13
abr
Cine Parque apresenta o filme “Mônica e a Sereia do Rio”
em: Cultura

A Cinemateca Brasileira, em São Paulo, iniciou um novo projeto chamado Cine Parque, no qual a proposta é ocupar o espaço público do local para que a população possa aproveitar um dia no parque. Entre as atrações estão piquenique, feira de adoção de animais e atividades para crianças. O encerramento vai contar com uma transmissão de uma animação clássica brasileira: “Mônica e a Sereia do Rio”. Tem como ser mais perfeito?

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Essa é a primeira edição do Cine Parque e não poderia começar melhor, né?! Escolha de filme perfeita! Imagina, passar uma tarde ao ar livre e, no final, ainda assistir a um filme de sereias do Maurício de Sousa. Imperdível!

Pra quem não conhece, “Mônica e a Sereia do Rio” é um filme musical de 1987 com duração de uma hora e que mistura realidade com animação. Nele, Mônica cai em um portal e encontra uma fada, interpretada pela cantora Tetê Espíndola. Então, Mônica começa a contar histórias de seus amigos para a fada, que em cada história se transforma em algo diferente, como uma onça, uma flor, um pássaro e, por fim, uma sereia. O filme completo está disponível no YouTube e foi lançado em VHS pela PubliFolha em 1999.

O Cine Parque acontece no dia 19 de abril, a partir das 15h. O endereço é Largo Senador Raul Cardoso, 207 – Vila Clementino, São Paulo. Para saber mais, acesse a página do evento no Facebook.





Camila Gomes





4
mar
Resenha de livro (e sorteio) – O DNA da Sereia por Marcela Ortiz
em: Cultura

O DNA da Sereia é o livro de estreia da veterinária Marcela Ortiz no mundo da literatura. Apaixonada por animais silvestres, livros e sereias, a mineira nos apresenta uma história em que consegue misturar todos os seus vícios.

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Tudo começa quando o empresário Christian cruza o caminho de uma mulher misteriosa que atende apenas por Emi. Depois de saber detalhes inacreditáveis da vida de Emi e encantado por sua beleza exótica, ele resolve ajudá-la na busca pela Dra. Cecília, a única que pode ajudar a salvar sua espécie das mãos de cientistas gananciosos.

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O livro é basicamente uma aula sobre a teoria dos macacos aquáticos e retrata sereias da forma mais diferente, porém mais realista de todas: carecas, sem pelos e com membranas entre os dedos. Além de ser curta, a narrativa também é envolvente, e eu li tudo em uma noite só! Quando cheguei na última página queria mais, e felizmente a Marcela já pensa em uma continuação.

A outra boa notícia é que um exemplar autografado pela autora de “O DNA da Sereia” pode ser seu! E como nosso último sorteio foi pelo Facebook, dessa vez iremos realizá-lo usando o Instagram.

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Para participar, basta SEGUIR o Sereismo no Instagram e seguir as instruções da imagem indicada lá!

Mais fácil que isso, só dois disso, né?! Então vamos facilitar mais ainda? Sim, serão DOIS ganhadores!

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O resultado sai no dia 19 de março. 

Boa sorte 😀

E obrigada, Marcela, pelo presente e parceria <3 Muito sucesso pra ti e parabéns pelo livro!





Camila Gomes





25
fev
Haenyeo, as sereias da Ilha Jeju

A Ilha Jeju faz parte da Coreia do Sul e entre seus habitantes estão as Haenyeo, que significa “mulheres do mar”. Atualmente elas são apenas senhoras (porque as mais jovens preferem seguir outras profissões) que enfrentam o mar usando apenas pés de pato e óculos de proteção em busca de moluscos, búzios e polvos. Essa inversão de papeis, com mulheres indo à caça, é o que diferencia a ilha da sociedade coreana.

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As mergulhadoras começam cedo – aos 11 anos já praticam em águas rasas e, quando chegam a maioridade, conseguem chegar a 20 metros de profundidade. Elas ficam por volta de um minuto submersas, com intervalos de 30 segundos na superfície. Durante o inverno, a permanência no mar dura 20 minutos, e no verão 90.

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Seus instrumentos são as próprias mãos, uma faca, uma bóia (pra determinar sua localização) e uma rede pra guardar o que foi coletado. O que conseguem são exportados ou vendidos para restaurantes locais. Por ser uma profissão perigosa, a função está a cada ano sumindo mais e mais. Desde 2009, 40 mergulhadoras morreram em acidentes de trabalho. A prática vem desde o século 17 e hoje em dia existem apenas cerca de 4.500 Haenyeo ativas. Para ajudar a manter a tradição viva, o governo paga pelas roupas de mergulho e seguro médico.

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Super valorizadas, na Ilha Jeju há até um museu dedicado à elas, chamado Museu Haenyeo. Além disso, alguns filmes e séries inspirados nelas já foram produzidos: “My Mother, the Mermaid”, “Tamra, the Island”, “Swallow the Sun” e “Haenyeo: Women of the Sea”.

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As Haenyeo foram as primeiras mães coreanas a trabalharem fora de casa e eram discriminadas por saírem de suas casas com parte do corpo à mostra. Por causa disso, elas viraram símbolo da independência e força feminina na Coreia do Sul, e eram tratadas com respeito em comparação a outras mulheres da ilha. Atualmente, as mergulhadoras são vistas como guardiãs do mar e do meio ambiente aquático, como verdadeiras sereias.

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Fonte: FolhaSarangInGayo e Catraca Livre





Camila Gomes