13
fev
Pontos de mergulho no Brasil e minha primeira vez na atividade, por Camila Piccini

Nós já fizemos um post aqui sobre mergulho, onde falando um pouco sobre evolução de trajes, apnéia e tudo que envolve um passeio no fundo do mar. Entretanto, eu de fato nunca havia mergulhado antes, mas isso mudou no final do ano passado e foi uma experiência INCRÍVEL. Fui a Porto Seguro em outubro e, no hotel, a agência de viagens ofereceu como passeio o mergulho (e eu estava muito triste de não ter feito em Arraial do Cabo, onde fui anteriormente, pois o dia não estava claro e isso interfere na visibilidade da água). Quando vi os dias de sol que estavam por vir, já tinha decidido minha resposta antes deles terminarem de falar. Como meu passeio era pela manhã, eles me indicaram tomar um café da manhã com muitas frutas e proteínas, pois era importante eu estar bem alimentada, mas que também evitasse coisas pesadas para não passar mal.

Uma van nos levava ao ponto de mergulho, e neste tempo deu para eu conhecer quem estava me acompanhando. Ao chegar no barco, tinha muitas outras pessoas que também não sabiam nadar, como eu, porque na verdade isso não é uma exigência para o mergulho recreativo acompanhado por instrutores. Durante a viagem de barco que nos deixaria no local de mergulho, eles nos explicaram a dinâmica da atividade, a comunicação e os “truques”. A começar que o mergulho é realizado com um mergulhador certificado pela PADI levando, no máximo, duas pessoas. A cada metro que você desce, o instrutor te faz um sinal para baixo e você responde com um OK com as mãos, se estiver tudo bem. Caso não se sinta à vontade, você aponta para cima, se preferir subir. Essa foi a parte mais difícil, porque meu cérebro entende que ok é joinha, então eu falava “vamos subir” ao invés de “tudo bem”, e o melhor é que não fui a única, rs.

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Como a pressão da água é diferente, você acaba sentido uma pressão no ouvido, e a todo momento do mergulho você pode fazer a Manobra de Valsalva, que nada mais é que apertar o nariz e tentar soltar o ar por ele (eu faço isso sempre que vou de Santos para São Paulo, a subida da serra também faz pressão).

Se entrar água na sua máscara, você segura a máscara na testa e respira pelo nariz, dessa forma o ar expulsará a água. Caso sinta dificuldade em realizar qualquer um desses procedimentos, você avisa o instrutor apontando para o local do problema; se for na máscara para o rosto, se for no ouvido aponta para o ouvido e assim por diante, e faz aquele sinal com a mão de “mais ou menos”, que em “mergulhês” significa problema.

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Então o instrutor começa a explicar como é usar o respirador. Você respira fundo, deixa o ar ir para o seu pulmão e solta. Ele inclusive conta que as pessoas ficam muito desesperadas quando solta o ar, por causa das bolhas. E eu pensei: “quem vai ficar desesperado com isso?”. Adivinha qual foi minha reação quando vi o tanto de bolha que solta?

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Assim que chegamos ao destino, todo mundo já coloca a roupa de neoprene e você deve ficar no barco esperando sua vez. Eles disponibilizam snorkel com respirador para quem quiser pular na água, e também rola ficar no barco aproveitando a bela vista de estar no meio do oceano ou tirar mais dúvidas com a tripulação.

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Eis que chegou a minha vez. Basicamente você senta e eles te equipam, é como ser um nobre do reino das águas claras, porque você não mexe em nada. Um dos mergulhadores fica na sua frente no seu primeiro contato com um respirador ligado a um cilindro. É oxigênio, então faz barulho, e quando você está prestes a mergulhar, você se sente assim:

Depois que você pega o jeito, é só dar um passo e cair na água. O mergulhador fica lá até você sentir segurança de descer. No começo, eu respirava muito rápido e não sentia o ar, e ele me disse que eu só precisava respirar mais devagar. Assim que você afunda, tudo fica mais leve. O profissional vai te conduzindo e se você quiser, nem bater a perna precisa. O braço também fica junto ao corpo, para não afastar os peixes. Conforme você vai descendo, você começa ver uma variedade de corais imensa, todo aquele roxo vivo cercado de uma imensidão azul. Foi neste momento que entrou água na minha máscara, porque eu chorei.

As fotos são pagas à parte, ou quem tem máquinas à prova d’água pode levar também. 

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Depois dessa experiência, sempre planejarei férias em locais que são pontos de mergulho, porque foi uma sensação maravilhosa e muito emocionante. O litoral brasileiro é bem extenso e cheio de pontos incríveis, com as mais variadas espécies de corais e animais. Vocês podem entrar em contato direto com profissionais certificados para terem essa experiência. Confiram abaixo uma lista dos pontos de mergulho mais procurados:

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  • Santos (SP) Ir até Porto Seguro para descobrir que a minha cidade natal possui um dos pontos mais famosos do Brasil foi, no mínimo, engraçado. Os mergulhos acontecem no  Parque Estadual Marinho da Laje de Santos e possuem uma diversidade de vida marinha fascinante.
  • Arraial do Cabo (RJ) Arraial é o local do litoral do Rio de janeiro que mais se destaca na hora de se pensar em mergulho. Em suas 35 ilhas de descida não é necessário longos períodos de navegação (vantagem para quem enjoa). Arraial do Cabo também possui náufragos, além de uma fauna diversa.
  • Guarapari (ES) Além das mais rica biodiversidades do Brasil, com 220 espécies identificadas, outros pontos muito procurados para mergulho nas águas capixabas são os náufragos Bellucia (em 1903) e Victory 8B (em 2003).
  • Abrolhos (BA) O arquipélago de Abrolhos fica à duas horas de distância da cidade Caravelas e apresenta uma rica formação de corais. O mergulho também pode ficar mais interessante, pois baleias jubartes costumam nadar por perto.
  • Fernando de Noronha (PE) Quem nunca ficou viu uma matéria sexta à noite sobre Golfinhos e se imaginou em Fernando de Noronha? A ilha é considerada o melhor lugar do Brasil para se fazer mergulho, não só pela diversidade de vida marinha, mas pela visibilidade e temperatura da água.
  • Bonito (MS) Nem só quem está perto do mar que pode praticar mergulho. Os mergulhos em Bonito unem a prática a rapel, proporcionando um roteiro de aventuras. O mergulho em cavernas da cidade é considerado o maior roteiro de mergulho fluvial do país.
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Guarapari (ES)

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Bonito (MS)

Só de ler sobre esses lugares já me desperta a vontade de conhecer o país que temos debaixo d’água. Vocês já mergulharam ou tem vontade de realizar essa prática?

FALANDO NISSO…

No início do mês a Folha de S.Paulo publicou uma matéria sobre a suposta proibição de monofins por parte do Inmetro. Fomos procuradas para entrevista por causa do nosso post que desmistifica o perigo do acessório (na verdade, o perigoso é usa-lo sem responsabilidade, sem treino e sem supervisão). Também estão na matéria a sereia profissional Mirella Ferraz e o Tritão Ph (em destaque na foto). Clique aqui para ler a reportagem na íntegra.

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Minha primeira vez com a monofin – Flutuando plena!

Por Camila Piccini

 










8
fev
O que você precisa saber sobre a nova série Siren

O dia 29 de março será marcado pela estreia de Siren, novo seriado do canal norte-americano Freeform. A divulgação segue a todo vapor: um tanque com uma sereia foi exposto em Nova Iorque em setembro, e na página oficial do Facebook já até nomearam a data de estreia como o Dia Internacional das Sereias.

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Logo quando a série foi revelada, no ano passado, nós contamos um pouco sobre ela nesse post aqui, agora trazemos mais curiosidades sobre a produção!

  • O roteiro e o romance obscuro entre os protagonistas

Bristol Cove é colocada de cabeça pra baixo quando uma misteriosa garota, Ryn (Eline Powell), começa a causar estragos na pequena cidade de pescadores. A atriz intérprete da personagem, Eline, explica que ela é motivada pelas atitudes dos seres humanos que invadem e poluem o meio ambiente no qual que ela vive, matando diversas espécies. Então, uma dupla de biólogos marinhos, entre eles Ben (Alex Roe), trabalha para descobrir se há mais pessoas como Ryn por aí. A relação que Ben e Ryn começam a construir é um típico caso de “os opostos se atraem” e ele deseja ajuda-la, mas talvez ela não seja tão boa influência.

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  • Não tem nada a ver com A Pequena Sereia e há muito suspense

Alex Roe, ator que dará vida ao biólogo Ben, explica que as sereias podem ser capazes de coisas monstruosas em Bristol Cove. Ele garante que veremos um lado diferente dessas criaturas, mais pela visão de que são predadoras lutando pela sua sobrevivência no oceano. Mas isso também não significa que Ryn seja menos adorável que a princesa da Disney.

  • Eline Powell se tornou mergulhadora profissional e desenvolveu uma incrível apneia

A atriz afirmou ao programa norte-americano ET que treina diariamente para as cenas subaquáticas, e que atualmente consegue prender a respiração por mais de 3 minutos. E os treinos não acabarão com o início da série, já que ela pretende melhorar cada vez mais a sua marca e performance.

Eline Powell em painel de divulgação de Siren no NY Comic Con

Eline Powell em painel de divulgação de Siren no NY Comic Con

  • A mágica por trás da maquiagem de sereia é feita na pós-produção, exceto no primeiro episódio

Quando o piloto (termo que se dá ao primeiro episódio de todos os seriados) foi gravado, Eline teve que ficar sentada durante horas para ser maquiada com escamas e brânquias. A equipe de produção percebeu que em vídeo o efeito não ficava como o esperado, especialmente embaixo d’água, então decidiram que colocariam esses detalhes na edição. Eline comemorou, já que nas outras gravações seu trabalho foi muito mais facilitado. Ela realmente faz as cenas nadando usando um maiô, e só depois os efeitos especiais são inseridos em seu corpo.

  • Ryn não é a única sereia

Os habitantes de Bristol Cove terão de enfrentar, também, a fúria de Katrina (Aylya Marzolf), uma líder alfa da colônia das sereias, e Levi (Sedale Threatt Jr.), um tritão guerreiro com presença imponente.

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  • Importantes questões ambientais

O escritor da série, Ben Ward, garante que o arco da história principal muitas vezes irá tocar em temas como ambientalismo, revelando que a razão pela qual os humanos estão se deparando agora com sereias é devido aos efeitos devastadores da poluição e da alteração de clima nos oceanos.

Alex Roe e Fola Evans-Akingbola como a dupla de biólogos Ben e Maddie

Alex Roe e Fola Evans-Akingbola como a dupla de biólogos Ben e Maddie

Agora vem a notícia ruim: não há previsão da série ser colocada no catálogo da Netflix, então para os brasileiros assistirem, terá que ser pela internet. A premiere terá duas horas de duração, então já anotem na agenda e reservem o dia 29 de março!





Camila Gomes





5
fev
Mais informações sobre a versão brasileira de A Pequena Sereia da Broadway

🎶 “Eu quero ver um homem sambando e caminhando na… como se chama? Sapucaííí!!!” 🎶

É mais ou menos isso que podemos esperar da versão brasileira do espetáculo da Broadway A Pequena Sereia. Quer dizer, não tão literalmente assim, acima foi só uma brincadeirinha mesmo, uahuaha. É que ontem foi publicado no Estadão uma reportagem contando detalhes da produção, onde é revelado que o show por aqui terá toques brasileiros em canções e sotaques.

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Elenco de A Pequena Sereia. Foto: JF Diorio/Estadão

Como já havíamos adiantado nesse post aqui, a Walt Disney Theatrical, responsável pelas montagens teatrais de seus clássicos, deu cartão verde para a produtora IMM e isso significa que o musical brasileiro não tem obrigação de ser uma réplica exata da versão norte-americana. Em outros países, algumas das alterações foram em figurino e cenário (e em muitas delas a ausência de certas canções), mas por aqui os fãs vão sentir mais diferenças (e isso não deve ser considerada uma má notícia!).

Lucas Cândido (Linguado), Tiago Abravanel (Sebastião) e Fabi Bang (Ariel). Foto: JF Diorio/Estadão

Lucas Cândido (Linguado), Tiago Abravanel (Sebastião) e Fabi Bang (Ariel). Foto: JF Diorio/Estadão

Além de uma percussão mais forte, a melodia das músicas trarão vestígios de samba e música baiana, especialmente o som do berimbau. Sebastião, por exemplo, que será interpretado por Tiago Abravanel, irá substituir seu sotaque jamaicano original pelo sotaque nordestino. Sabendo disso, eu suponho que a canção Aqui No Mar soe mais parecida com a versão de Diogo Nogueira, gravada para o álbum Disney Adventures in Samba, em 2010 (eu amo!).

E não é só no repertório musical que teremos novidades. A montagem brasileira promete trazer mais coisas inéditas, e isso inclui o modo como o universo marítimo será representado. Nos Estados Unidos, os atores andavam de patins, mas nas produções mais recentes de outros países, a técnica foi substituída por cabos que levantavam os artistas, simulando os passeios no fundo do mar.

Assista abaixo dois exemplos de ambas as técnicas. O primeiro vídeo contem cenas da versão norte-americana com o uso de patins, e o segundo é a versão japonesa com o uso de cabos.

Com a divulgação do pôster oficial e de uma foto de Fabi Bang (Ariel) nos ensaios, muitos já estão especulando que o figurino se aproxime mais da versão japonesa (que também foi utilizado nas montagens da Holanda, Rússia e Canadá) e que a simulação seja feita com figurantes “vestidos de água” carregando os atores. Mas vale lembrar que isso tudo é especulação, uma vez que nenhum desses detalhes foram confirmados ainda. Eu só continuo torcendo para que não usem o cabelo espetado, de resto tô super confiante que teremos um verdadeiro espetáculo! E o melhor de tudo: totalmente exclusivo.

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A estreia de A Pequena Sereia será no dia 30 de março e fica em cartaz até o dia 29 de junho no Teatro Santander, em São Paulo. Os ingressos podem ser adquiridos pelo site Ingresso Rápido ou na bilheteria do local.

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Nos vemos lá! 😀





Camila Gomes