. Da Vinci também levou em consideração outras necessidades de seus escafandristas teóricos, como a estabilidade dentro d’água (ele chegou a pensar em um sistema de pesos que os mantivesse eretos no solo marinho), a possibilidade de subir ou descer com a ajuda de balões cheios de ar e até uma bolsa de couro separada para guardar o xixi dos mergulhadores caso eles ficassem apertados durante suas missões.

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Em 1690, Edmundo Halley, o conhecido astrônomo do cometa Halley, começou a estudar o sino da antiguidade e “resolveu” o problema da falta de renovação do ar. Oxigênio em tonéis eram levados junto com o sino para renovar o ar e havia oxigênio até para 90 minutos.

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Em 1715, o inglês John Lethbridge inventou o que a história chama de máquina de mergulho. Era um barril de carvalho hermético com espaço para colocar os braços e permitir que o mergulhador recolhesse objetos de valores de naufrágios.

John Lethbridge

Os irmãos Charles e e John Deane inventaram o capacete de mergulho por volta de 1820. Eles realizavam operações no naufrágio da Mary Rose. Os irmãos Deane foram atrás de Augustus Siebe para que ele fizesse uma variação do capacete de mergulho. Considerado o pai do mergulho, o engenheiro construiu o primeiro escafandro (fora do papel). O escafandro era uma roupa de borracha selada por um capacete vedado que recebia ar bombeado por um umbilical, e contava com válvulas para liberar o oxigênio “usado”. Como esse sistema ficava na parte inferior do traje, era necessário mergulhar na posição vertical, pois nadar na horizontal encharcava o traje.

No início do século XX, Benoit Rouquayrol e Augustus Denayrouze criaram o Aerophore, traje que acompanhava um tanque de ar comprimido nas costas, também alimentado pelo umbilical. Essa roupa de mergulho permitia caminhadas ao fundo do mar.

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Durante a Primeira Guerra, o comandante Le Prier criou um escafandro autônomo de ar comprimido. A guerra possibilitou outras evoluções no quesito mergulho – enquanto Louis Corlieu patenteava o pé de pato, Guy Gilpatrick adaptou os óculos da aviação para mergulho.

A última grande “invenção” foram os cilindros de ar autônomos, que surgiram em 1943 com os oceanógrafos Jacques Cousteau e Émile Gagnan. Ele permite nadar sem contato com a superfície e a pressão era controlada por regulagem, adequando a pressão dos pulmões a pressão dos cilindros. Essa invenção recebeu o nome de Aqualung.

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Atualmente, os trajes de mergulho são feitos normalmente de neoprene – neoprene borracha expandida revestida com tecido de poliéster, resistente, altamente elástico, flexível e que proporciona proteção térmica. Começou a ser utilizado na confecção de roupas de mergulho por volta 1950 por causa da característica isolante. Além de mergulho, o neoprene também é  usado por surfistas no inverno e por atletas profissionais. Meu sonho da vida sempre foi ter o discreto traje de mergulho da Sabrina, do filme Sabrina na Austrália – aliás, a atriz que interpretou a sereia no longa também teve que ter aulas de mergulho para viver a personagem.

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Neoprene também é a matéria prima das caudas do ateliê da Mirella Ferraz, MS-Fins.

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Em um mergulho, é a movimentação dos pés que auxilia no impulso e na velocidade. Por isso, é muito comum o uso do pé de pato, pois sua ampla superfície permite que mais água seja movimentada e, consequentemente, o impulso seja maior. A vantagem do pé de pato é que ele permite que o movimento dos pés seja independente, então ele só amplifica o movimento de quem já sabe nadar. Já a monofin, o pé-de-pato de sereia que é uma coisa só, proporciona um impulso maior por ter uma superfície mais ampla, mas seu uso deve ser realizado com cautela. Como os seus pés estão presos e juntos, o movimento que a gente aprende (e costumamos fazer por reflexo) de bater os pés fica impossibilitado e é preciso coordenar o nado com a ondulação do seu corpo, movimentando o quadril e o braço em um movimento orquestrado. Como ondulação é fundamental para um nado borboleta, o uso da monofin por atletas para potencializar a performance é altamente difundido.

monofin

Logo quando a venda de caudas de sereia ficou popular, muitas matérias televisivas foram ao ar nos Estados Unidos e Austrália, alertando adultos que estavam comprando caudas para crianças os perigos que a brincadeira poderia causar. Como dito no parágrafo anterior, como a monofin e a própria cauda deixam as nossas pernas e pés presos e unidos, independente se for maior ou não de 18 anos, a atividade pode ser bem perigosa se não for praticada com cautela por quem não sabe nadar. Por isso, se uma criança for brincar de ser sereia, seja na praia ou piscina, um adulto sempre deve estar por perto monitorando. Há algumas lojas de caudas, como a FinFun, que não recomenda a peça para menores de 5 anos.

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Para quem ficou com vontade de mergulhar, não deixe de procurar a ajuda de um profissional para realizar mergulhos recreativos. Vale lembrar, também, que a Mirella vai dar um curso de sereia nas férias e nós contamos mais aqui 😉

Por Camila Piccini










9
jun
A lua e o mar…

Todo mundo que foi criança nos anos 90 sabe pelo menos uma música da dupla Sandy e Júnior. Entre as mais famosas, o grande sucesso da virada do milênio foi A Lenda. A música foi um sucesso (e ainda é até hoje), ganhou prêmios de Melhor Videoclipe e ainda ficou no topo das paradas. Ela narra a história de amor entre a Lua e o Mar:

Bem lá no céu uma lua existe

Vivendo só no seu mundo triste

O seu olhar sobre a Terra lançou

E veio procurando por amor

Então o mar frio e sem carinho

Também cansou de ficar sozinho

Sentiu na pele aquele brilho tocar

E pela lua foi se apaixonar

Mas qual a relação entre a Lua e o Mar? A música não é a primeira história de amor sobre os dois. Existem algumas histórias envolvendo a lua, o mar e até mesmo sereias. Uma delas é uma lenda indígena que narra o surgimento do firmamento, oriundo do amor entre a Lua e o Mar.

“Contam os antigos que há muitos e muitos anos atrás, mais ou menos pela época do surgimento do universo, ainda naquele tempo de transformações e criação, existiam dois índios completamente apaixonados um pelo outro: o Mar e a Lua. Mar e Lua tinham um amor tão intenso que era reconhecido nos quatro cantos do universo, por onde os homens andavam ouvia-se falar no amor de Mar e Lua.

Certa vez, o Mar, embriagado de amor por Lua, desafiou Tupã ao proferir que Lua, sua amada, gostava muito mais dele do que do próprio Tupã. Deus, ao saber das bravatas de Mar, resolveu lhe dar uma lição transformando-se num moço de infinita beleza denominado Sol, vindo a terra provocar o Mar em seu amor por Lua.

O Sol chegou vestido de luz e ao se aproximar de Lua, foi vítima do seu próprio veneno: ao se defrontar com a Índia apaixonou-se loucamente por ela, que possuía uma rara beleza. Desta forma, Tupã começou a deixar várias vezes o céu e descer à terra vestido de sol para cortejar Lua, que também sentiu-se atraída pelo jovem Sol, que transmitia uma luz tão intensa que iluminava e aquecia o seu coração.

Com o passar do tempo, o triângulo amoroso vivido pela Lua, Sol e Mar ficou incontrolável. As amigas de lua começaram a assuntar sobre quem era o formoso rapaz que cortejava Lua vestido de luz e qual a reação de Mar pela presença de tão garboso oponente.

Lua, ao pressentir o perigo, começou a ignorar Sol, sem saber que ele era o próprio Deus Tupã. Quanto mais a Lua ignorava o Sol, mais ele se apaixonava por ela.

Até que um dia, Tupã insatisfeito com o amor de Lua por Sol pensou: “Como pode ela amar tanto um simples mortal e desprezar eu, o mais belo dos homens, o reflexo humano de um Deus?”. Contrariado ele usou de seu poder para induzir as amigas de Lua a contarem ao Mar o que estava se sucedendo. O desgosto foi tão grande que o mesmo resolveu enfrentar o forasteiro e sua amada frente a frente. Naquele instante entre a criação e o firmamento estava frente a frente Sol, Lua e Mar. Lua declarou seu amor a Mar na frente de Sol.

Ao ver nos olhos da amada o desprezo, o Sol enfurecido usou mais uma vez, o seu poder transformando sua rainha amada em um dos mais belos astros do sistema solar, entretanto a bela necessitaria eternamente da luz do sol para brilhar e se aquecer. Para que Lua não ficasse sozinha Tupã transformou todas as suas amigas em estrelas.

Desta forma o Sol (Deus Tupã), a Lua (Sua Amada) e as Estrelas (Amigas da Lua) subiram aos céus, deixando Mar para traz. Sobre a terra, ficou o mais triste dos homens, que acabava de perder o seu amor para o próprio Deus Tupã. Em um relance de pensamento o mesmo lembrou de suas palavras desafiando o Deus em outrora, o mesmo arrependeu-se de ter posto o amor de Lua em desafio.

Por dias, semanas, meses e talvez anos, Mar gritou aos céus a volta do seu amor presa ao firmamento, mas era tarde, a Lua tinha partido para nunca mais voltar. Em uma última tentativa de lucidez, o Mar pediu a Tupã que o perdoasse e devolvesse sua amada aos seus braços ou o tirasse daquela situação, daquela forma humana e chorou, chorou como ninguém jamais havia chorado na face da terra, se transformando em um mar de água salgada. Tupã ao ver a súplica o transformou no próprio pranto, dando origem aos oceanos.

Foi assim que entre o crepúsculo e o amanhecer, para todo o sempre estava criado os astros do céu, o Sol (o próprio Deus Tupã) com todo o seu esplendor, vestido de luz. Apaixonado pela Lua presa ao firmamento. A Lua com seu coração frio e vazio, presa ao firmamento por Tupã, longe do seu amor o Mar, só permitiu ser cortejada pelo Sol (seu dominador) de épocas em épocas, nós eclipses sololunar.

A Lua passou a ser reflexo da solidão. Entretanto todos sob a face da terra sabem que a Lua continua a atrair o Mar (chamá-lo), durante a ausência do sol. Certas noites a lua chega a provocar catástrofes na terra de tanto chamar o Mar para próximo de sí. Já o mar se transformou em um infinito de água salgada, oriunda do pranto da desilusão de seu amor desfeito por Tupã.

Dizem que os apaixonados em noite de lua cheia conseguem ver a Lua descer e tocar o mar (seu amado) que se enche todo por alguns instantes, sendo interrompida com a volta do Sol pela manhã. Foi assim que desde os tempos ancestrais, antes da existência do próprio firmamento, que o Sol (Deus Tupã) apaixonou-se pela jovem Lua. E mesmo vestido como o mais poderoso dos astros, cheio de luz e calor, não teve seu amor correspondido. Essa é a história do surgimento do firmamento, a história do Sol, da Lua e do Mar.”

Texto: Cássio Marques

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Existe uma diversidade de mitologias indígenas narrando a origem do firmamento. Na mitologia Tupi-guarani, Tupã é o deus dos trovões e cria Jaci (Lua), rainha da noite, para embelezar a escuridão. Tupã acaba sucumbindo aos encantos da própria criação e toma Jaci como sua esposa. Nesta lenda, Jaci é irmã da nossa conhecida sereia Iara. Nesta versão, Iara, além de sereia, é também a deusa protetora das águas, que vive nas profundezas dos lagos.

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Há versões nas quais Jaci é irmã e amante de Guaraci (Sol) e os dois se encontravam na alvorada com a ajuda de Rudá, o deus do amor. Em uma das versões que contam essa relação, Guaraci era um belo guerreiro com a pele dourada e olhos de fogo, enquanto Jaci era uma jovem tímida. Quando declaravam seu amor, Guaraci queimava de tanta paixão, colocando a Terra em perigo enquanto Jaci chorava de felicidade, causando inundações. O amor deles era perigoso, então decidiram que não mais se encontrariam. Jaci ficou inconsolável e chorou o Rio Amazonas.

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O envolvimento da Lua com mais uma entidade aquática também está na lenda de Vitória Régia. A jovem índia Naiá era devota de Jaci, e cresceu ouvindo histórias de como a Lua descia vinha buscar as mais belas jovens e a levava com ela para fazer companhia no céu. Naiá aguardava o dia em que seu Jaci a viria buscar e adormeceu na beira de um rio. Ao acordar, viu o reflexo da Lua no rio e acreditou que ela havia vindo se banhar no rio, permitindo que Naiá a tocasse. Naiá mergulhou nas águas fundas e acabou se afogando. Jaci reconheceu os esforços da jovens e decidiu transformá-la em uma estrela incomum: uma Vitória Régia, pois seu destino não estava nos céus, mas sim nas águas. Em noites de lua cheia, Naiá abre suas flores brancas para banhar-se com a luz de Jaci.

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Essa lenda indígena também está inclusa em no projeto Folclore BR, que busca recontar alguns folclores brasileiros provando que possuímos lendas muito ricas. O artista Anderson Awvas ilustrou essas figuras nacionais com filmes da Disney. E se a nossa Iara teve como base a história da Pequena Sereia, Vitória Régia teve como inspiração Moana. A história também ganha uma pequena mudança e Jaci revive a jovem Naia com a missão de descobrir quem foi a criatura que a ludibriou, levando ao seu afogamento. Para isso, ela contará com a ajuda de Jurubeba, uma fêmea de Mico-Leão-Dourado.

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Toda essas história da influência da lua nas águas tem um fundo de verdade. Muito se deve pelo comportamento das águas em época de lua cheia e existe uma explicação científica para isso. O fenômeno das marés é causado pela alteração da lua e do sol no nível das águas. Assim como a Terra atrai a Lua para realizar os seus movimentos, a Lua também atrai a Terra. Isso ocorre através da força gravitacional, que tem pouca influência nos continentes, mas tem muita influência sobre os oceanos, devido a fluidez das águas. Basicamente a Lua puxa as marés para si, causando protuberância nos oceanos. Por isso todas essas lendas giram em torno da lua “chamar” o mar.

O Sol, embora de menor influência, também ajuda ajuda nesse fenômeno. Desta maneira, quando a lua, a Terra e o sol estão alinhados, as marés ficam cheias. E quando a lua e o sol estão em 90 graus (lua crescente e minguante), as marés ficam baixas.

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No filme As Sereias (2003), o fenômeno das marés é mencionado e, nas noites de maré baixa, as irmãs se transformam mesmo que elas não se molhem. Outra obra televisiva envolvendo sereias que mostra a influência da lua é a mais famosa série de sereias: H2O Meninas Sereias. Os poderes de sereias foram adquiridos por Cleo, Drica e Nanda na piscina da lua das Ilhas Mako, em uma noite de lua cheia. O mesmo fenômeno ocorre na série spin-off, Mako Mermaids. Em ambas as séries, qualquer pessoa que esteja na piscina da lua no momento em que a lua cheia passa por cima, será transformado em sereia/tritão, pois é o momento em que a magia da piscina exerce poderes.

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Outros fenômenos astronômicos são mencionados na série:

  • Alinhamento planetário especial: Um raro alinhamento planetário, no qual a lua aumenta os poderes sereianos;
  • A Lua de 50 anos: A cada 50 anos ocorre um outro alinhamento planetário e, caso a sereia/tritão esteja na piscina da lua, ela perderá todos os poderes de sereia;
  • Eclipse Lunar: A sereia/tritão que estiver na piscina perde os poderes por 12h.

As sereias também são afetadas em noites de lua cheia se observarem a lua no céu. Nanda se transformou em uma sereia “selvagem”, Cleo adquiriu poderes de canto e Drica perdeu o controle do seu poder, sobrecarregando o calor ao seu redor. Além de ficarem mais sedutoras, normalmente elas também não lembram de nada, como se estivessem enfeitiçadas pelo poder da lua.

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Como amante da noite e da lua (e de Sandy e Junior), não posso deixar de adorar toda essa interação com o mar.

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Por Camila Piccini










24
maio
Mera & Aquaman

Os heróis da DC Comics estão em alta, já que em breve teremos nas telonas o filme Liga da Justiça que reúne a maioria deles. O que mais nos chama atenção, claro, é o Aquaman cof cof porque ele é das águas, não porque é interpretado pelo homão Jason Momoa cof cof e sua esposa Mera. Nesse post irei contar um pouco sobre eles – lembrando que, nas HQs, é comum existir várias versões dos mesmos personagens com variadas ligações, por isso falarei somente o básico e também focarei nos filmes sobre eles que estão por vir.

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Aquaman é o Rei de Atlântida, protetor dos oceanos na Terra, e sua primeira aparição nos gibis foi como personagem secundário, em 1941. Nos anos 60 ele passou a integrar a Liga da Justiça. Seus poderes incluem comunicação com a vida marinha, respirar embaixo d’água, super velocidade e super força, capacidade de enxergar no escuro, alta audição sonar e manipulação das águas. Embora ele possa permanecer debaixo d’água indefinidamente sem sofrer quaisquer efeitos nocivos, Aquaman enfraquece se ele permanece em terra firme por períodos prolongados.

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Mera é o par romântico de Aquaman, mas não fica só como coadjuvante e tem bastante importância nos quadrinhos. Sua primeira aparição nos gibis foi em 1963, já sendo intitulada como a Rainha dos Mares. Sua origem se dá na Dimensão Aqua, uma colonia usada para enviar exilados de Atlântida. Apesar de fazer parte de outra dimensão, ela pode sair de lá e ir para outra quando bem entende.

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Assim como Aquaman, ela também possui super força, respira embaixo d’água e é capaz de se comunicar com a vida marinha. Além disso, Mera pode aumentar a densidade da água e criar qualquer estrutura com ela. Seu ponto fraco é seu próprio psicológico, pois a rainha sofre de insanidade mental.

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O casal se conheceu porque Mera foi escolhida para matar Aquaman e vingar o exílio do seu povo. A ruiva foi criada para ser uma assassina em série, mas não contava com o poder do amor. Ao se aproximar do Rei de Atlântida, eles acabam se apaixonando. Em uma das versões das HQs, eles acabam tendo um filho chamado Aquababy.

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No universo cinematográfico, Aquaman é interpretado por Jason Momoa e Mera por Amber Heard. Ambos farão aparições no filme Liga da Justiça, que estreia em novembro desse ano. Em 2018, eles retornarão aos papeis como protagonistas do longa Aquaman.

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Pelas fotos que já saíram na internet, o visual de Mera está bem fiel aos quadrinhos, ao contrário de Aquaman que, na pele de Jason Momoa, ficou mais agressivo e intimidador.

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Isso é ótimo, já que o personagem sofreu anos de bullying por sua aparência, inclusive por Bob Esponja.

O visual do Homem Sereio, de Bob Esponja, é claramente inspirado em Aquaman

O visual do Homem Sereio, de Bob Esponja, é claramente inspirado em Aquaman

Bom, tendo dois atores deusos desse, tenho certeza que motivos não vão faltar pra gente querer ir no cinema, né?!

Fonte: Pausa Para Nerdices, Omelete e Wikipédia





Camila Gomes