17
jan
Dream Swimmer por Kaleo Gradilone

Conheci o Kaleo Gradilone em 2015, quando escrevi um post sobre ele e seus ensaios conceituais da Pequena Sereia. Desde então, construímos uma amizade e tive a honra de me transformar em personagens criados por ele, todas sereias. E neste ano eu já comecei mergulhando toda colorida no mundo do artista.

Watery Goddess & Golden Fish

Watery Goddess & Golden Fish por Kaleo Gradilone (2016)

Para o nosso terceiro ensaio juntos, Kaleo optou por fazer algo diferente não só do que já havíamos feito antes (apesar de manter a temática), mas também diferente de tudo que estamos acostumados quando pensamos e ouvimos em sereias. Uma de suas inspirações foi Ran, uma deusa das criaturas aquáticas e do submundo na mitologia nórdica. Quem apresentou essa figura foi um cliente de Kaleo (foto do ensaio deles abaixo) e, lendo mais a respeito da deusa, Kaleo teve a ideia de criar uma sereia com feições humanas numa pegada mais sombria. O resultado foi um ser mágico com pele colorida e semblante obscuro, assim como vemos em seu esboço.

Esboço da Dream Swimmer

Esboço da Dream Swimmer

Fazendo jus a famosa citação “conhecemos mais do nosso espaço do que nossos oceanos”, o artista colocou a personagem dentro de um contexto onde ela é capaz de nadar em águas tão profundas que acaba se mesclando com diferentes universos, até o dos nossos sonhos. Por isso, foi intitulada como Dream Swimmer e também passa a concepção de uma sereia intergaláctica. Tendo uma infinidade de diferentes realidades e cosmos, no fim a interpretação pode ficar a critério da fantasia do espectador.

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Para compor a caracterização, Kaleo se inspirou em elementos grunge contrastando com o cabelo perfeitamente modelado. O lilás da pele conversa com o verde, criando uma contraposição interessante e harmoniosa. O olho é extremamente esfumado para criar profundidade com um cut de pálpebra luz, que serve para dar brilho no olhar junto ao esfumado rosa neon dramático com glitter – que apesar de ser uma cor teoricamente doce, na verdade aqui ela traz um ar lúgubre. A esclerótica dos olhos é amarelada para tirar o aspecto “humano”. A cor amarela foi escolhida pra contrastar com os tons de roxo da maquiagem.

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Além disso, usamos o batom Syrena nos lábios e os batons Mera e Ondine nas pintinhas do rosto e do corpo, todos da Linha Sereismo para TBlogs. Vende aqui!

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A produção toda levou em torno de 5 horas, mas a edição foi a parte mais difícil. Eu estava realmente usando uma cauda, mas para dar a impressão de eu estar flutuando, Kaleo tirou fotos de mim por partes e depois juntou tudo. Mesmo assim, ele conseguiu fazer tudo com maestria e o produto final ficou maravilhoso! Ambos ficamos orgulhosos e muito felizes! No dia ainda contamos com a ajuda e assistência da Babi Sparrow, a melhor cosplayer de SP! Confiram o trabalho dela em @babisparrow. E não deixem também de acompanhar o trabalho do Kaleo no Facebook e Instagram, que envolve muita arte, comprometimento, esforço e perfeccionismo! Apesar de ser especializado em maquiagens artísticas, ele também produz ensaios simples, basta entrar em contato e contratá-lo. É difícil encontrar um profissional que preze tanto pela originalidade, então temos que valorizar <3

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Camila Gomes





14
jan
Poluição no mar

Infelizmente, a poluição é uma das mais terríveis doenças do planeta. Os lixos que os humanos geram todos os dias afetam a terra e as águas. Em diversas cidades do Brasil, por exemplo, resíduos são despejados indevidamente sem tratamento nos rios. Detritos e até objetos como móveis e eletrodomésticos viajam pelos córregos e chegam no oceano. E como se não bastasse, nas praias, principalmente nesta época de férias de verão, muito lixo é deixado nas areias.

Canudo, o vilão da atualidade

Canudo, o vilão da atualidade

Latas de bebida, canudos, garrafas, tampinhas, embalagens de biscoito… Estes resíduos são os mais “esquecidos” no chão atualmente.

Por mais que exista coleta nas praias, a total responsabilidade é de quem os consome. Para quem gosta de curtir o mar durante o verão, mergulhar em águas limpas, ser surpreendido por peixinhos e tartarugas nadando e gaivotas voando, é preciso praticar o instinto de proteção ao meio ambiente e também difundir esta forma de respeito.

Sendo assim, a forma mais objetiva de respeitar a natureza é levando de volta o próprio lixo para ser descartado em lugares adequados, ou seja: na lixeira!

Tampinha com corais

Tampinha com corais

Tampinha de refrigerante com algas

Tampinha de refrigerante com algas

Aprendemos desde a infância que cada matéria tem o seu tempo de duração/decomposição. Quanto a latinha ou a tampinha, assim que é jogada no meio ambiente, ela some da nossa vista, mas não desaparece do planeta. Permanece ali por décadas ou até mesmos séculos.

Confira a tabela abaixo e veja o tempo de decomposição de cada resíduo:

  • Casca de frutas ___________ De 1 a 3 meses
  • Papel ___________ De 3 a 6 meses
  • Pano ___________ 6 meses a um ano
  • Chiclete ___________ 5 anos
  • Filtro de cigarro ___________ 5 a 10 anos
  • Tampa de garrafa ___________ 15 anos
  • Nylon ___________ Mais de 30 anos
  • Sacos plásticos ___________ 30 a 40 anos
  • Latas de conserva ___________ 100 anos
  • Latas de alumínio ___________ 200 a 500 anos
  • Plástico ___________ 450 anos
  • Fralda descartável ___________ 600 anos
  • Garrafas de vidro ___________ Tempo indeterminado
  • Pneu ___________ Tempo indeterminado
  • Garrafas de plástico (PET) ___________ Tempo indeterminado
  • Borracha ___________ Tempo indeterminado

É preciso estar atento a estes números. Imagine a bebida que foi consumida no máximo em 30 minutos e, em seguida, arremessada do barco de passeio diretamente na água? Ela continua viajando nas correntes por muitos e muitos anos…

Lata de bebida em início de decomposição, com algas fixadas no alumínio

Lata de bebida em início de decomposição, com algas fixadas no alumínio

Lacre de lata encontrado na praia. Este estilo de abridor pertenceu a uma lata de bebida dos anos 70.

Lacre de lata encontrado na praia. Este estilo de abridor pertenceu a uma lata de bebida dos anos 70.

Se pesquisarmos por animais marinhos e lixo no Google, imagens assustadoras aparecem. A maioria dos animais confundem os detritos com alimentos. Isso põe em risco a vida e o desenvolvimento dos seres, pois ao ingerir, se engasgam ou ficam doentes, uma vez que o organismo dos nossos amigos do mar não digerem os objetos.

Com objetos que não pertencem ao mar, algas que servem de alimento para muitos seres se fixam onde não deveriam, contribuindo para a extinção tanto das plantas quanto dos animais que os consomem.

Como Sereias e Tritões conscientes que somos, vamos proteger este maravilhoso reino aquático e difundir as informações para quem ainda não está atento para estes fatos tão graves e a importância de tamanho respeito. Afinal, quem ama cuida!

Nosso oceano está sufocando. Oito milhões de toneladas de plástico entram em nossos oceanos todo ano. Até 2050, haverá mais plástico do que peixes no mar. Isso é assustador, principalmente sabendo que plástico não se decompõe. Ele pode se desfazer em minúsculos pedaços, mas sempre estará lá. Milhares de animais morrem por causa do plástico. Aqui vão algumas dicas que pode fazer com que você ajude a evitar isso: 1. Reduza ou elimine seu uso do plástico. Não é necessário usar sacolas de plástico, por exemplo, já que hoje em dia existem outras opções sustentáveis. 2. Converse com os seus representantes locais, sugira que o uso do plástico seja banido. Para a mudança realmente acontecer, é preciso que haja mudanças nas leis. 3. Não use microesferas. Eles estão em algumas pastas de dente e em cosméticos para o rosto. São de plástico e não deveriam estar em sua pele ou boca. 4. Apoie organizações que combatem a poluição de plástico. Algumas delas são @surfrider @surfrideroahu @sustainablecoastlineshawaii Nesses perfis há dicas diárias da luta contra o plástico e com opções que sejam mais ecológicas. 5. Participe de mutirões de limpeza de rios e praias. 6. Reutilize e recicle tudo que seja possível. 7. Compartilhe essa ideia! Quanto mais pessoas saberem, mais conscientização teremos para pararmos de poluir nosso planeta. Texto: @latinosensation Foto: @projectmermaids

Uma publicação compartilhada por Blog SEREISMO.COM ‍♀️‍♂️ (@sereismo) em

Por Tati Bello










5
jan
Desmitificando o monofin e a cauda de sereia

Recentemente, muitos portais e até mesmo programas de TV estão publicando matérias que alertam os riscos do uso do monofin (o pé de pato unificado usado em caudas de sereia) e deixou muita gente preocupada (pra não dizer em pânico). Aqui no Sereismo nós sempre mencionamos que essa atividade deve ser supervisionada, mas é extremamente exagerado quando demonizam o uso do acessório, a ponto de quererem proibir a venda e uso. 

Minha monofin que veio junto com a minha cauda da Miami Beach Mermaids

Como as sereias povoam a mente das crianças, as reportagens focam o uso da cauda por parte do público infantil. Eles ressaltam que com os pés unidos e as pernas juntas, a criança fica impossibilitada de se movimentar e corre o risco de se afogar silenciosamente. Ainda é salientado que é necessário que um adulto esteja em um espaço de 1 braço de distância da criança no momento da atividade. O que, primeiramente, queremos levantar aqui é que a supervisão de um adulto deve ser imprescindível com ou sem o uso de monofin. A criança SEMPRE possui risco de se afogar e, mesmo que saiba nadar, ela nunca deve estar sozinha em uma piscina e, principalmente, em mar aberto, sem a supervisão de um adulto.

Foto por Seth Casteel.- Veja mais aqui

Foto por Seth Casteel.- Veja mais aqui

A segunda questão é desmitificar o uso do monofin. Falar sobre quando ele realmente deve ser usado e dar dicas de segurança é sempre bom e útil, e sim, é possível combinar segurança com diversão! monofin é um acessório que auxilia a desenvolver a ondulação do corpo, muito usado para treinar o nado borboleta e nado de costas, exercitando abdômen, glúteos e pernas. Para nós, entusiastas do Sereismo, os monofins que possuem barbatana desenhadinha são os favoritos. Para mergulhadores profissionais, o monofin reto possui uma maior superficie de contato com a água e resulta em um impulso maior.

monofin

É claro que uma criança não vai usar monofin para treinar profissionalmente, mas é importante ressaltar a funcionalidade do acessório para que não seja visto como só “mais um resultado perigoso de uma moda passageira”. O monofin existe e é vendido e usado livremente há anos! Vendo o acessório como um potencializador de performance no nado, acho que podemos retornar ao uso infantil falando da natação. A natação é um esporte que respeita nosso organismo e é indicada por todos os médicos, sem contraindicações, para todas as idades.

Foto: Divulgação (Ana Nogueira)

Foto: Divulgação (Ana Nogueira)

Muitos especialistas sugerem que a natação deva ser inserida em uma rotina infantil por proporcionar diversos benefícios. O recomendado é após os seis meses de idade, quando o ouvido do bebê já está mais desenvolvido para não entrar água. A natação melhora a respiração, pois faz com que a criança desenvolva as habilidades de respiração correta. O esporte também melhora circulação, as habilidades cognitivas e motoras, proporciona alongamento dos músculos e tonificação dos mesmos, combate o sedentarismo, proporciona autoconfiança e um sono melhor.

A natação infantil se divide em 4 fases:

  • 6 meses a 2 anos – A criança se acostuma com o meio líquido e aprende a mexer na água. Cria reflexo ao molhar o rosto.  
  • 3 a 4 anos – Fase em que a criança aprende a se deslocar de um ponto ao outro.
  • 5 a 6 anos – Estilos de nado (crawl, costas) e respiração lateral.
  • 7 a 12 anos – Aperfeiçoamento dos estilos.

O uso do monofin é permitido somente para crianças que já estão na última fase, pois além de mais velhas, elas já possuem o contato e habilidade de nadar desenvolvida. Assim como nadar no mar contém seus riscos até para os que sabem nadar – pois a criança pode ser arrastada pela correnteza ou não conseguir respirar em uma vinda contínua de ondas – utilizar o monofin requer uma prática em águas paradas, com delimitações e paciência.

Mirella Ferraz em seu workshop - Florianópolis, Dezembro 2017

Mirella Ferraz em seu workshop – Florianópolis, Dezembro 2017

O ideal é que a piscina seja rasa e dê pé para a criança levantar mesmo com o adulto supervisionando. Se possível, pode ser aquela parte da piscina em que a criança brinca sentada, pois estar com as pernas juntas não fará diferença uma vez que ela é capaz de sentar no ambiente. Assim, é possível iniciar a experiência primeiramente boiando de costas,  pois você começa a aprender a flutuar com o corpo unido. Com o domínio da flutuação, será possível aprender a bater a perna, iniciando os deslocamentos. Segurar na beira da piscina enquanto bate perna também é uma ótima dica para o início. O mergulho só deve ser praticado depois de muita prática, pois envolve, além da habilidade de nadar, a respiração embaixo d’água (leia aqui o nosso post sobre apneia).

Todas essas dicas são válidas, também, para adultos que querem se aventurar com o acessório e não sabem nadar propriamente. Respeitando os limites, estando sempre acompanhado e estar em águas paradas fica possível unir segurança à muita diversão, e quem sabe transformar o hobby em algo mais sério no futuro. Até onde sabemos, nunca houve acidente fatal envolvendo cauda de sereia e os representantes poderiam se preocupar com coisas mais prejudiciais ao invés de tornar uma simples brincadeira em algo sensacionalista.

Por Camila Piccini