15
set
Blackfish
em: Cultura

“Blackfish” é um documentário de 2013 dirigido por Gabriela Cowperthwaite e foca na história da orca Tilikum e na controvérsia sobre a vida desses animais em cativeiros dos parques da franquia Sea World.

Como nosso blog celebra os encantos do mar, acho que é muito justo falar sobre esse filme por aqui e alertar a todos sobre esses lugares que, supostamente, deveriam respeitar os animais e não o contrário.

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Muitos leitores aqui do Sereismo já devem ter ido ao Sea World de algum lugar do mundo. Para quem gosta de tudo que envolve o oceano, uma visita ao parque é um programa tentador. Eu mesma já fui quando criança e até depois de adulta, quando nadei com um golfinho e achei a experiência uma das mais incríveis da minha vida.

Entretanto, depois de assistir a “Blackfish”, fico com vergonha de assumir esse tipo de coisa. Mas também, é fácil se deixar enganar, afinal todos os funcionários são treinados para te fazer acreditar que os animais são bem tratados, que vivem por mais tempo quando estão lá do que em auto mar. Sem esquecer também daquele velho conto de que eles chegam lá machucados e ficam novinhos em folha, como se estivessem em um impecável spa.

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Infelizmente, o buraco é bem mais embaixo. No documentário nós ficamos sabendo, de forma dolorosa (mas não tanto quanto a prisão que as orcas são submetidas), como elas realmente são capturadas e a situação precária em que vivem.

Tudo começa com a morte da treinadora Dawn Brancheau, que trabalhava no parque de Orlando, na Florida, em 2010. Lembro na época que a maioria das pessoas percebeu que a tragédia estava ligada a rebeldia da orca, causada pelos maus tratos que a mesma recebe no local. Porém, ao invés de culparem o Sea World, foi Dawn quem levou a culpa. Claro, é muito mais fácil culpar quem aparece e quem não está mais aqui para se defender do que quem está por trás disso tudo. Confesso que eu também pensei dessa maneira.

E foi isso que mais me impressionou no filme. Eles deixam de forma bem clara que as vítimas das frustrações das orcas são vistas, na verdade, como cobaias. A ganância do homem chega a certo ponto que eles não se importam em mentir e deixar seus próprios funcionários e visitantes em situação de perigo. Assim como nós, o público, somos enganados, quem trabalha lá também é.

Ex-treinadores do Sea World que participaram do documentário

Ex-treinadores do Sea World que participaram do documentário

Resumindo: eles capturam o animal, os tiram da família, os colocam em lugares minúsculos comparados ao seu tamanho, os obrigam a fazer coisas que, se não cumprido, recebe punição, e ainda treinam os funcionários que não tem formação alguma a contarem mentiras e trabalharem sem segurança. Caso aconteça alguma m***, fácil, culpe quem não está mais entre nós.

Por quê? Porque se culpam o animal, terão que enfrentar ativistas que os obrigarão a devolvê-lo ao seu habitat natural, e ele é a maior fonte de renda do parque. 

Além de mostrar esse método horroroso, o documentário também revela dados chocantes. Por exemplo, a quantidade de acidentes com orcas e humanos. Eles passam de 70! E quantos a gente já viu sendo noticiado? Enquanto que em vida selvagem, não há registro algum de ataques. 

Apenas 1% das orcas que vivem em alto-mar tem a barbatana dorsal caída, sinal de estresse.

Apenas 1% das orcas que vivem em alto-mar tem a barbatana dorsal caída, sinal de estresse.

Por outro lado, é claro que nem todos os treinadores são 100% vítimas e é claro que existem pessoas que vão contra a ideologia do documentário. Para tomar partido, devemos ir mais a fundo no assunto. Em resposta, o Sea World afirma que o documentário é enganoso e que a maioria dos ex-treinadores entrevistados não tiveram contato com Tilikum. E isso faz diferença? Eu, apesar de já ter pago para me divertir dentro dessa organização, sempre soube que animais em cativeiro não é algo bom, sendo eles nascidos lá ou capturados. É uma coisa óbvia. Mas a gente só deixa a ficha cair quando leva esse choque de realidade. Na minha opinião, a partir de agora, vai ser difícil alguém me convencer que lugares que submetem animais a entretenimento são ~legais~ e confiáveis.

Depois que “Blackfish” foi lançado, surgiram inúmeros abaixo-assinados contra o Sea World. Por enquanto, as únicas medida tomadas são que, agora, os treinadores são proibidos de entrarem na mesma piscina que as orcas. Além disso, os parques prometeram uma reforma na qual aumentará os tanques – o que eu acho muito pouco! Para a nossa tristeza, muitas orcas ainda estão sendo escravizadas.

Para mais informações, visite o site oficial aqui.

* Todas as imagens foram retiradas do site oficial do longa.





Camila Gomes





12
set
O evento de lançamento da coleção Sereias Urbanas de O Boticário
em: Beleza

No próximo dia 22, O Boticário lança na linha Intense (aquela baratinha e super boa!) a coleção Sereias Urbanas, que é totalmente inspirada no nosso universo favorito, numa versão old school (bem pin up/navy!).

Eu estive em São Paulo para uma apresentação exclusiva que rolou no The Sailor Legendary Pub, um espaço todo trabalhado na temática “marinha”, parece um navio de pirata. Incrível!

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A coleção conta com 9 produtos em total sintonia com o tema sereia. As caixinhas são toda personalizadas, as embalagem continuam no clássico vermelho, porém agora carregam uma charmosa âncora. Tem nécessarie (desejo absoluto), tatuagens temporárias (que fizeram o maior sucesso no evento, todo mundo queria aplicar!), kit de esmalte com caviar, duos de sombras, máscara de cílios azul marinho, iluminador “glitter” líquido roll on, brilho labial com efeito “furta-cor” que imita a causa das sereias, batons e duo de lápis.

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Agora olha que fofo, durante o evento que postasse com a hasthtag #agoratôsereia, tinha a foto imprimida em uma moldura com a temática da coleção. Aproveitei para fazer a festa com as amigas, e registrar o presente que a Kah, do E Ai Beleza?, me deu no dia, uma clutch de sereia da coleção da Deep Sea Santa Lolla que a Camila falou aqui, lembram?. Olha que amor:

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Para conferir todos os preços acesse o site do Sadi Consati (o diretor criativo da linha) nesse link aqui.

Sereismo bombando por todos os lados!





Bruna Tavares





10
set
Resenha de livro – Deusa do Mar por P.C. Cast
em: Cultura

“Deusa do Mar” é um livro escrito por P.C. Cast e lançado em 2003. Ele é o primeiro da série “Goddess” (em português: “Deusas”) que atualmente já conta com 8 títulos. Entretanto, não se trata de uma série contínua. Cada livro narra a história de uma deusa separadamente, então uma leitura não prejudica a sequência ou pré-sequência da outra.

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Em “Deusa do Mar” a autora divide em três partes a aventura surreal e mitológica de Christine Canary, uma norte-americana de 25 anos que trabalha na Força Aérea dos Estados Unidos. Em uma noite de lua cheia, já no alto de sua bebedeira, a jovem invoca os poderes da deusa Gaia pedindo para que a trouxesse mais magia em sua vida. O que ela não esperava é que o ritual fosse dar certo e, dois dias depois, após se envolver em um acidente de avião, Chris se vê presa no corpo de uma sereia chamada Ondina, filha da deusa da terra e do deus da água.

Se apaixonar pelo oceano foi fácil para quem tinha uma vida monótona e solitária, ainda mais depois de conhecer um charmoso e gentil tritão. Porém, Chris tem que se esquivar das investidas do irmão de Ondina, que nutre uma paixão avassaladora pela sereia. Para ajudar a filha, Gaia a submete a outro encanto, a levando para o período medieval.

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Bom, se foi difícil escrever essa sinopse sem parecer uma tremenda confusão, imagina ler o livro inteiro! Apesar de P.C. Cast ter muitos fãs mundo afora pelas suas obras, achei a sua narrativa bem atrapalhada, deixando muitas perguntas sem respostas no final do livro. Tudo bem que esse foi o único trabalho dela no qual tive contato e pode ser uma exceção, além de ser um livro traduzido, mas havia partes em que eu não sabia mais onde estava por conta da fraca descrição.

Outra coisa que me incomodou foi o fato da autora achar que poderia escrever qualquer coisa só por se tratar de um livro sobre sereias. Concordo que o assunto já foge da realidade naturalmente, mas não é por causa disso que pode extrapolar e inventar situações mirabolantes demais até se não tivesse ser mitológico nenhum na história!

Por outro lado, o último capítulo me surpreendeu. Eu já estava sem esperanças de dar uma opinião positiva depois de ler tanta coisa sem noção e ao saber o final de certos personagens, mas o desfecho da protagonista me agradou deveras, pois foi algo que eu não esperava.

Conclusão: se você quer ler livros sobre sereias, não comece por “Deusa do Mar”! Ele pode servir como passatempo, mas não como referência. Ah, lembrando que a obra não é indicada para menores de 16 anos por conter bastante cenas picantes (acho válido ressaltar isso, porque muita gente acaba remetendo contos de sereias a romances pré-adolescentes, o que nem sempre faz sentido).

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Super coincidência eu ter um colar com a mesma descrição! kkkk

E vocês, já leram a obra? Concordam ou não com a resenha? Dê sua opinião nos comentários também :)





Camila Gomes