28
abr
A lenda do boto cor-de-rosa

A gente encerrou os resumos da novela A Força do Querer, mas não significa que a novela deixará de ser pauta, não é mesmo?! Prova disso é que, hoje, trago a vocês a lenda do boto cor-de-rosa, uma figura citada na obra de Glória Perez no qual a personagem Ritinha, de Ísis Valverde, acredita ser filha.

Edinalva (Zezé Polessa), mãe de Ritinha, se envolvendo com o boto.

Edinalva (Zezé Polessa), mãe de Ritinha, se envolvendo com o boto.

O Folclore

Durante as festividades juninas nas noites de lua cheia, o boto se transforma em um rapaz muito atraente com as vestes brancas, irresistível e conquistador. No topo da cabeça, ele usa um chapéu para esconder o furo característico do cetáceo. Por esse motivo, sempre nas festas juninas, é comum pedir que se tire o chapéu para verificar se existe um furo na cabeça dos rapazes.

Essa é a versão mais popular da transformação. Em algumas versões, o boto não chega a sair do riacho, mantendo a forma de boto da cintura para baixo, como um tritão. O boto atrai a mulher mais bonita da festa e a leva para o fundo do rio, onde a engravida e depois retorna a forma de boto, deixando a moça com um filho. Por esse motivo, as crianças que possuem pai desconhecido nesta região são conhecidas como filhos do boto (assim como a Ritinha na novela).

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Faz parte da tradição dizer que, na forma humana, o boto tem sempre uma espada à cintura. Quando acaba o encanto, descobrimos que todos os acessórios que ele usa são habitantes das águas: a espada é um peixe poraquê, o chapéu é uma arraia, o sapato é um peixe cascudo ou bodó, e o cinto é um peixe arauaná.

Aparentemente, a lenda sobre o boto só surgiu no Brasil depois do século XVIII. Mas, na mitologia dos índios tupis, há um deus, o Uauiará, que se transforma em boto. Esse deus adora namorar belas mulheres.

Uauiará representa o variante masculino da Iara (Mãe-d’Água), que também é dona de um poder de encantamento e sedução (leia mais sobre a Iara aqui!). Uauiara simboliza o elemento água, dentro da qual vive. Ele transforma-se em homem e atinge o estado de manifestação dos poderes secretos, trazidos das profundezas do seu elemento.

Apesar disso tudo, o boto, ou Uauiara, também é conhecido por ser uma espécie de protetor das mulheres. Muitas pessoas dizem que, em embarcações que naufragaram, o boto aparece empurrando as mulheres para as margens do rio, a fim de evitar que elas se afoguem.

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Curiosidades

Não é a primeira vez que Glória Perez menciona a lenda do boto cor-de-rosa em suas obras. Na novela Amazônia, de 2007, Giovana Antonelli viveu Delzuite. A personagem era noiva de Viriato e se apaixonou por Tavinho, de quem engravidou. Para proteger sua honra, disse estar grávida do boto.

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Todos esses mitos fazem com que o boto seja conhecido pela sedução e a influência nos humanos. Dos olhos do boto faz-se um amuleto para dar sorte no amor; do órgão genital das fêmeas faz-se um perfume que as mulheres usam no corpo para atrair os homens; do órgão genital dos machos é feito perfume para os homens atraírem as mulheres. Por fim, das nadadeiras são feitos remédios, além de uma infinidade de outras aplicações. Em Belém do Pará existe um vasto acervo amoroso, onde estão em exposição todos os amuletos originários do Boto.

Diferenças Boto x Golfinho

Na escola é comum ensinar que o boto é de água doce, enquanto o golfinho é de água salgada. De acordo com o biólogo Marcos César Santos, coordenador do Projeto Atlantis, que luta pela preservação desses animais, essa diferença não existe. Os golfinhos são animais da ordem dos cetáceos e eles se subdividem em duas famílias:

O nome boto ganhou força na região norte do país para nomear o pequeno cetáceo encontrado na região amazônica. O boto-cor-de-rosa é o maior dos golfinhos fluviais, com os machos atingindo 2,55 metros.

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Espécie Ameaçada e Turismo

No Brasil, existem duas espécies de cetáceos e ambas estão ameaçadas de extinção. O boto cor-de-rosa (ou boto-vermelho) e o tucuxi, encontrados na Bacia Amazônica. A população dos cetáceos na região vem diminuindo, pois muitas vezes o boto fica preso em rede de pesca ou é atropelado por embarcações. Apesar de não ser uma carne usada no consumo humano, a pesca ilegal gera lucro através do uso da carne como isca na pesca da piracatinga, um bagre amazônico vendido erroneamente como pescadinha. Os pescadores extraem cerca de 15 toneladas de piracatinga por ano e quase 90% da isca que utilizam é carne de golfinho rosado. A pescadinha é muito consumida na Colômbia e no Japão, por esse motivo, o uso da carne de boto como isca vem sendo o maior problema que a espécie enfrenta.

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) publicou o Plano de Ação Nacional (PAN) para conservação de mamíferos aquáticos. Destas ações, 15 são voltadas apenas para o boto cor-de-rosa. Dentre as ações, está incluso o controle do comércio estadual e internacional da piracatinga. As ações vêm sendo cumpridas, mesmo assim está previsto uma diminuição de 50% na população dos botos pelos próximos 30 anos.

Outro problema que o boto-cor-de-rosa enfrentava, além da pesca ilegal, era o turismo. O PAN conseguiu regulamentar a interação do boto com visitantes, como aconteceu no Parque Nacional de Anavilhanas. Esse tipo de turismo é incentivado pelo ICMBio, pois antes desta medida, os turistas alimentavam o boto sem nenhum tipo de controle. Os botos estavam ficando obesos e as pessoas se aproveitavam para montar e fotografar. Até mesmo bebidas alcoólicas eram disponibilizadas ao botos.

Hoje em dia há flutuantes com instrutores treinados. Os turistas podem nadar com os botos, há horários definidos e os instrutores alimentam o boto em uma quantidade reduzida, para que ainda seja necessário que o animal vá a caça. A área é demarcada com boias para impedir o avanço de embarcações, no entanto, os botos ficam livres. Os visitantes se dividem em grupos e assistem uma apresentação sobre as duas espécies locais: o boto cor-de-rosa e o tucuxi.

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Assim como ocorre no Projeto Tamar, o turismo sustentável ainda gera renda local aos flutuantes, hotéis e comércio, além da informatização da população local e dos pescadores. É também uma maneira de gerar renda e desincentivar a pesca ilegal.

Esperamos que toda essa atenção da novela ajude nos projetos de preservação da espécie!

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Por Camila Piccini










19
abr
A lenda de Ipupiara

Hoje é o Dia do Índio, primeiros habitantes da nossa terra e responsáveis por enriquecer nosso riquíssimo Folclore. A lenda local mais famosa é da nossa sereia Iara. Já falamos da Iara nesse post aqui e re-contamos uma releitura super atual que faz parte de um projeto com várias lendas antigas. Mas a Iara não é a única “sereia” da nossa cultura indígena. Além dela, temos o Uiara, conhecido pela lenda do boto cor-de-rosa (que eu prometo falar mais em breve) e o Ipupiara ou Hipupiara, considerado a origem da Iara.

Para quem não sabe, eu nasci em São Vicente, cidade vizinha de Santos e também a primeira vila do Brasil. Sempre gostei muito do Folclore brasileiro e, quando era criança, minha madrinha costumava me levar para andar de patinete no parque do Ipupiara. Eu era apaixonada pela lenda: chegava na praça, lia novamente a lenda, jogava moedas na fonte e fazia pedidos.

Ipupiara na interpretação do artista Mello Witkowski Pinto, Jardim Botânico Plantarum (Nova Odessa-SP)

Ipupiara na interpretação do artista Mello Witkowski Pinto, Jardim Botânico Plantarum (Nova Odessa-SP)

Assim como toda lenda, o mito tem várias versões. Mas eu conheci assim:

“No ano de 1564, a jovem índia, subordinada de Baltasar Ferreira, Irecê, estava apaixonada por um índio chamado Andirá e ambos se encontravam à noite às escondidas, na praia de São Vicente. Um dia Irecê foi à praia esperar pela canoa de Andirá, que costumava vir de Santos. O encontro não aconteceu: Irecê achou a canoa vazia e Andirá havia sumido. Ao lado do barco surgiu o gigante marinho Ipupiara. Irecê saiu correndo em busca de ajuda e foi acordar o capitão Baltasar.

Baltasar levantou-se rapidamente, pegando em uma espada que tinha próximo da cama. Vestindo apenas a roupa com a qual dormia, saiu porta afora, certo de que talvez fosse apenas alguma onça ou outro animal da terra, certo de que a índia tinha se equivocado.

Olhando para o lugar que a índia lhe apontava, viu pouco nítido o vulto do monstro ao longo da praia, mas sem ter certeza do que realmente era, pois estava muito escuro. O animal que avistava era muito diferente dos que conhecia. Aproximando-se para vê-lo melhor acabou sendo visto pelo monstro que levantou a cabeça e, assim que o viu, começou a caminhar em direção ao mar do qual viera. Foi quando Baltasar percebeu que era um animal marinho.
Antes que o monstro conseguisse voltar ao mar, Baltasar colocou-se diante dele. O monstro vendo que ele bloqueava seu caminho levantou-se, ficando de pé como um homem, apoiado nas barbatanas de seu rabo. Baltasar acerta-lhe com a espada na barriga e desvia-se rapidamente, escapando de ficar por debaixo do monstro, que caía no lugar onde encontrava-se o rapaz. Escapou de ser esmagado, mas não do grande jorro de sangue que saiu da ferida e acertou-lhe no rosto, quase cegando-o. O monstro, ferido e gritando, arrastou-se com a boca aberta, pronto a cravar unhas e dentes em seu atacante. Baltasar dá-lhe outro golpe profundo na cabeça, ficando o monstro já muito débil. Tenta novamente chegar ao mar. É então que aparecem alguns escravos alarmados pelos gritos da índia, que estava a ver tudo. Aproximando-se do monstro o encontraram já quase morto, levando-o à povoação onde, no dia seguinte, ficou exposto aos olhos de toda a gente da terra. Baltasar mostrou-se um bravo homem neste combate – era considerado por todos da terra como um rapaz muito esforçado. Saiu muito perturbado e desorientado desta batalha, sem alento com a visão deste animal medonho. Quando o pai perguntou-lhe o que aconteceu, não soube responder. Ficou assustado, sem falar coisa alguma por muito tempo.”

Adaptação livre do original “Do monstro marinho que se matou na Capitania de Sam Vicente, anno 1564”, do livro História da Província de Santa Cruz, de Pero de Magalhães Gândavo (1575).

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Ipupiara sendo morto por Baltasar Ferreira, em ilustração do livro História da Província de Santa Cruz, de Pero de Magalhães Gândavo.

O Ipupiara, do Tupi, significa demônio d’água. Diz-se que o monstro marinho tinha três metros de altura e matava as pessoas abraçando-as até sufocar. Como toda lenda tem um fundo de verdade, os historiadores e biólogos locais acreditam que o Ipupiara seja, na verdade, um leão marinho vindo da patagônia que se perdeu pelo litoral paulista. 

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Acredita-se que no século XIX houve uma romantização da lenda, misturando com histórias de origens europeias como as nixes, loreleis e as Janas, resultando na nossa Iara.

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O local que teria acontecido toda essa história seria na Praça 22 de janeiro (onde eu andava de patinete) ao lado da Biquinha. Em 1999 foi erguido uma estátua com uma fonte (onde eu fazia pedidos) e carpas. Apesar de ter ficado muito tempo abandonado, houve uma campanha chamada “Salve o Ipupiara” que buscava a revitalização do ponto turístico. 

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Estátua do Ipupiara na Praça 22 de janeiro.

Por Camila Piccini










1
mar
Projeto Tamar

Impossível falar de sereia e não associar a preservação marinha. O Project Mermaids, que já falamos aqui, faz um trabalho de conscientização ambiental através de fotos de sereias, e também já tivemos protestos da Mirella Ferraz, alertando sobre a preservação dos oceanos. Então, nada mais justo do que conhecer um pouquinho mais do projeto brasileiro mais bem sucedido em questão de preservação de vida marinha: o Projeto Tamar.

Eu sempre ouvi falar do Projeto Tamar, mas eu o conheci mesmo há dois anos. Fui para Florianópolis visitar minha família e minha prima “ganhou” uma tartaruga tigre-d’água. Nós resolvemos leva-la a um lugar de preservação e pensamos na sede do Projeto Tamar da cidade, que fica localizada na Barra da Lagoa.

Logo de cara os funcionários nos explicaram a diferença entre as espécies aquáticas e tartarugas marinhas (identificadas pelas nadadeiras) e nos contaram sobre o desequilíbrio ecológico que vem sido causado pelo abandono de tartarugas tigre-d’água americana, que é vendida ilegalmente.

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Enquanto meu tio foi levar o tigre d’água para outro projeto de preservação, nós fomos convidados a conhecer o espaço. Assim que eu entrei me deparei com um tanque com uma tartaruga, que olhou para mim bem na hora que eu bati foto:

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Depois eu me animei para tirar foto em um desses painéis que ficam disponíveis. Eu empolgadíssima versus minha prima levemente envergonhada:

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A Camila Gomes, minha xará aqui do blog, também conheceu o local há pouco tempo e se empolgou nos paineis – ainda mais porque um deles é de sereia!

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Não demorou muito para eu pesquisar mais sobre o projeto, conhecer mais sobre como surgiu a ideia, como ele é aplicado e com quais espécies ele trabalha.

Tudo começou no sul do país com um grupo de estudantes de oceanografia da Faculdade Federal de Rio Grande, no final da década de 70. Nesta época, as tartarugas já faziam parte do grupo de animais em extinção devido a grande matança das fêmeas em época de desova e do recolhimento dos ovos deixados na praia.

Esses estudantes realizavam expedições a praias desertas para estudar mais sobre a vida marinha. Em uma dessas expedições, quando estavam em Atol das Rocas, os pescadores mataram 11 tartarugas em uma noite. Com a chocante imagem, os estudantes daquela turma passaram a se dedicar de maneira profissional a preservação marinha.

O Projeto Tamar é abreviação de TArtaruga MARinha. Ele monitora aproximadamente 1.100km de praias, em 25 localidades diferentes. Alguns desses locais são centros de visitação (local que eu conheci) com lojas, lazer e conscientização ambiental.

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Além do centro de visitação em Florianópolis, os outros centros pelo Brasil são:

  • Praia do Forte /BA;
  • Arembepe/BA;
  • Fernando de Noronha/PE;
  • Oceanário de Aracaju/SE;
  • Regência/ES;
  • Vitória/ES.

Outro local de visitação que eu pretendo ir em breve fica no litoral Sul de São Paulo, em Ubatuba, que recebeu em janeiro a certificação de Posto Avançado da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica.

O projeto conta com o trabalho de oceanógrafos, pescadores, biólogos, pesquisadores e diversos profissionais que observam as áreas de alimentação, desovas, crescimento e descanso desses animais, além de orientarem o turismo e a população local para preservar as áreas de desovas. Desde 2001, eles usufruem da telemetria, que é um monitoramento por satélite para observar a migração das tartarugas.

Os pesquisadores monitoram os ninhos nos próprios locais de postura, ou transferem alguns, encontrados em áreas de risco, para locais mais seguros na mesma praia ou para cercados de incubação, expostos ao sol e chuva plenos, em praias próximas às bases de pesquisa. São feitas marcação e biometria das fêmeas, contagem de ninhos e ovos.

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Nas palestras de conscientização, os profissionais alertam para as interferências humanas que podem prejudicar o retorno das tartaruguinhas. A iluminação em praias de desovas é uma delas. A luz artificial faz com que elas sejam atraídas e se percam no caminho de volta para o mar. Em locais de desovas, o uso de quadriciclos também não é permitido.

Existem sete espécies de tartarugas marinhas no mundo. Desse total, o Projeto Tamar faz o acompanhamento de cinco espécies, que são as que são encontradas no litoral brasileiro:

  • Tartaruga Cabeçuda;
  • Tartaruga-de-Couro;
  • Tartaruga Oliva;
  • Tartaruga Verde;
  • Tartaruga-de-pente.

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O Tamar disponibiliza tirinhas com essas tartarugas dando dicas de preservação. Eles são chamados de Galera da Praia.

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Os hábitos, alimentação, curiosidade são apresentados por eles de maneira lúdica, com uma linguagem de fácil compreensão para adultos e crianças.

Normalmente, as tartarugas procuram áreas com areia e água do mar mais quentes. Esse motivo faz com que as principais áreas de reprodução sejam no Rio de Janeiro, norte do Espírito Santo e pelo Nordeste brasileiro, ou seja, nas regiões com as temperaturas mais altas.

Todas as tartarugas que desovam no litoral brasileiro se encontram ameaçadas. Uma tartaruga entra na maturidade sexual após os 25 anos e na idade adulta apenas aos 30. Então apesar dos 35 anos do projeto, apenas agora as tartarugas que nasceram sobre a proteção do Tamar estão atingindo a idade adulta.

Além do monitoramento, o projeto oferece alternativas além da pesca predatória para pescadores locais, conscientização e orientação. Existe também a conscientização de professores e escolas, informando sobre a importância de manter as praias limpas.

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Tamar conta com patrocínio nacional da Petrobras, através do Programa Petrobras Socioambiental, apoios e patrocínios regionais de governos estaduais e prefeituras, empresas e instituições nacionais e internacionais, além de organizações não governamentais.

*Todas as informações foram retiradas do site oficial do Projeto Tamar.

Ah, e sabem quem já começa sua história salvando uma tartaruguinha?

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Aproveitando o gancho, logo que o filme Moana começou a ser reproduzido nos cinemas, a Disney lançou uma campanha em que cada foto postada com a hashtag #MergulheNessa seria doado R$1,00 para o projeto. A campanha infelizmente já acabou, mas ficaram registros incríveis de pessoas mostrando a relação com o mar.

Pensando nisso, nós do blog Sereismo estamos “relevantando” a hashtag junto com #MarSemSujeira para que nossas leitoras sereias e leitores tritões apareçam em nossas redes sociais. As fotos precisam mostrar uma relação bem íntima com o mar e mostrar que ser sereia vai além de ter uma cauda e significa cuidar do nosso litoral <3

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Bora? 😀

Por Camila Piccini