6
abr
Os ciganos do mar

Bajau é um povoado que vive próximo da ilha de Bornéu, no sudeste da Ásia. Por morarem em pequenos barcos à vela ou em palafitas no meio do oceano, ficaram conhecidos como ciganos do mar. As aldeias são construídas sobre recifes de corais flutuantes, em um mar de cor turquesa. 

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Totalmente afastado do resto do mundo, os Bajau não sabem ler nem escrever. Tampouco têm noção do tempo; para eles, o que importa é apenas o presente. A maioria nem sequer chega a pisar em terra firme. Ao contrário de nós, eles se sentem enjoado quando estão nessas condições. As mulheres dão à luz em cabanas sobre palafitas e eles nascem, crescem e morrem em suas “terras aquáticas” que não são reconhecidas por nenhum país ao redor (Indonésia, Malásia e Brunei).

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Desde cedo as crianças aprendem a mergulhar e pescar, afinal é o único modo de sobrevivência. Os únicos equipamentos usados para tais atividades são óculos de madeira feitos à mão e um arpão. Tamanha habilidade faz com que a tribo tenha uma certa mutação genética, que os permitem ficar submersos por até cinco minutos e terem uma visão extremamente clara embaixo d’água, até cinco vezes melhor do que um ser humano que não está acostumado. Por outro lado, a sua audição fica prejudicada, já que os mergulhos podem chegar a 20 metros de profundidade e os tímpanos não aguentam a pressão.

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Outro povo que também tem a mesma capacidade são os Moken, da Tailândia. Eles passam oito meses por ano em barcos ou palafitas e só retornam à terra quando precisam de suplementos.

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Seriam eles a prova viva da teoria do macaco aquático?

Fonte: HypeScience e R7

Imagens: Réhahn Photography





Camila Gomes





9
mar
As sereias super-heroínas da MeduSirena no The Wreck Bar

Ontem foi o Dia das Mulheres, então achei que o assunto que vou lhes mostrar a seguir tem tudo a ver.

Existe um bar na Florida que se chama Wreck Bar. Nele os clientes se sentem debaixo do oceano, com várias janelas que dão vista pra água. Quer dizer, você realmente tá submerso, mas numa grande piscina. Daí você ta lá comendo, bebendo e de repente pode ver uma sereia passando. Imagina que surreal!

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É que eles sempre recebem apresentações da sereia profissional MeduSirena e de outras de seu time. E aí que um dia elas resolveram entreter o público vestidas como sereias super heroínas. Na verdade, estavam comemorando o Dia da Independência dos Estados Unidos, mas dá pra remeter ao Dia da Mulher também, né?! Afinal de sereia e de super heroína todas nós temos um pouco!

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Tinha Mulher Maravilha, Lanterna Verde, Batgirl, Mulher Gato, Aquagirl… Todas se exibindo com caudas combinando com a roupa que o super-herói usa.

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Para saber mais sobre o Wreck Bar, visite a página deles no Facebook.

E que em todo 8 de março as sereias se despertem de dentro de cada um de nós, pois elas são a representação do nosso lado feminino <3

* Obrigada ao tritão leitor Wellington R. Silva pela dica de post!

Imagens: Schroedinger’s Oreo e The Wreck Bar.





Camila Gomes





25
fev
Haenyeo, as sereias da Ilha Jeju

A Ilha Jeju faz parte da Coreia do Sul e entre seus habitantes estão as Haenyeo, que significa “mulheres do mar”. Atualmente elas são apenas senhoras (porque as mais jovens preferem seguir outras profissões) que enfrentam o mar usando apenas pés de pato e óculos de proteção em busca de moluscos, búzios e polvos. Essa inversão de papeis, com mulheres indo à caça, é o que diferencia a ilha da sociedade coreana.

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As mergulhadoras começam cedo – aos 11 anos já praticam em águas rasas e, quando chegam a maioridade, conseguem chegar a 20 metros de profundidade. Elas ficam por volta de um minuto submersas, com intervalos de 30 segundos na superfície. Durante o inverno, a permanência no mar dura 20 minutos, e no verão 90.

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Seus instrumentos são as próprias mãos, uma faca, uma bóia (pra determinar sua localização) e uma rede pra guardar o que foi coletado. O que conseguem são exportados ou vendidos para restaurantes locais. Por ser uma profissão perigosa, a função está a cada ano sumindo mais e mais. Desde 2009, 40 mergulhadoras morreram em acidentes de trabalho. A prática vem desde o século 17 e hoje em dia existem apenas cerca de 4.500 Haenyeo ativas. Para ajudar a manter a tradição viva, o governo paga pelas roupas de mergulho e seguro médico.

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Super valorizadas, na Ilha Jeju há até um museu dedicado à elas, chamado Museu Haenyeo. Além disso, alguns filmes e séries inspirados nelas já foram produzidos: “My Mother, the Mermaid”, “Tamra, the Island”, “Swallow the Sun” e “Haenyeo: Women of the Sea”.

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As Haenyeo foram as primeiras mães coreanas a trabalharem fora de casa e eram discriminadas por saírem de suas casas com parte do corpo à mostra. Por causa disso, elas viraram símbolo da independência e força feminina na Coreia do Sul, e eram tratadas com respeito em comparação a outras mulheres da ilha. Atualmente, as mergulhadoras são vistas como guardiãs do mar e do meio ambiente aquático, como verdadeiras sereias.

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Fonte: FolhaSarangInGayo e Catraca Livre





Camila Gomes