9
jun
A lua e o mar…

Todo mundo que foi criança nos anos 90 sabe pelo menos uma música da dupla Sandy e Júnior. Entre as mais famosas, o grande sucesso da virada do milênio foi A Lenda. A música foi um sucesso (e ainda é até hoje), ganhou prêmios de Melhor Videoclipe e ainda ficou no topo das paradas. Ela narra a história de amor entre a Lua e o Mar:

Bem lá no céu uma lua existe

Vivendo só no seu mundo triste

O seu olhar sobre a Terra lançou

E veio procurando por amor

Então o mar frio e sem carinho

Também cansou de ficar sozinho

Sentiu na pele aquele brilho tocar

E pela lua foi se apaixonar

Mas qual a relação entre a Lua e o Mar? A música não é a primeira história de amor sobre os dois. Existem algumas histórias envolvendo a lua, o mar e até mesmo sereias. Uma delas é uma lenda indígena que narra o surgimento do firmamento, oriundo do amor entre a Lua e o Mar.

“Contam os antigos que há muitos e muitos anos atrás, mais ou menos pela época do surgimento do universo, ainda naquele tempo de transformações e criação, existiam dois índios completamente apaixonados um pelo outro: o Mar e a Lua. Mar e Lua tinham um amor tão intenso que era reconhecido nos quatro cantos do universo, por onde os homens andavam ouvia-se falar no amor de Mar e Lua.

Certa vez, o Mar, embriagado de amor por Lua, desafiou Tupã ao proferir que Lua, sua amada, gostava muito mais dele do que do próprio Tupã. Deus, ao saber das bravatas de Mar, resolveu lhe dar uma lição transformando-se num moço de infinita beleza denominado Sol, vindo a terra provocar o Mar em seu amor por Lua.

O Sol chegou vestido de luz e ao se aproximar de Lua, foi vítima do seu próprio veneno: ao se defrontar com a Índia apaixonou-se loucamente por ela, que possuía uma rara beleza. Desta forma, Tupã começou a deixar várias vezes o céu e descer à terra vestido de sol para cortejar Lua, que também sentiu-se atraída pelo jovem Sol, que transmitia uma luz tão intensa que iluminava e aquecia o seu coração.

Com o passar do tempo, o triângulo amoroso vivido pela Lua, Sol e Mar ficou incontrolável. As amigas de lua começaram a assuntar sobre quem era o formoso rapaz que cortejava Lua vestido de luz e qual a reação de Mar pela presença de tão garboso oponente.

Lua, ao pressentir o perigo, começou a ignorar Sol, sem saber que ele era o próprio Deus Tupã. Quanto mais a Lua ignorava o Sol, mais ele se apaixonava por ela.

Até que um dia, Tupã insatisfeito com o amor de Lua por Sol pensou: “Como pode ela amar tanto um simples mortal e desprezar eu, o mais belo dos homens, o reflexo humano de um Deus?”. Contrariado ele usou de seu poder para induzir as amigas de Lua a contarem ao Mar o que estava se sucedendo. O desgosto foi tão grande que o mesmo resolveu enfrentar o forasteiro e sua amada frente a frente. Naquele instante entre a criação e o firmamento estava frente a frente Sol, Lua e Mar. Lua declarou seu amor a Mar na frente de Sol.

Ao ver nos olhos da amada o desprezo, o Sol enfurecido usou mais uma vez, o seu poder transformando sua rainha amada em um dos mais belos astros do sistema solar, entretanto a bela necessitaria eternamente da luz do sol para brilhar e se aquecer. Para que Lua não ficasse sozinha Tupã transformou todas as suas amigas em estrelas.

Desta forma o Sol (Deus Tupã), a Lua (Sua Amada) e as Estrelas (Amigas da Lua) subiram aos céus, deixando Mar para traz. Sobre a terra, ficou o mais triste dos homens, que acabava de perder o seu amor para o próprio Deus Tupã. Em um relance de pensamento o mesmo lembrou de suas palavras desafiando o Deus em outrora, o mesmo arrependeu-se de ter posto o amor de Lua em desafio.

Por dias, semanas, meses e talvez anos, Mar gritou aos céus a volta do seu amor presa ao firmamento, mas era tarde, a Lua tinha partido para nunca mais voltar. Em uma última tentativa de lucidez, o Mar pediu a Tupã que o perdoasse e devolvesse sua amada aos seus braços ou o tirasse daquela situação, daquela forma humana e chorou, chorou como ninguém jamais havia chorado na face da terra, se transformando em um mar de água salgada. Tupã ao ver a súplica o transformou no próprio pranto, dando origem aos oceanos.

Foi assim que entre o crepúsculo e o amanhecer, para todo o sempre estava criado os astros do céu, o Sol (o próprio Deus Tupã) com todo o seu esplendor, vestido de luz. Apaixonado pela Lua presa ao firmamento. A Lua com seu coração frio e vazio, presa ao firmamento por Tupã, longe do seu amor o Mar, só permitiu ser cortejada pelo Sol (seu dominador) de épocas em épocas, nós eclipses sololunar.

A Lua passou a ser reflexo da solidão. Entretanto todos sob a face da terra sabem que a Lua continua a atrair o Mar (chamá-lo), durante a ausência do sol. Certas noites a lua chega a provocar catástrofes na terra de tanto chamar o Mar para próximo de sí. Já o mar se transformou em um infinito de água salgada, oriunda do pranto da desilusão de seu amor desfeito por Tupã.

Dizem que os apaixonados em noite de lua cheia conseguem ver a Lua descer e tocar o mar (seu amado) que se enche todo por alguns instantes, sendo interrompida com a volta do Sol pela manhã. Foi assim que desde os tempos ancestrais, antes da existência do próprio firmamento, que o Sol (Deus Tupã) apaixonou-se pela jovem Lua. E mesmo vestido como o mais poderoso dos astros, cheio de luz e calor, não teve seu amor correspondido. Essa é a história do surgimento do firmamento, a história do Sol, da Lua e do Mar.”

Texto: Cássio Marques

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Existe uma diversidade de mitologias indígenas narrando a origem do firmamento. Na mitologia Tupi-guarani, Tupã é o deus dos trovões e cria Jaci (Lua), rainha da noite, para embelezar a escuridão. Tupã acaba sucumbindo aos encantos da própria criação e toma Jaci como sua esposa. Nesta lenda, Jaci é irmã da nossa conhecida sereia Iara. Nesta versão, Iara, além de sereia, é também a deusa protetora das águas, que vive nas profundezas dos lagos.

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Há versões nas quais Jaci é irmã e amante de Guaraci (Sol) e os dois se encontravam na alvorada com a ajuda de Rudá, o deus do amor. Em uma das versões que contam essa relação, Guaraci era um belo guerreiro com a pele dourada e olhos de fogo, enquanto Jaci era uma jovem tímida. Quando declaravam seu amor, Guaraci queimava de tanta paixão, colocando a Terra em perigo enquanto Jaci chorava de felicidade, causando inundações. O amor deles era perigoso, então decidiram que não mais se encontrariam. Jaci ficou inconsolável e chorou o Rio Amazonas.

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O envolvimento da Lua com mais uma entidade aquática também está na lenda de Vitória Régia. A jovem índia Naiá era devota de Jaci, e cresceu ouvindo histórias de como a Lua descia vinha buscar as mais belas jovens e a levava com ela para fazer companhia no céu. Naiá aguardava o dia em que seu Jaci a viria buscar e adormeceu na beira de um rio. Ao acordar, viu o reflexo da Lua no rio e acreditou que ela havia vindo se banhar no rio, permitindo que Naiá a tocasse. Naiá mergulhou nas águas fundas e acabou se afogando. Jaci reconheceu os esforços da jovens e decidiu transformá-la em uma estrela incomum: uma Vitória Régia, pois seu destino não estava nos céus, mas sim nas águas. Em noites de lua cheia, Naiá abre suas flores brancas para banhar-se com a luz de Jaci.

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Essa lenda indígena também está inclusa em no projeto Folclore BR, que busca recontar alguns folclores brasileiros provando que possuímos lendas muito ricas. O artista Anderson Awvas ilustrou essas figuras nacionais com filmes da Disney. E se a nossa Iara teve como base a história da Pequena Sereia, Vitória Régia teve como inspiração Moana. A história também ganha uma pequena mudança e Jaci revive a jovem Naia com a missão de descobrir quem foi a criatura que a ludibriou, levando ao seu afogamento. Para isso, ela contará com a ajuda de Jurubeba, uma fêmea de Mico-Leão-Dourado.

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Toda essas história da influência da lua nas águas tem um fundo de verdade. Muito se deve pelo comportamento das águas em época de lua cheia e existe uma explicação científica para isso. O fenômeno das marés é causado pela alteração da lua e do sol no nível das águas. Assim como a Terra atrai a Lua para realizar os seus movimentos, a Lua também atrai a Terra. Isso ocorre através da força gravitacional, que tem pouca influência nos continentes, mas tem muita influência sobre os oceanos, devido a fluidez das águas. Basicamente a Lua puxa as marés para si, causando protuberância nos oceanos. Por isso todas essas lendas giram em torno da lua “chamar” o mar.

O Sol, embora de menor influência, também ajuda ajuda nesse fenômeno. Desta maneira, quando a lua, a Terra e o sol estão alinhados, as marés ficam cheias. E quando a lua e o sol estão em 90 graus (lua crescente e minguante), as marés ficam baixas.

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No filme As Sereias (2003), o fenômeno das marés é mencionado e, nas noites de maré baixa, as irmãs se transformam mesmo que elas não se molhem. Outra obra televisiva envolvendo sereias que mostra a influência da lua é a mais famosa série de sereias: H2O Meninas Sereias. Os poderes de sereias foram adquiridos por Cleo, Drica e Nanda na piscina da lua das Ilhas Mako, em uma noite de lua cheia. O mesmo fenômeno ocorre na série spin-off, Mako Mermaids. Em ambas as séries, qualquer pessoa que esteja na piscina da lua no momento em que a lua cheia passa por cima, será transformado em sereia/tritão, pois é o momento em que a magia da piscina exerce poderes.

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Outros fenômenos astronômicos são mencionados na série:

  • Alinhamento planetário especial: Um raro alinhamento planetário, no qual a lua aumenta os poderes sereianos;
  • A Lua de 50 anos: A cada 50 anos ocorre um outro alinhamento planetário e, caso a sereia/tritão esteja na piscina da lua, ela perderá todos os poderes de sereia;
  • Eclipse Lunar: A sereia/tritão que estiver na piscina perde os poderes por 12h.

As sereias também são afetadas em noites de lua cheia se observarem a lua no céu. Nanda se transformou em uma sereia “selvagem”, Cleo adquiriu poderes de canto e Drica perdeu o controle do seu poder, sobrecarregando o calor ao seu redor. Além de ficarem mais sedutoras, normalmente elas também não lembram de nada, como se estivessem enfeitiçadas pelo poder da lua.

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Como amante da noite e da lua (e de Sandy e Junior), não posso deixar de adorar toda essa interação com o mar.

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Por Camila Piccini










31
maio
Resort baiano recebe Mirella Ferraz para aulas de como ser sereia
em: Viagem

Procurando um destino com programação especial para julho? Então se liga nessa! O Costa Brasilis All Inclusive Resort & SPA, localizado em Santa Cruz Cabrália, na Bahia, receberá a sereia profissional Mirella Ferraz durante as férias de julho para ministrar o Workshop Trainee Sereias & Tritões.

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O curso abordará, na parte teórica, histórias e lendas sobre esses seres mitológicos, além de noções importantes sobre o meio ambiente e como se tornar um “embaixador do oceano”. Mirella também ensinará as diferenças entre as diferentes caudas e monofins usadas por sereias e tritões profissionais. Já na parte prática, os alunos poderão aprender técnicas de mergulho com cauda, que envolvem acrobacias e expressão corporal.

Cada participante ainda levará para casa um certificado e uma apostila contendo informações das aulas teóricas. O curso é aberto para crianças a partir de 7 anos e adultos. Apenas hóspedes do resort podem participar.

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“Somos um resort a beira mar, o chamado pé na areia, e achamos que seria curioso e muito interessante o workshop de sereia como diversão para toda a família.” – Márcia Bitencourt, diretora comercial do Grupo Samadhi Hotels.

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As aulas de Mirella na Bahia acontecerão dos dias 13 a 28 de julho e a sereia ainda pretende levar o curso para outros locais do Brasil! *-*





Camila Gomes





29
maio
O filme As Sereias
em: Cultura

Depois do post da sereia de cada signo, nós vimos muitas sereias leitoras perguntando quem eram as representantes de Libra, Escorpião e Peixes, então eu resolvi fazer uma resenha do filme As Sereias, de 2003, que é, particularmente, um dos meus filmes favoritos sobre sereias.

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No post dos signos falamos sobre as distintas personalidades das que protagonizaram a clássica cena das sereias na pedra. Essa cena, inclusive, é suficiente para reforçar o que foi mencionado na análise dos signos.

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Uma breve sinopse para quem quiser saber sobre o que se trata o filme sem spoilers:

Diana nunca viveu fora da água e descobre que seu pai foi assassinado por um pescador. Ela sai do mar para buscar a ajuda de suas irmãs Vênus e Juno para se vingar. Vênus costumava vir à terra só para se divertir, mas arranjou um emprego fixo na terra como “dançarina aquática” em um bar. Seu trabalho consiste em se vestir de sereia e nadar para os frequentadores. Ela é frequentemente destratada pelo chefe e por sua mulher. Seu emprego intriga suas irmãs, que a consideravam a queridinha do papai, que nunca precisou trabalhar. Juno, por outro lado, vive há três anos em terra. Ela trabalha em um aquário e é apaixonada pelo policial Randy, que namora Cinthia. Randy e sua namorada possuem interesses bem contrastantes. Quando Diana informa as irmãs da morte de seu pai, elas decidem investigar sobre o pescador, pois a ideia de justiça das três é diferente. As irmãs decidem invadir o depósito do pescador, que pratica pesca ilegal. Juno vê a saída alinhada com a justiça, o que não agrada suas irmãs. Nesta invasão, as três irmãs deixaram rastros que faz com que o pescador investigue sobre sereias e descubra um segredo: as sereias são obrigadas a conceder um desejo, se lhes for solicitado. O filme segue com Diana, Vênus e Juno tentando conciliar sua visão de justiça enquanto lidam com problemas paralelos. Diana tenta se adaptar, Vênus a lidar com seu emprego e Juno com seu amor não correspondido.”

A partir daqui, teremos spoilers.

Apesar de ser um filme levinho, eu gosto muito porque ele traz uma questão nova em filmes de sereia: o luto e como três pessoas completamente diferentes podem lidar com ele. O filme também traz um plot twist surpreendente, que é a sereia Beth. Beth parecia ser uma mulher amarga e ciumenta, mas se revelou uma linda sereia, que foi escravizada e perdeu sua identidade. Ela me surpreende novamente por preferir a vida humana – que ela aparentemente detestava. Sempre vejo essa parte como uma grande lição do filme; às vezes estamos fazendo coisas legais ao lado de pessoas ruins, e isso faz parecer que aquilo que a gente gosta não vale tanto a pena. Não deixa de ser uma relação de abuso tratada superficialmente, mas a mensagem de superação é bem clara e ainda resulta na sociedade entre Vênus e Beth, preservando as formas que as faziam felizes: sereia e humana, respectivamente. Ou seja, o filme já era Girl Power em 2003.

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O longa também possui núcleos de antagonistas diferentes para cada sereia, e o assassino do Tritão, que é o vilão em comum.

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Para Diana, todos os humanos não prestam e a adaptação à vida humana se demonstra o maior problema. Usar as pernas, andar de salto e não iniciar uma briga. Estar ao lado de humanos é estar constantemente suscetível a se tornar uma possível escrava de algum desejo absurdo. Diana tem super força – que não hesita em usar em quem a irritar – grito supersônico – que usa para se livrar da cadeia – e seu objeto mágico é uma tiara que vira tridente. Diana também é responsável pela liberdade da irmã e, mesmo sem saber, pela liberdade de Beth. Outro ponto que eu acho riquíssimo da personagem é como ela é “forte” o tempo todo, mas chega um momento que desaba. Ela também destoa de todas as sereias já produzidas. Não é uma sereia que quer afogar tripulantes e nem chega perto de se apaixonar.

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Juno é o oposto de Diana e parece trazer a famosa história de amor entre um humano e uma sereia. Inclusive, ela salvando Randy tem o mesmo enquadramento da Ariel salvando o Eric, mas somos surpreendidos por eles não terminarem juntos. Eu gosto muito da história fugir do óbvio, mas fica um sentimento de continuação para eles ficarem juntos. Juno pode falar com os animais, também tem grito supersônico e o seu objeto é um espelho mágico. O antagonismo (não declarado), é a relação bem sucedida de Randy e Cintia. O fato de Cíntia não compreender Randy é ainda mais um ponto que parece frustrar Juno.

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Por fim, a Vênus, caracterizada como a sereia que tem poderes sobre os homens, tem como objeto mágico uma tiara de pérolas. Ela é a irmã do meio e, aparentemente, a mais mimada das três. O antagonismo individual de Vênus é a sua privação de liberdade. Mallick, o dono do bar, e sua esposa, humilham Vênus constantemente e não sabemos o porquê ela aceita essa condição, até descobrir que o seu objeto mágico havia sido roubado, e isso que dava plenos poderes sobre ela. A magia também envolvia ela não poder contar com duas irmãs, o que acabamos descobrindo mais tarde. É que Beth, a esposa de Mallick, também havia sido aprisionada. Acho que Vênus é a responsável por um dos momento mais bonitos do filme, que é a conversa com a Beth.

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O vilão é do tipo indefensável. Pratica pesca ilegal, não sente remorso ao descobrir que matou o pai das sereias e, ao descobrir a identidade das meninas, tenta conseguir benefícios com os desejos e se aproveitar da situação. É desbancado por um plano de Juno, que tem a ideia de secar o pai e indicia-lo por homicídio.

Tem algumas coisas no filme que são diferentes dos habituais. Por exemplo:

  • Não basta elas se molharem, elas precisam estar encharcadas ou submersas para se transformarem;
  • Quando a maré está baixa, elas viram sereias independente do local, gerando situações inusitadas;
  • Mesmo morto, as sereias passam por essas transformações., que é o caso do pai das sereias;
  • É possível desistir da vida de sereia e envelhecer como humanos, mas é preciso amar de verdade;

Algumas fotos dos bastidores:

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Para a nossa sorte, é possível assistir ao filme completo dublado no YouTube:

Por Camila Piccini