19
abr
A lenda de Ipupiara

Hoje é o Dia do Índio, primeiros habitantes da nossa terra e responsáveis por enriquecer nosso riquíssimo Folclore. A lenda local mais famosa é da nossa sereia Iara. Já falamos da Iara nesse post aqui e re-contamos uma releitura super atual que faz parte de um projeto com várias lendas antigas. Mas a Iara não é a única “sereia” da nossa cultura indígena. Além dela, temos o Uiara, conhecido pela lenda do boto cor-de-rosa (que eu prometo falar mais em breve) e o Ipupiara ou Hipupiara, considerado a origem da Iara.

Para quem não sabe, eu nasci em São Vicente, cidade vizinha de Santos e também a primeira vila do Brasil. Sempre gostei muito do Folclore brasileiro e, quando era criança, minha madrinha costumava me levar para andar de patinete no parque do Ipupiara. Eu era apaixonada pela lenda: chegava na praça, lia novamente a lenda, jogava moedas na fonte e fazia pedidos.

Ipupiara na interpretação do artista Mello Witkowski Pinto, Jardim Botânico Plantarum (Nova Odessa-SP)

Ipupiara na interpretação do artista Mello Witkowski Pinto, Jardim Botânico Plantarum (Nova Odessa-SP)

Assim como toda lenda, o mito tem várias versões. Mas eu conheci assim:

“No ano de 1564, a jovem índia, subordinada de Baltasar Ferreira, Irecê, estava apaixonada por um índio chamado Andirá e ambos se encontravam à noite às escondidas, na praia de São Vicente. Um dia Irecê foi à praia esperar pela canoa de Andirá, que costumava vir de Santos. O encontro não aconteceu: Irecê achou a canoa vazia e Andirá havia sumido. Ao lado do barco surgiu o gigante marinho Ipupiara. Irecê saiu correndo em busca de ajuda e foi acordar o capitão Baltasar.

Baltasar levantou-se rapidamente, pegando em uma espada que tinha próximo da cama. Vestindo apenas a roupa com a qual dormia, saiu porta afora, certo de que talvez fosse apenas alguma onça ou outro animal da terra, certo de que a índia tinha se equivocado.

Olhando para o lugar que a índia lhe apontava, viu pouco nítido o vulto do monstro ao longo da praia, mas sem ter certeza do que realmente era, pois estava muito escuro. O animal que avistava era muito diferente dos que conhecia. Aproximando-se para vê-lo melhor acabou sendo visto pelo monstro que levantou a cabeça e, assim que o viu, começou a caminhar em direção ao mar do qual viera. Foi quando Baltasar percebeu que era um animal marinho.
Antes que o monstro conseguisse voltar ao mar, Baltasar colocou-se diante dele. O monstro vendo que ele bloqueava seu caminho levantou-se, ficando de pé como um homem, apoiado nas barbatanas de seu rabo. Baltasar acerta-lhe com a espada na barriga e desvia-se rapidamente, escapando de ficar por debaixo do monstro, que caía no lugar onde encontrava-se o rapaz. Escapou de ser esmagado, mas não do grande jorro de sangue que saiu da ferida e acertou-lhe no rosto, quase cegando-o. O monstro, ferido e gritando, arrastou-se com a boca aberta, pronto a cravar unhas e dentes em seu atacante. Baltasar dá-lhe outro golpe profundo na cabeça, ficando o monstro já muito débil. Tenta novamente chegar ao mar. É então que aparecem alguns escravos alarmados pelos gritos da índia, que estava a ver tudo. Aproximando-se do monstro o encontraram já quase morto, levando-o à povoação onde, no dia seguinte, ficou exposto aos olhos de toda a gente da terra. Baltasar mostrou-se um bravo homem neste combate – era considerado por todos da terra como um rapaz muito esforçado. Saiu muito perturbado e desorientado desta batalha, sem alento com a visão deste animal medonho. Quando o pai perguntou-lhe o que aconteceu, não soube responder. Ficou assustado, sem falar coisa alguma por muito tempo.”

Adaptação livre do original “Do monstro marinho que se matou na Capitania de Sam Vicente, anno 1564”, do livro História da Província de Santa Cruz, de Pero de Magalhães Gândavo (1575).

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Ipupiara sendo morto por Baltasar Ferreira, em ilustração do livro História da Província de Santa Cruz, de Pero de Magalhães Gândavo.

O Ipupiara, do Tupi, significa demônio d’água. Diz-se que o monstro marinho tinha três metros de altura e matava as pessoas abraçando-as até sufocar. Como toda lenda tem um fundo de verdade, os historiadores e biólogos locais acreditam que o Ipupiara seja, na verdade, um leão marinho vindo da patagônia que se perdeu pelo litoral paulista. 

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Acredita-se que no século XIX houve uma romantização da lenda, misturando com histórias de origens europeias como as nixes, loreleis e as Janas, resultando na nossa Iara.

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O local que teria acontecido toda essa história seria na Praça 22 de janeiro (onde eu andava de patinete) ao lado da Biquinha. Em 1999 foi erguido uma estátua com uma fonte (onde eu fazia pedidos) e carpas. Apesar de ter ficado muito tempo abandonado, houve uma campanha chamada “Salve o Ipupiara” que buscava a revitalização do ponto turístico. 

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Estátua do Ipupiara na Praça 22 de janeiro.

Por Camila Piccini










18
abr
Cabelo Holográfico, a nova tendência de Mermaid Hair
em: Beleza, Moda

Sendo culpa da tendência do Sereismo ou não, a cor holográfica é basicamente a cor de 2017. Começou em bolsas, roupas, passou pelas unhas e agora está até nos cabelos!

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Hairstylists do salão de beleza Ross Michael, de Washington, estão sendo reconhecidos como os primeiros a utilizarem essa técnica, que consiste em misturar tons de loiro com cores pasteis de lavanda, rosa e azul claros. O resultado é um efeito metálico holográfico tão desejado – e tão sereia!

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Acho lindo demais, mas deve dar um trabaaaalho pra manter! E vocês? Se renderiam aos cabelos holográficos ou deixariam esse efeito só nos acessórios mesmo?

Fonte: Bored Panda





Camila Gomes





16
abr
Resumo da novela A Força do Querer – de 10 a 15 de abril

Estão acompanhando A Força do Querer? A novela global das 21h tem uma personagem apaixonada por sereias como uma de suas protagonistas, e é por isso que nós aqui do Sereismo estamos sempre ligados. A Ritinha atualmente está dividindo opiniões, tem quem ame e tem quem não esteja totalmente satisfeito. Queremos saber o que vocês acham! E pra quem não consegue assistir aos capítulos, vem aproveitar o finzinho de Páscoa comendo chocolate e lendo o nosso resumo cheio de bom humor da segunda semana do folhetim!

A semana começou como um balde, ou melhor, um aquário de água fria na cabeça do MeuCrush! Ele não gostou nadinha de ver a Ariel Valverde expondo a sua figura sereística no Aquário. Tirou a moça de lá com cauda e tudo usando uma rede e a levou de volta pra LittlePará. Foi um bafafá! Um acusou o outro de ser o culpado e dono de todos os erros.

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Além disso, todo mundo ficou esperando mais participação da Francineide, a outra sereia, mas ficamos a ver navios ao invés de sereias.

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Enquanto isso, no Rio de Janeiro, Fiuk ficou todo feliz ao saber que ia ter que ir pra LittlePará. Era a chance dele, finalmente, de conseguir a atenção da nossa Sereia.

Voltando para LittlePará… MeuCrush tava sem paciência pra Ariel e, como ela não é mais problema dele, deixou ela na rua e foi chamar a Zezé Polessa. É aquele ditado: “Quem pariu a Sereia, que a embale!”. Ariel deu uma fugidinha, porque sabia que o caldo ia ferver. E esse caldo era de Sereia com L mesmo. Mas não adiantou se esconder, a Zezé foi mais ágil e deu uns pequenos sopapos na nossa sereiazinha.

Terça-feira os sopapos continuaram. E o pior… Zezé Polessa deu essa coça na Ariel na frente da vila toda. MeuCrush viu e fez a egípcia.

Zezé Polessa deu um sermão na Ariel que olha… deixaria até o filho mais arteiro com vergonha! A amiga da Ariel Valverde, Marilda, levou a cauda até ela. Isso enfureceu ainda mais a Zezé Polessa, que ficou chocada com a filha ter largado tudo pra usar um rabo de peixe. Arielzinha mostrou que Sereia não é bagunça e disse que Sereia tem cauda, não rabo! ZezePolessa deu umas “caudadas” na Ariel Valverde e colocou ela de castigo.

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Janette fura-olho chegou perto do MeuCrush e começou a falar mal da Ariel Valverde.

No Rio de Janeiro, a Linda Linzmeyer ficou bem brava que o Fiuk ia pro LittlePará de novo.

Apesar de estar de castigo, Zezé mandou Arielzinha ir comprar umas coisinhas na rua. Ela aproveitou pra dar uma passeada na vila e foi alvo das fofoqueiras de plantão. Ariel contou pra tia da venda que amou ser Sereia e nadar com os peixes. Nessa hora, MeuCrush chegou. Ele zombou dela e ela se irritou. MeuCrush não admite, mas ele é muito afim da Sereia Valverde. Por falar nela, a Ariel Valverde resolveu fazer um exame de gravidez do nada e PÁ… Descobriu que estava grávida! Obviamente que o capítulo congelou nessa horinha!

Na quarta feira, Ariel Valverde descobriu que virou praticamente um aquário, pois agora tem um peixinho nadando dentro dela. A amiga Marilda perguntou quem seria o pai e a Sereiazinha disse que só podia ser do MeuCrush. Falando nele, ele teve um pesadelo com o índio lá do começo da novela e ficou bolado.

A mãe da Ariel Valverde chamou ela pra ir na procissão. Como ela sabe que tá devendo pro santo, a menina aceitou e fez até uma simpatia. MeuCrush tava ajudando um homem a pagar promessa e cruzou com a Sereiazinha no meio da procissão. Ele deu uma patada nela e ela não deu muita bola! A Marilda amiga da Sereia disse que ela tem que contar pro MeuCrush que tá prenha. Além disso, insinuou que ele vai dar uns pegas na Janete. A Ariel Valverde chamou o MeuCrush de canto e a cena congelou, afinal quarta a novela é mais curta por causa do futebol!

Se alguém achava que a conversa entre eles ia ser boa, se enganou. MeuCrush e Ariel Valverde trocaram mil farpas e não chegaram à conclusão nenhuma. Ariel aproveitou a procissão e pediu pra Nazinha (jeito íntimo que ela chama a Santa) pra atender a seu pedido. Como nessa novela numa hora tá todo mundo bravo e na outra já tá tudo bem, Zezé Polessa resolveu ser fofa e contar pra Ariel como foi que ela nasceu. Apareceram cenas em flashback de Zezé parindo dentro de uma canoa no meio de uma tempestade. Do nada, vemos que Tonico Pereira também está contando a mesma história pro seu filho Zeca, que concluí que a Mãe D’água protege Ariel Valverde desde o nascimento. Agora, porquê o Tonico tava contando isso pro Zeca, jamais saberemos.

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No Rio de Janeiro Fiuk, que ficou sabendo na terça-feira que ia pro LittlePará, ainda tava feliz porque ia, mas não tinha ido ainda. Por falar em Fiuk, a Ariel chegou à conclusão de que foi ele que atrapalhou a relação dela com o MeuCrush.

Voltando pro núcleo de LittlePará, a Sereia correu enlouquecida atras do MeuCrush e implorou pra ele acreditar nela e levá-la pro Rio de Janeiro (mas essa mulher não desiste, meu Deus amado do céu!).

Já na sexta-feira, a Nazinha atendeu o pedido da Ariel e ela voltou com o MeuCrush, o que, obviamente, deixou o Tonico Pereira bem irritado. Mas como nem tudo são flores na vida da Ariel Valverde, a Zezé Polessa não deixou ela ir pro Rio de Janeiro com o MeuCrush sem antes casar. Marilda disse que já que, ela voltou com o MeuCrush, ela tinha que contar pra ele que está transformando o seu útero em um aquário. Arielzinha disse que ia dar um jeito. Tônico Pereira tentou convencer o MeuCrush a viajar sem a Ariel Valverde. MeuCrush pensou e decidiu dar uma chance pra Ariel e quis apressar as coisas do casamento. SIM, meu amigos, CA-SA-MEN-TO.

O Tonico Pereira tava engajado no capítulo de sexta em fazer o MeuCrush não ficar com a Sereia e disse pra ele tomar cuidado com ela. Se o Tonico tava afim de embarreirar o romance do MeuCrush com a Ariel, o MeuCrush tava engajado a não dar a menor atenção para as coisas que o pai dizia. Tanto que ele foi atras da Sereia Valverde e disse pra ela que marcou o casamento deles. A Sereiazinha ficou toda felizinha, pois não é boba nem nada.

Sabendo que tudo nessa novela é mais rápido que o The Flash, a Ariel Valverde já disse pro MeuCrush que quer ter um filho dele (inclusive já está na barriga, mas ela omitiu esse pequeeeeno detalhe!). A tia do MeuCrush convenceu o Tonico Pereira a ir no casamento do filho (mas gente… boca livre!!! #TodasVai).

No Rio de Janeiro, Linda experimentou o vestido de noiva do seu casório com o Fiuk. Em LittlePará, a Arielzinha se aprontou pra ir pra igreja casar, já que ela não é de perder tempo!

No sábado a Ariel Valverde disse pra amiga dela que queria casar com a cauda. E usou a imaginação pra se imaginar como Sereia no rio (ela estava linda, e até então não tínhamos visto essa paixão toda por ser Sereia).

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No Rio de Janeiro, Fiuk disse pro filho do Stepan Nercesian que vai até LittlePará pra pegar a Ariel.

Enquanto isso, em LittlePará, todos esperavam a Ariel Valverde noiva chegar na igreja. Tonico Pereira tava conformado com o casório.

Ariel Valverde foi de Fiat Uno pra igreja, mas quis dar uma passadinha num outro lugar. Que lugar? O rio! Saiu correndo que nem uma doida, descalça, com o vestido de noiva pelo mato. Ela foi deixar uma Flor pros botos. O take foi bonito, mas completamente desencontrado.

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Ariel Valverde chegou na igreja e chamaram o Tonico Pereira pra acompanhá-la. Ele disse que não é pai dela. Zezé Polessa disse que o pai da Ariel era o boto (pra quem não conhece a lenda do boto, em breve vamos contar aqui no blog!). MeuCrush disse que já sabia. Tonico logo se ligou que a profecia do índio podia ter algo a ver com Arielzinha. Zezé Polessa teve uma lembrança do dia que o Boto conquistou ela. Em cena de flashback, eles foram pra beira do rio, aí já sabe… (Uma curiosidade: o Boto é o João Sabiá, que era do Fama!)

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Ariel Valverde entrou na igreja (com a música ORIGINAL que o Roberto Carlos fez pra novela!) e MeuCrush disse que ela tava linda. Se casaram!

Fiuk chegou de barco na hora da festa e mandou um bilhete pra Ariel Valverde. MeuCrush quase pegou, mas ela e a amiga disfarçaram. Ariel decidiu encontrar com ele. As fofoqueiras viram e foram contar pro MeuCrush. Ele foi atras dela.

Ariel Valverde chegou na beira do Rio pra ver o Fiuk. Ele a xavecou disse pra ela subir no barco, pediu um beijo. Ela negou, estava lá só pra provoca-lo. MeuCrush chegou e gritou por ela. Ela se assustou e, ao invés de fugir, entrou no barco do Fiuk. Nessa hora compartilhamos da raiva do MeuCrush. Ele viu, correu até o rio e gritou desesperado por ela. Então ele simplesmente pegou um rifle, mirou e atirou! Congelou-se a cena. Semana que vem promete!

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Por Raffah Beletti

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