27
fev
Projeto Folclore BR – A Pequena Yara por Awvas Art

O projeto Folclore BR é movimento em prol da releitura do folclore brasileiro, provando que nossas lendas e mitos nacionais podem ser tão ricos quanto qualquer outro. A ideia principal é inspirar e regar a plantinha do pensamento para, quem sabe, fazer florescer alguma vontade de criar obras inspiradas em nossa rica cultura. A arte e as histórias são criadas pelo artista Anderson Awvas.

No projeto, a sereia Iara se transforma na protagonista de uma adaptação do conto “A Pequena Sereia” de Hans Christian Andersen. Misturando questões atuais sobre sexualidade e unindo duas figuras que acompanharam a infância de muitos dos nossos leitores, eu tenho certeza que vocês vão amar! Vem comigo!

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SINOPSE

Yawara é um menino que seria o próximo na linha de sucessão como líder da sua grande família. Eles descendem da tribo indígena Araúna e procuram manter suas tradições, mas também tentam se atualizar aos novos paradigmas sociais.

Em seus sonhos, Yawara consegue conversar com a entidade Naiá, também conhecida como a estrela das águas (Vitória-régia), e confessa a ela que se sente como uma menina presa em um corpo de menino e por isso não poderia liderar sua família tradicionalista. Naiá lhe diz que isso não deveria impedi-la de ser quem ela é e que o melhor seria assumir o seu grandioso destino.

Ao contar a sua mãe sobre suas vontades, seu pai ouve e surge dizendo: “Você é uma abominação! Saia daqui! Você não merece estar nesta família e muito menos me suceder!” e ameaça ataca-la. A menina corre e no caminho se acidenta caindo no rio e é levada por uma forte correnteza.

Ela acorda no fundo do rio podendo respirar e se percebe diferente. Acolhida por seres místicos que vivem no fundo do rio, foi levada para um grande palácio que fica em um lençol freático no subterrâneo da cidade onde vive.

Neste lugar, Yara, como prefere ser chamada agora, foi recebida como uma princesa e permanece por lá por algum tempo. Ao saber que seu pai abriu uma empresa que está poluindo os rios, resolve retornar para sua cidade decidida a tomar o seu lugar, destruir a empresa e levar novos paradigmas para sua família.

Junto do emotivo Piraya, um peixe piranha vegetariano, Yara parte na mais importante jornada da sua vida em busca de reconhecimento, defesa da natureza e, paralelo a isso, tentará entender o mistério que envolve sua transformação neste ser místico cheio de habilidades.”

O autor incrementou a estória com outros elementos poucos convencionais, já que, de acordo com ele, a lenda original é muito confusa por ser uma mistura das lendas das sereias europeias com algumas histórias regionais, comuns na maior parte dos Estados cortados por grandes rios.

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Essas informações foram o suficiente para que Anderson pensasse em trazer um personagem trans e abrilhantar o projeto Folclore BR com um pouco mais de representatividade para crianças, sem querer tratá-las como e vivessem em uma bolha. Além de contar, de forma lúdica, toda uma trajetória das mudanças que uma mulher trans passa durante a vida, o conto traz questões como inclusão das tribos indígenas na sociedade atual e relação com a natureza.

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O peixe piranha inspirado na espécie Piraya é o mascote. Já na Yara, o artista adicionou esponjas e musgos ao que seria o cabelo da sereia para dar uma ideia afro, e a cauda seria como a barbatana de um peixe beta. Entretanto, o modo como ela estaria batendo as pernas daria a impressão de que seria uma cauda só, pois elas estão indo em lados opostos. O nome Yawara significa “cachorro” e Araúna (a tribo fictícia) significa “ave preta” em Tupi Guarani.

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Adaptações assim enriquecem ainda mais a nossa cultura, não é mesmo?! <3





Camila Gomes





17
jan
Moana: A sereia com pernas da Disney
em: Cultura

Hoje é a estreia da nossa nova colaboradora! Deem as boas-vindas a minha xará e conterrânea Camila Piccini (e sósia da Moana nas horas vagas – por isso, nada mais justo do que começar fazendo resenha desse filme!) <3

Olá, meu nome é Camila e eu sou a mais nova colaboradora do blog Sereismo. Eu nasci em Santos, tenho um pai surfista e uma mãe fissurada em praia. O que me fez crescer no meio de muitos campeonatos de surf com a minha mãe me arrancando do mar.

Quando saíram as primeira artes gráficas de Moana, eu fiquei tão feliz de ver uma personagem com um narizinho de batata, cabelo cacheado e que ama o mar, mas eu não sabia que esse filme seria tão especial para mim. A minha relação com a minha avó é algo que eu não consigo nem descrever de tão completa e intensa que era. Eu me sinto a pessoa mais feliz de lembrar tudo de bom que nós vivemos juntas. Pelos trailers eu já sabia que eu não seria capaz de assistir o filme com a dignidade intacta.

No terceiro dia depois da estréia, eu já tinha assitido ao filme duas vezes. Uma delas com a minha mãe, que reafirmou a minha lembrança de não sair do mar quando criança. Conversando com a Camila Gomes sobre o quanto o filme já tinha cativado um lugar especial para mim, ela me chamou para escrever sobre o ele e trazer algumas curiosidades, e eu não pude deixar de aceitar.

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Moana mal estreou e já quebrou recordes de bilheterias tanto nos EUA, quanto aqui no Brasil. Nós aqui do blog Sereismo já temos a licença poética de chama- la de sereia com pernas, já que como a própria personagem diz: “Sempre volto pra água, não consigo evitar“.

See the line where the sky meets the sea? It calls me.

A história da Moana se passa nas ilhas Polinésias. Elas ficam em uma área triangular compreendida entre o Havaí, Nova Zelândia e as ilhas de Páscoa. Isso explica uma certa semelhança com outra personagem conhecida nossa.

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Fan art Moana & Lilo por Judy Lavernehopps

Quando criança, o oceano escolheu Moana para encontrar o semi-deus Maui e restaurar o coração da deusa Te Fiti, evitando que a escuridão fosse espalhada pelo Pacífico. Moana cresceu, divida entre o chamado do oceano e suas responsabilidades como filha do chefe da tribo. Ao perceber que a escassez de peixes havia atingindo a costa da ilha de Motu Nui, ela sentiu que a resposta estava naquele chamado do oceano. Incentivada pelos conselhos de sua avó, Moana descobriu que seus antepassados eram navegadores e, em seguida, partiu em busca de Maui para salvar o seu povo. A jovem, então, consegue restaurar os costumes antigos de seus antepassados, retornando ao mar para descobrir novas ilhas.

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Saindo do desenho e trazendo para nossa história, a linha do tempo dessas navegações ainda não é cientificamente conclusiva. Thor Heyerdahl, um pesquisador, acreditava pela semelhança física, costumes agrícolas, que a Polinésia foi colonizada por sul americanos. Patrick Kirch, outro pesquisador, defende o oposto: os polinésios que foram de encontro aos ameríndios. Apesar da cronologia não definida, essa ligação entre os continentes existe e foi comprovada, no filme, através de um bichinho que arrancou muitas gargalhadas: Hei Hei. Em 2007, acharam em um sítio arqueológico no Chile com ossos de galinhas de DNA compatível com os galináceos da Polinésia. Como as galinhas atravessaram o Oceano Pacífico antes da colonização européia? Os arqueólogos e pesquisadores acreditam que elas eram levadas nas embarcações.

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A Disney sempre tem uma referência em suas histórias e, por isso, a nossa sereia com pernas não apenas resgatou o costume do seu povo, resgatando o costume de navegadores, mas ela também garantiu que um galo atravessasse o oceano, como na época das grandes navegações Polinésias!

E sendo uma personagem escolhida pelo mar, existem várias referências a Pequena Sereia em Moana também. Lin-Manuel Miranda, um dos compositores da trilha sonora, afirmou em seu Twitter que a música de Tamatoa, o caranguejo gigante, fala sobre caranguejos que comem humanos como uma forma de vingar Sebastião. E tem mais: quando Maui canta “You’re Welcome”, podemos ver o Linguado e, na cena pós-crédito, Tamatoa aparece de barriga para cima dizendo que, se tivesse sotaque jamaicano e se chamasse Sebastião, todos iriam ajuda-lo. Como não amar?

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Antes mesmo de estrear vários artistas criaram fan arts mostrando Moana interagindo com a Ariel. Por essas e outras, e principalmente por ter tantos elementos *sereísticos*, o novo filme da Disney mereceu ser citado por aqui, com o selo Disney de qualidade e emoção!










5
dez
Ensaio fotográfico com Mirella Ferraz e novidades da MS-Fins!

2016 foi o ano do “nunca acreditei que isso fosse acontecer” e, no lado positivo da coisa, uma delas foi que realizei mais um sonho: o de ~sereiar~ com a minha irmã das águas Mirella Ferraz!

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Acompanho o trabalho da Mi desde 2012 e começamos a ter contato dois anos depois, graças a esse blog <3 Nossa amizade só aumentou a partir daí, algo que eu já achava o máximo! Afinal, quantas pessoas tem a chance de virar amiga de sua ídola? Como moramos meio longe uma da outra, nossos encontros são sempre raros, mais um motivo para achar que um ensaio fotográfico com ela seria um tanto difícil – ainda mais agora que a Mi se encontra dividida entre administrar sua loja de caudas MS-Fins e se dedicar a novela global À Flor da Pele (saiba mais clicando aqui). Mas eu sou uma pessoa que acredita no poder do pensamento e, de tanto desejar, nosso encontro com direito a muitas fotos da nossa natural forma – a de sereia! – aconteceu!!! E eu venho compartilhar essa experiência linda com vocês, pois sei que tem muuuuitos leitores do Sereismo que são fãs da Mi também, né *-*

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As cachoeiras de Analândia, no interior de SP, foi o cenário para as nossas fotos, todas clicadas pelo marido da Mi, Daniel Dias. O tempo estava tão bom que deu vontade de ficar naquela água pra sempre! Lugar encantador!!!

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Nós duas estávamos usando caudas da MS-Fins e eu estava estreando em grande estilo o meu top que combina com a minha cauda Lilás Profundo, lançamento da marca! Pois é, agora a Mi também oferece em sua loja tops e hot pants com a mesma estampa e material das caudas. É o look completo e ideal para ~sereiar~!!! Para conferir e comprar, clique aqui e vá para a seção Coleção no menu superior 😉

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Além de tirarmos fotos como nós mesmas, também tivemos a ideia de criar um encontro entre a Ariel (A Pequena Sereia) e a Madison (Splash), inspiradas por essas personagens de filmes dos anos 80 responsáveis por fazer muita gente da nossa geração gostar de sereias! Foi algo totalmente improvisado e sem grandes produções, mas com muito amor envolvido! Aproveitamos que a Mi tinha levado duas caudas, a Verde Atlântico e a Vermelho Red Sea, e nos jogamos!!!

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É claro que a Ariel iria ensinar a Madison a usar uma bruguzumba propriamente, né?! kkkkkkkk

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As fotos como Ariel e Madison aconteceram no Hotel Marina do Lago, na cidade de Santa Cruz da Conceição – outro lugar lindo que a gente recomenda! 

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E falando em Ariel e MS-Fins… Um dos maiores diferenciais da loja são as novidades que são lançadas eventualmente, seja de novos produtos ou novas cores. Ainda essa semana a Mirella irá lançar algo especial para fãs da Pequena Sereia, então fiquem de olho 😉

Finalizo o post com sentimento de gratidão ao universo por esse dia inesquecível <3 <3 <3





Camila Gomes