10
jan
Resenha de livro – Oceano Perdido por Johanna Basford
em: Cultura

Saudações irmãos do Mar!!!

Imagino que a maioria de vocês já conhecem os livros de colorir para adultos, obras repletas de ilustrações que prometem aliviar o stress através da arte-terapia. Centenas de livros invadiram as livrarias do Brasil em 2015 e conquistaram bastante gente com seu poder calmante através da arte, remetendo a memórias da infância quando passávamos horas de nossos dias em meio às canetinhas coloridas e lápis de cor.

Esta mania começou a ganhar força quando a ilustradora Johanna Basford lançou o seu primeiro livro, o Jardim Secreto. O exemplar fez tanto sucesso, vendendo milhares de cópias mundo afora, que novos temas foram surgindo. Até hoje Johanna lançou cinco livros de temáticas diferentes. Porém, é o terceiro lançamento da ilustradora que tem tudo a ver com nós, Sereias e Tritões. Falo do livro Oceano Perdido.

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Com desenhos detalhados, toda a inspiração vem do Universo marinho, então todas as páginas são repletas de algas, peixinhos, estrelas-do-mar, conchas, navios, baús de tesouros e, é claro, Sereias!

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Eu tenho este livro a pouco mais de um ano, e vocês acreditam que eu só tive coragem de colorir um desenho?! (Quero deixar as ilustrações do jeitinho original 😉💙) Escolhi para pintar um peixe lindo, com uma cauda repleta de detalhes. Quando fiz a pintura tive a ideia de registrar o passo a passo através de um Time Lapse (fotos tiradas em sequência, que juntas formam uma animação). O resultado deste feito está neste vídeo:

Como todos nós sabemos que o Sereismo tem uma força estrondosa por todo o mundo, este livro fez  tanto sucesso que autora também lançou uma maravilhosa caixinha de cartões postais para colorir, e também o calendário de 2017 com a temática Lost Ocean (nome original do livro). Infelizmente ainda não chegou no Brasil, mas está disponível para venda no Amazon.

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E quem ainda não tem o livro Oceano Perdido, hoje em dia ele está custando metade do valor da época de seu lançamento. Que tal fazer uma pesquisa e adquirir o seu também?! E por não ser nenhuma novidade, acredito que a maioria de vocês que acompanham o Sereismo devem ter os seus exemplares, então que tal nos marcar nas redes sociais para mostrar os seus “coloridos de Sereia”?

Até mais Sereias e Tritões!!!

Por Tati Bello

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28
dez
Sereias Famosas – Annette Kellerman, a primeira Sereia dos Cinemas

Olá pessoal do Mar!!!

As Sereias encantam o imaginário de todos nós a bastante tempo não é mesmo? Nas regiões litorâneas sempre tem alguém que fala sobre elas (ou seriam nós?) de forma encantadora. Nas praias, é bem comum encontrarmos pinturas e estátuas imponentes mostrando quem é a nativa do lugar. Na literatura, são as belas que nos apresentam o seu universo marinho, despertando em nós um fascínio pelo mundo subaquático. E, finalmente, nas obras cinematográficas, temos a chance de ver e imaginar como seria a vida em seu Reino.

Desde a infância guardamos na memória uma lista com os filmes de sereias que nos fascinaram. As personagens, os figurinos e o mais importante de tudo: as suas maravilhosas caudas. E a partir disso passamos a sonhar em nos tornar uma Sereia também.

Agora, vocês conseguem imaginar desde quando as sereias aparecem nas telas dos cinemas? A resposta é: há mais de cem anos!!!

Quem deu início a esta saga encantadora foi uma bela Sereia chamada Annette Kellerman.

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Annette nasceu na Austrália no dia 06 de julho de 1886. Na infância, a bela sofria de uma doença (conhecida na época como raquitismo) que causava fraqueza nas pernas. Como métodos de tratamento, ela precisava usar cintas de aço para dar sustentabilidade e força aos seus membros inferiores. Aos seis anos de idade, os pais de Annette decidiram colocar a filha nas aulas de natação para, assim, amenizar um pouco o sofrimento da menina. E este foi o melhor presente que ela poderia receber! A conexão e a interação com a água a curou e aos treze anos as suas pernas estavam praticamente normais.

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Na rotina subaquática, Annette despertou a Sereia que habitava dentro dela. Aos quinze anos ela já havia aprendido todos os segredos da natação. Ganhou a sua primeira prova e, na mesma época, começou a competir na modalidade de saltos ornamentais. Em  1902, aos dezesseis anos, Kellerman decidiu levar a natação a sério e venceu a prova de 100 jardas e a milha, conquistando o tempo recorde (1’22”/33’49”) em Nova Gales do Sul, seu Estado de nascença na Austrália.

Em 1905 deixou o seu nome na história como a primeira mulher a tentar atravessar o Canal da Mancha a nado. O Canal da Mancha é  uma parte do Oceano Atlântico que divide a Inglaterra da França. Geralmente as travessias a nado ocorrem na parte mais estreita do canal, que possui 33km de extensão e 120m de profundidade. Com três tentativas sem sucesso, Annette kellerman declarou: “Eu tinha a resistência, mas não a força bruta“.

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Além disso, a Sereia fazia diversas apresentações, encantando a todos com as suas habilidades aquáticas. O nado sincronizado era conhecido na época como balé das águas e ela executava movimentos impressionantes. Foi uma das primeiras mulheres a fazer performances em público nadando em um aquário.

Em 1907, no auge de sua popularidade, quando se preparava para fazer uma apresentação em uma praia de Massachusetts, nos EUA, Annette foi presa por atentado ao pudor por estar vestindo um maiô de uma peça. Para reverter a situação, a Sereia dos anos 10 costurou uma meia calça preta ao seu mâio, cobrindo assim as suas pernas. Este improviso deu origem às primeiras peça de roupas de banho femininas. Decidiu, então, lançar roupas de banho com o seu nome.

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Se hoje usamos biquínis e maiôs que mostram a bela silhueta feminina, é graças a Annette Kellerman, uma sereia que conhecia o mar e sabia que combinações pesadas de calças e vestidos não eram opções favoráveis para um delicioso dia na praia.

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Com o seu maravilhoso talento, começou a atuar no cinema em 1909. A maioria  dos filmes que participava tinha como tema o fundo do mar. Annette realizava cenas perigosas nadando em uma profundidade de 28 metros no mar, e chegou a mergulhar com crocodilos em uma piscina de 18 metros de profundidade. Ela também fez parte do grupo de pessoas que se apresentaram no movimento teatral de arte de variedades conhecido como Arte Vaudeville. Este movimento ocorreu entre os anos de 1880 e 1930.

Em 1911 a sua forma de Sereia começou a ser revelada. Foi a primeira atriz a usar uma cauda  de sereia “nadável”, confeccionada por ela mesma. A sua estreia como sereia no cinema foi com o filme Sirens of the Sea.

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O curioso é que a sua cauda não tinha barbatanas como vemos nos dias atuais. A sereia usava somente o corpo e as pernas juntas para nadar, e acreditem, ela interpretava uma sereia nadando magicamente bem!

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Annette atuou no filme The Mermaid, também de 1911, e mais tarde foi lançado Neptune’s Daughter, em 1914.

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Em 1916 a Sereia entrou para a história do cinema como a primeira estrela a aparecer completamente nua em uma cena. O filme se chamava A Daughter Of The Gods. Na cena os seu longos cabelos cobriam parte do seu corpo.

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Este filme também entrou para a história por ser a primeira obra do cinema a gastar milhões de dólares durante a sua produção. E além de sereias, a obra também trazia a presença de fadas, gnomos e bruxas.

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Devido a sua vida bastante ativa, ela se tornou uma “musa fitness” da época. Fazia palestras sobre como manter um estilo de vida saudável através da boa alimentação e da prática de esportes, e inaugurou uma loja de produtos para alimentação natural na Califórnia. A australiana ainda lançou dois livros, sendo que em um deles a Sereia ensinava como nadar.

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O último filme que atuou foi Venus Of The South Seas, de 1924.

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Annette Kellerman era casada desde 1912 com o seu empresário James Raymond Louis Sullivan. Eles não tiveram filhos e ela continuou praticando esportes até avançada idade. Em 1970, a Sereia voltou a morar na Austrália. Deixou este planeta com 88 anos, seu corpo foi cremado e as cinzas foram lançadas na Grande Barreira de Corais, no seu país natal. Os seus figurinos usados nos filme em que atuou hoje pertencem ao acervo do Powerhouse Museum, em Sydney.

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Em 1952 foi lançado o filme Million Dollar Mermaid (por aqui o titúlo é A Rainha do Mar). O longa conta a trajetória de vida de Annette, interpretada pela atriz Esther Williams (1921-2013). A obra rendeu a Esther o título de Sereia de Hollywood.

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Annette Kellerman foi a maior influência de sereias no universo cinematográfico e seu nome está eternizado na Calçada da Fama em Hollywood.

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26
dez
Resenha de livro – A Fábula de Dualina por Arnaud Mattoso
em: Cultura

A Fábula de Dualina é um conto publicado pelo autor e jornalista Arnaud Mattoso pela Chiado Editora. A história é contada em primeira pessoa pelo protagonista, um surfista que sofre um acidente enquanto surfava e é salvo por uma sereia chamada Dualina. 

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O personagem, então, descobre um mundo aquático de sereias que também surfam e, além de estarem em busca da onda perfeita, também procuram pelo ser humano ideal que possa reproduzir com todas elas, a fim de criar uma nova espécie anfíbia. Essa nova espécie seria capaz de transitar em terra e água, e seria a solução para acabar com a poluição e outros problemas do meio ambiente causados pelo homem. O tal surfista escolhido para essa missão acaba se apaixonando por uma das sereias e, agora, deve decidir se aceita ser o chefe do harém, quiça salvador da Terra, ou voltar a sua vida humana comum.

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Eu achei a capa do livro bonita, atrativa, e ele conta com apenas 55 páginas. A narrativa é bem escrita e a descrição da sereia principal, a Dualina, difere da maioria das sereias de outras histórias. Ela é uma sereia oriental. Entretanto, eu sinceramente não gostei da trama. Basicamente mostra que as sereias existem a milhares de anos protegendo os oceanos, porém precisam de um único homem no qual a única função é surfar, ser mimado pelas sereias como um verdadeiro rei e reproduzir com elas. Meio nonsense, né?!

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Camila Gomes