24
mar
Song of the Sea – Uma animação cheia de magia e Sereismo!
em: Cultura

  • Gente, temos novidade! Uma nova colaboradora aqui no blog. A Patrícia Canuto já tinha um blog sobre sereias e moda e veio pro time pra agregar ainda mais sereíces. Deem as boas-vindas a ela <3

Ahoy! Para começar, vamos às apresentações! Meu nome é Patrícia, sou jornalista, blogueira e a nova colaboradora do Sereismo! Assim como a Bruna, a Camila, e todos vocês, sou louca por sereias desde criança. Nos meus textos por aqui, vocês vão encontrar um pouco de tudo, porque acredito que podemos enxergar Sereismo em todo os lugares, basta olhar do jeito certo. Espero que gostem! Beijos! ♥

E se você fosse um ser mágico, com poderes incríveis, que pudesse mergulhar nos oceanos e nadar com peixes, focas e tubarões, descobrindo os segredos das águas e tudo mais que sempre sonhou? Bom, eu não posso realizar esse sonho, me desculpe. Mas, posso te apresentar à animação “Song of the sea” e contar a história de uma pequena menina que pode fazer todas essas coisas!

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Essa lindeza de filme conta a história de Saoirse, uma mocinha fofíssima que pode se transformar em foca e nadar pelos mares. Criada pelo pai, ela recebeu um presente – e um segredo! – de sua mãe quando era bem pequena. Para sua segurança, a família sai da casa da avó, que os alerta para os perigos que Saoirse corre!

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Com seu irmão mais velho, ela embarca em uma linda aventura para salvar o mundo dos espíritos e outros seres mágicos, como ela. E ainda aprende muito sobre quem realmente é.

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Assista ao trailer e tente não fazer barulhinhos de fofura:

Lindo, não?! Focas, fundo do mar, seres mágicos, sereismo…

Na verdade, Saoirse é uma selkie, ser mitológico presente nas culturas escocesas, islandesas e irlandesas. Apesar de serem confundidas com sereias, selkies são, assim como Saoirse, mulheres na terra e focas na água. Segundo a lenda, ao crescer, elas se tornam adultas lindas e extremamente encantadoras, capazes de conquistar qualquer homem.

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Homens esses que, apaixonados, tomam medidas extremas para conquistar uma selkie: encontram a pele de foca usada para a transformação e a escondem em um lugar secreto. Assim, eles roubam sua liberdade e as selkies não podem voltar para o mar. A lenda diz que elas AMAM as águas e sempre dão um jeito de retornar.

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O assunto, apesar de não muito popular, já foi abordado em filmes famosos, como “Ondine” (2010), em que um pescador – interpretado por Colin Farrell – descobre uma bela mulher em sua rede. Ela canta em seu barco e, de repente, ele consegue capturar centenas de peixes. Ele lhe dá abrigo e ela conhece sua filha, que tem certeza de que ela é uma selkie que deixou sua pele do foca no mar para viver na terra como um ser humano.

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A história de Saoirse também segue essa linha. Mas, com muita, muita, muita fofura mesmo! O filme é do estúdio irlandês Cartoon Saloon e não conta com dublagens de famosos ou dinheiro caindo dos céus, mas foi indicado ao Oscar de melhor animação, perdendo para o sucesso “Operação Big Hero”. De qualquer forma, “Song of the sea” é bem produzido, com uma história incrível e absolutamente sereista.





Patrícia Canuto





4
mar
Resenha de livro (e sorteio) – O DNA da Sereia por Marcela Ortiz
em: Cultura

O DNA da Sereia é o livro de estreia da veterinária Marcela Ortiz no mundo da literatura. Apaixonada por animais silvestres, livros e sereias, a mineira nos apresenta uma história em que consegue misturar todos os seus vícios.

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Tudo começa quando o empresário Christian cruza o caminho de uma mulher misteriosa que atende apenas por Emi. Depois de saber detalhes inacreditáveis da vida de Emi e encantado por sua beleza exótica, ele resolve ajudá-la na busca pela Dra. Cecília, a única que pode ajudar a salvar sua espécie das mãos de cientistas gananciosos.

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O livro é basicamente uma aula sobre a teoria dos macacos aquáticos e retrata sereias da forma mais diferente, porém mais realista de todas: carecas, sem pelos e com membranas entre os dedos. Além de ser curta, a narrativa também é envolvente, e eu li tudo em uma noite só! Quando cheguei na última página queria mais, e felizmente a Marcela já pensa em uma continuação.

A outra boa notícia é que um exemplar autografado pela autora de “O DNA da Sereia” pode ser seu! E como nosso último sorteio foi pelo Facebook, dessa vez iremos realizá-lo usando o Instagram.

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Para participar, basta SEGUIR o Sereismo no Instagram e seguir as instruções da imagem indicada lá!

Mais fácil que isso, só dois disso, né?! Então vamos facilitar mais ainda? Sim, serão DOIS ganhadores!

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O resultado sai no dia 19 de março. 

Boa sorte 😀

E obrigada, Marcela, pelo presente e parceria <3 Muito sucesso pra ti e parabéns pelo livro!





Camila Gomes





25
fev
Haenyeo, as sereias da Ilha Jeju

A Ilha Jeju faz parte da Coreia do Sul e entre seus habitantes estão as Haenyeo, que significa “mulheres do mar”. Atualmente elas são apenas senhoras (porque as mais jovens preferem seguir outras profissões) que enfrentam o mar usando apenas pés de pato e óculos de proteção em busca de moluscos, búzios e polvos. Essa inversão de papeis, com mulheres indo à caça, é o que diferencia a ilha da sociedade coreana.

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As mergulhadoras começam cedo – aos 11 anos já praticam em águas rasas e, quando chegam a maioridade, conseguem chegar a 20 metros de profundidade. Elas ficam por volta de um minuto submersas, com intervalos de 30 segundos na superfície. Durante o inverno, a permanência no mar dura 20 minutos, e no verão 90.

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Seus instrumentos são as próprias mãos, uma faca, uma bóia (pra determinar sua localização) e uma rede pra guardar o que foi coletado. O que conseguem são exportados ou vendidos para restaurantes locais. Por ser uma profissão perigosa, a função está a cada ano sumindo mais e mais. Desde 2009, 40 mergulhadoras morreram em acidentes de trabalho. A prática vem desde o século 17 e hoje em dia existem apenas cerca de 4.500 Haenyeo ativas. Para ajudar a manter a tradição viva, o governo paga pelas roupas de mergulho e seguro médico.

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Super valorizadas, na Ilha Jeju há até um museu dedicado à elas, chamado Museu Haenyeo. Além disso, alguns filmes e séries inspirados nelas já foram produzidos: “My Mother, the Mermaid”, “Tamra, the Island”, “Swallow the Sun” e “Haenyeo: Women of the Sea”.

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As Haenyeo foram as primeiras mães coreanas a trabalharem fora de casa e eram discriminadas por saírem de suas casas com parte do corpo à mostra. Por causa disso, elas viraram símbolo da independência e força feminina na Coreia do Sul, e eram tratadas com respeito em comparação a outras mulheres da ilha. Atualmente, as mergulhadoras são vistas como guardiãs do mar e do meio ambiente aquático, como verdadeiras sereias.

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Fonte: FolhaSarangInGayo e Catraca Livre





Camila Gomes