10
jul
A Conchologia de Marina Alexandrovna

Para quem não sabe, a minha xará aqui do Sereismo e conterrânea Camila Gomes é muito fã da família Imperial Russa (eu achava que eu era, mas ela é muito mesmo) e, como uma sereia, ela logo deu um jeito de encontrar uma referência marítima no país que é sempre lembrado pela neve. É que Hans Christian Andersen, autor de A Pequena Sereia, e a imperatriz viúva Maria Feodorovna eram muito próximos quando ela ainda era conhecida como Dagmar da Dinamarca. Quando ela se mudou para a Rússia para se casar com o então czarevich Alexandre Alexandrovich, Andersen a escreveu:

Ontem, nas docas, enquanto estava a passar por mim, ela parou e segurou-me na mão. Os meus olhos encheram-se de lágrimas. Pobre criança! Oh, Senhor, sede gentil e piedoso com ela! Dizem que existe uma corte brilhante em São Petersburgo e que a família do czar é simpática, mas mesmo assim ela vai a caminho de um país desconhecido onde as pessoas são diferentes e a religião é diferente e onde não vai ter nenhum dos seus conhecidos a seu lado.

Então, quando eu me deparei com esse mosaico de sereia abaixo assinado por um nome russo, já logo lembrei dessa história que ela me contou e fui fuçar para saber se havia mais registros dessa relação.

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É uma obra da artista russa Marina Alexandrovna. Pesquisar sobre ela foi um pouco difícil, porque a maioria das coisas está em russo e também há uma atriz famosa com esse nome. O que descobri é que Marina Alexandrova mora em Moscou e é um membro da prestigiada Russian Artist Union. Ela faz seu trabalho com conchas há 10 anos. Apesar de seu forte ser mosaicos, ela trabalha com objetos de decoração, o que inspirou a escrever o livro Seashells and Coastal Decor.

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Marina já era artista profissional quando passava as férias em uma costa e se encantou pelas formas, cores e texturas das conchas marinhas. Ela prefere usar o seu material com a cor natural. As conchas usadas em seu trabalho são em grande parte adquiridas de comerciantes, mas ela também viaja em busca de novas cores e formas. Marina expõe seus mosaicos normalmente no Salão de Arte em Moscou e, como também trabalha com móveis, em feiras comerciais de móveis.

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Como artesã, Marina também afirma que prefere trabalhar com as conchas menores. É o que acaba enriquecendo o trabalho, deixando ele bem cheio detalhes. Em uma entrevista, ela disse que também trabalha em várias peças simultaneamente. Especialistas definem o trabalho dela como elegante, original e exclusivo, pois não há conchas iguais na natureza. Essa direção da arte também é chamada de Conchologia. Nos mosaicos, os seus trabalhos mais conhecidos são os flamingos, cisnes, patos e, claro, sereias.

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Por Camila Piccini










5
jul
Curiosidades sobre mergulho e apneia

Na novela A Força do Querer, a personagem Ritinha (Ísis Valverde) finalmente começou a trabalhar como sereia profissional, e ainda estamos comemorando essa notícia.

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Sabemos o quanto a atriz se esforçou para viver a personagem, tendo aulas de mergulho e apneia com a sereia profissional Mirella Ferraz.

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E hoje eu vou falar um pouco sobre a história do mergulho e as modalidades desse esporte.

Primeiro, o que é apneia?

Apneia é a suspensão momentânea da respiração, usada para praticar mergulho livre. É importante conhecer a capacidade do pulmão, o uso do diafragma e, quando for aplicar isso no mergulho, treinar estaticamente (sem nadar) para conhecer o seu tempo. Também é importante a presença de um profissional, pois ele poderá instruir como evoluir nessa prática sem causar riscos à saúde.

Existem três tipos de mergulho:

  • Autônomo – O mergulhador leva os aparelhos para respiração consigo;
  • Dependente ou semi autônomo – O suprimento de ar não é levado pelo mergulhador e é feito através da superfície com compressor de ar e uma mangueira chamada de umbilical;
  • Livre – É o mergulho em apneia. O mergulhador não usa qualquer tipo de aparelho para respiração e conta somente com a capacidade do pulmão.

O mergulho livre em apneia é o mergulho praticado pelas sereias profissionais.

A Associação Internacional para o Desenvolvimento da Apneia (Aida) define 9 modalidades esportivas dessa categoria. A maior recordista do Brasil é a atleta Karol Meyer. Ela também é conhecida como Karol “Peixe” e coleciona recordes: 8 mundiais, 2 continentais, 30 sul-americanos e 6 nacionais. Além de ter sido a primeira mergulhadora brasileira a realizar recordes mundiais para o país, se tornou também recordista absoluta (masculino e feminino) em número de recordes mundiais alcançados. Em 2010 ela se tornou a pessoa com o maior tempo de apneia do mundo e ficou 18 minutos e 32 segundos submersa, entrando para o Guiness Book.

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Como já mencionado, essa prática requer muito treino e ajuda profissional. Mas não é de hoje que o ser humano tenta descobrir os mistérios do mar. Ao longo dos anos, trajes e aparatos para ajudar o mergulhador a chegar às profundezas vem sendo aprimorados.

Como tudo começou?

O primeiro grande nome que se menciona na história do mergulho é de Alexandre, O Grande. Aristóteles menciona que o exército de Alexandre usava uma espécie de barril com a abertura para baixo, aprisionando o ar e permitindo que os soldados respirassem embaixo d’água o ar dos barris. Essa técnica é chamada de O Sino da Antiguidade, e foi usada para invasão da costa do Mediterrâneo, por volta de 332 a.C. 

No período do renascimento artístico, muitos conhecem o famoso quadro Monalisa, de Leonardo da Vinci, mas poucos sabem da contribuição do pintor (e inventor) para a história do mergulho. Ele muitas vezes não é mencionado porque os seus projetos nunca saíram do papel. Em 2014, eu fui a uma exposição em São Paulo “Leonardo da Vinci, a Natureza da Invenção”, e lá estava exposto um escafandro. O traje do mergulhador lembrava muito o de um aviador, e era feito de couro com jaqueta e um snorkel (respirador) rudimentar. A respiração acontecia através do snorkel, com longos tubos flexíveis que iriam acima da superfície terminando em flutuadores de cortiça que ficavam boiando e permitiam que a ponta desses tubos ficassem em contato com o ar. Da Vinci também levou em consideração outras necessidades de seus escafandristas teóricos, como a estabilidade dentro d’água (ele chegou a pensar em um sistema de pesos que os mantivesse eretos no solo marinho), a possibilidade de subir ou descer com a ajuda de balões cheios de ar e até uma bolsa de couro separada para guardar o xixi dos mergulhadores caso eles ficassem apertados durante suas missões.

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Em 1690, Edmundo Halley, o conhecido astrônomo do cometa Halley, começou a estudar o sino da antiguidade e “resolveu” o problema da falta de renovação do ar. Oxigênio em tonéis eram levados junto com o sino para renovar o ar e havia oxigênio até para 90 minutos.

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Em 1715, o inglês John Lethbridge inventou o que a história chama de máquina de mergulho. Era um barril de carvalho hermético com espaço para colocar os braços e permitir que o mergulhador recolhesse objetos de valores de naufrágios.

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Os irmãos Charles e e John Deane inventaram o capacete de mergulho por volta de 1820. Eles realizavam operações no naufrágio da Mary Rose. Os irmãos Deane foram atrás de Augustus Siebe para que ele fizesse uma variação do capacete de mergulho. Considerado o pai do mergulho, o engenheiro construiu o primeiro escafandro (fora do papel). O escafandro era uma roupa de borracha selada por um capacete vedado que recebia ar bombeado por um umbilical, e contava com válvulas para liberar o oxigênio “usado”. Como esse sistema ficava na parte inferior do traje, era necessário mergulhar na posição vertical, pois nadar na horizontal encharcava o traje.

No início do século XX, Benoit Rouquayrol e Augustus Denayrouze criaram o Aerophore, traje que acompanhava um tanque de ar comprimido nas costas, também alimentado pelo umbilical. Essa roupa de mergulho permitia caminhadas ao fundo do mar.

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Durante a Primeira Guerra, o comandante Le Prier criou um escafandro autônomo de ar comprimido. A guerra possibilitou outras evoluções no quesito mergulho – enquanto Louis Corlieu patenteava o pé de pato, Guy Gilpatrick adaptou os óculos da aviação para mergulho.

A última grande “invenção” foram os cilindros de ar autônomos, que surgiram em 1943 com os oceanógrafos Jacques Cousteau e Émile Gagnan. Ele permite nadar sem contato com a superfície e a pressão era controlada por regulagem, adequando a pressão dos pulmões a pressão dos cilindros. Essa invenção recebeu o nome de Aqualung.

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Atualmente, os trajes de mergulho são feitos normalmente de neoprene – neoprene borracha expandida revestida com tecido de poliéster, resistente, altamente elástico, flexível e que proporciona proteção térmica. Começou a ser utilizado na confecção de roupas de mergulho por volta 1950 por causa da característica isolante. Além de mergulho, o neoprene também é  usado por surfistas no inverno e por atletas profissionais. Meu sonho da vida sempre foi ter o discreto traje de mergulho da Sabrina, do filme Sabrina na Austrália – aliás, a atriz que interpretou a sereia no longa também teve que ter aulas de mergulho para viver a personagem.

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Neoprene também é a matéria prima das caudas do ateliê da Mirella Ferraz, MS-Fins.

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Em um mergulho, é a movimentação dos pés que auxilia no impulso e na velocidade. Por isso, é muito comum o uso do pé de pato, pois sua ampla superfície permite que mais água seja movimentada e, consequentemente, o impulso seja maior. A vantagem do pé de pato é que ele permite que o movimento dos pés seja independente, então ele só amplifica o movimento de quem já sabe nadar. Já a monofin, o pé-de-pato de sereia que é uma coisa só, proporciona um impulso maior por ter uma superfície mais ampla, mas seu uso deve ser realizado com cautela. Como os seus pés estão presos e juntos, o movimento que a gente aprende (e costumamos fazer por reflexo) de bater os pés fica impossibilitado e é preciso coordenar o nado com a ondulação do seu corpo, movimentando o quadril e o braço em um movimento orquestrado. Como ondulação é fundamental para um nado borboleta, o uso da monofin por atletas para potencializar a performance é altamente difundido.

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Logo quando a venda de caudas de sereia ficou popular, muitas matérias televisivas foram ao ar nos Estados Unidos e Austrália, alertando adultos que estavam comprando caudas para crianças os perigos que a brincadeira poderia causar. Como dito no parágrafo anterior, como a monofin e a própria cauda deixam as nossas pernas e pés presos e unidos, independente se for maior ou não de 18 anos, a atividade pode ser bem perigosa se não for praticada com cautela por quem não sabe nadar. Por isso, se uma criança for brincar de ser sereia, seja na praia ou piscina, um adulto sempre deve estar por perto monitorando. Há algumas lojas de caudas, como a FinFun, que não recomenda a peça para menores de 5 anos.

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Para quem ficou com vontade de mergulhar, não deixe de procurar a ajuda de um profissional para realizar mergulhos recreativos. Vale lembrar, também, que a Mirella vai dar um curso de sereia nas férias e nós contamos mais aqui 😉

Por Camila Piccini










28
jun
A animação da Disney Atlantis, O Reino Perdido

Quando falamos de Disney e conexão com o mar pensamos logo na Pequena Sereia (hoje também lembramos da Moana), não só porque a Ariel é a única princesa sereia da franquia, mas também pela importância do filme, que marcou o início da era renascentista da Disney, época das maiores e mais famosas produções do estúdio.

Apesar de ser apaixonadíssima pela Úrsula (os testes do Facebook já me garantiram que somos a mesma pessoa), nunca fui muito apegada particularmente a Ariel. Eu era o Sebastião da história. O que você tá vindo fazer aqui no mundo humano, Ariel?

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Eu fui criança nos anos 90 e acompanhei a Disney lançar um clássico por ano, e lembro até de acompanhar a produção de Tarzan, o último da era renascentista e dos anos 90, que prometia mesclar o visual 2D com a técnica 3D para animar o Tarzan deslizando nos galhos, que por sinal foi inspirado no movimento dos surfistas.

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Em 2000, tivemos a Nova Onda do Imperador, que já era diferente dos filmes dos anos 90, mas também é muito bom. Até que chegou o ano de 2001 e o assunto desse post: Atlantis, O Reino Perdido.

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Atlantis lembra um certo nome: Atlântida. Essa misteriosa localização foi mencionada por Platão, como um continente que afundou no Oceano Atlântico. É sempre mencionado nas literaturas como o reino de sereias ou um reino submerso – que é o caso da Pequena Sereia e Aquaman.

Atlântida de Aquaman (DC Comics)

Atlântida de Aquaman (DC Comics)

Atlântida de Pequena Sereia (Disney)

Atlântida de Pequena Sereia (Disney)

Os produtores resolveram investir em uma produção um pouco diferente das produções comuns da Disney. O longa seria produzido sem música e, para manter o ritmo, eles apostaram nas cenas de ação. Eles se inspiraram no romance “Viagem ao Centro da Terra” para traçar a linha exploradora do filme, visitaram trilhas subterrâneas e museus, tudo para dar a Atlantis o visual de “todas as arquiteturas unidas em uma arquitetura mais primitiva”. A concepção da cidade circular de Platão foi mantida. Além dessas pesquisas, os produtores pesquisaram a concepção do clarividente Edgar Cayce, de onde surgiu a ideia da longevidade fornecida aos cidadãos de Atlantis através de um cristal.

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Visualmente, Atlantis foi o filme que mais usou recursos de computador até a época. O formato de tela em que foi produzido também é diferente, sendo um formato mais panorâmico para valorizar a vista da cidade perdida.

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O estilo visual é de Mike Mignola, criador do quadrinho Hellboy. Até mesmo um linguista foi chamado para produzir um idioma nativo; Marc Okrand, criador do Klingon de Star Trerk, criou o alfabeto Atlante, cuja letra “A” representa o mapa da cidade e a localização do cristal.

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Um texto atlante é lido da esquerda para direita na primeira linha, da direita para esquerda na segunda, e assim sucessivamente, a fim de simular o fluxo da água. Eu lembro que, na época, a divulgação estava pesadíssima e o McDonalds oferecia na caixinha do Mc Lanche Feliz esse alfabeto (eu me sentia muito atlante escrevendo coisas secretas).

Inicialmente, o protagonista Milo Thatch seria descendente de Edward Teach, o pirata Barba Negra. Os produtores preferiram que o filme tivesse um caráter mais explorador e aboliram essa ideia, mas mantiveram o sobrenome de Thatch.

Sinopse

O filme inicia-se em meio a uma confusão na qual Atlântis está afundando. A rainha é atraída para um mágico cristal poderoso, deixando para trás a pequena princesa Kida e o rei Kashekim, e a cidade afunda.

Milênios depois, em 1914, Milo Thatch é um cartógrafo que acredita ter encontrado a localização correta de Atlantis. Dada as suas falhas tentativas, Milo é motivo de piada no instituto onde trabalha. Após mais uma recusa, Milo é surpreendido por uma atraente mulhe que se chama Helga Sinclair, representando o milionário Whitmore. Whitmore trabalhou em uma expedição com o avô de Milo, que encontrou o diário de Atlântis no local onde Milo acreditava ser o correto. Milo então parte para Atlântis a bordo do submarino Ulysses comandado por Lyle Rourke. O submarino é destruído pelo Leviatã, monstro robótico que guardava a entrada da cidade. A expedição segue por uma caverna igual a mencionada no diário.

Em uma noite acampando, a princesa Kida desiste de atacar os navegantes por acreditar que Milo poderia ajudar a resolver o problema da cidade. Ela conduz toda a expedição a cidade perdida, que surpreendentemente ainda tinha habitantes. Kida confessa que eles estão cada vez mais sem energia e pede a ajuda de Milo, pois ela já esqueceu como lê o idioma nativo. Ao retornarem são surpreendidos pelos integrantes da expedição os aprendendo, que não contava com atlantes vivos e só queriam dinheiro. Ao achar a fonte da energia da cidade o cristal, kida também é atraída como sua mãe em forma de sacrifício. Rourke decide levar a princesa Kida como cristal para provar a existência da cidade, mas os outros tripulantes desistem de seguir esse caminho, pois resultaria na morte dos nativos. É quando se inicia as cenas de ações com Rourke e Helga tentando fugir (primeiro juntos, depois cada um por si), mas felizmente, os tripulantes aliados aos nativos atlantes conseguem recuperar a princesa Kida e o cristal.  Milo decide ficar em Atlantis, ao lado da agora rainha Kida, enquanto os sobreviventes da expedição enriquecem apenas provando que o local era real.

A expedição contava também com:

  • Vinny Santorini, um italiano especialista em demolição;
  • Joshua Sweet, um oficial médico;
  • Wilhelmina Packard, uma operadora de rádio extremamente cínica e sarcástica, que não para de fumar;  
  • Audrey Ramirez, a mecânica (ela conta uma história genial de como seu pai queria dois filhos, um para ser mecânico e outro campeão de luta, mas ela e a irmã conseguiram isso);
  • Cookie Farnsworth, um cozinheiro.
  • Molière, um escavador francês que age como uma toupeira.

Ao ser questionada de sua idade, Kida menciona ter mais de 8000 anos. Estima-se que a vida de um Atlante equivale a 300 anos humanos, então Kida teria aproximadamente 28 anos. A aparência dela se assemelha a Tempestade e a Princesa Yue (das terras da água) de Avatar.

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Infelizmente, todo esse ar de ficção científica, junto com a novidade 3D entrando no mercado com tudo no longa Shrek, fez com que o filme da Disney não tivesse o desempenho esperado. O retorno abaixo das expectativas começou nas bilheterias, e a série animada virou uma compilação de episódios reunidos em um filme. No entanto, minha maior frustração é que a Disneyland planejava uma atração subaquática com a temática do filme no parque, que também foi cancelada.

A crítica ficou bem dividida, e chegaram a salientar que um dos maiores problemas era não parecer um filme infanto-juvenil, e considerou o problema como sendo o público alvo indefinido. De qualquer forma, esse filme é considerado como o longa cult das animações da Disney, e pra mim, a repercussão mais injustiçada do estúdio.

Tô aqui torcendo para que essa onda de live action arraste Atlantis e o filme tenha o reconhecimento merecido!

Por Camila Piccini